Pelotas encerra dia do trajeto mais ao sul da Tocha Olímpica pelo país

Atletas locais e comunidade conduziram chama pelas ruas até encerramento da noite; Símbolo segue a Porto Alegre nesta quinta

Pelotas encerra dia do trajeto mais ao sul da Tocha Olímpica pelo país
Pira olímpica foi acesa em frente ao Mercado Público (Foto: Divulgação / Rio 2016)

O trajeto mais ao sul do Brasil da Tocha Olímpica foi realizado nesta quarta-feira (6). O símbolo dos Jogos Olímpicos Rio 2016 passou pelas cidades gaúchas de São Sepé, Caçapava do Sul, Canguçu, Rio Grande e Pelotas.

Em um dia de bastante frio no estado do Rio Grande do Sul, ocorreu um pequeno atraso na logística de deslocamento da chama. Após passar por Rio Grande, o destino final da quarta-feira (6) foi Pelotas. O início do revezamento foi no bairro Fragata, com a passagem pela Avenida Duque de Caxias.

Andrea Pontes iniciou o revezamento (Foto: Divulgação / Rio 2016)
Andrea Pontes iniciou o revezamento (Foto: Divulgação / Rio 2016)

O revezamento começou com a atleta de canoagem, Andrea Pontes, que possui uma bonita história de superação. Após um acidente de trânsito, Andrea ficou paraplégica, mas não desistiu do sonho de ser atleta. Apaixonada por vôlei, a pelotense passou a conhecer a canoagem e se conectou dessa forma ao universo da modalidade.

O judô sempre representa bem o Brasil nas competições dos Jogos Pan-Americanos e Olímpicos e a pelotense Rochele Nunes participou do revezamento com direito à torcida organizada dos familiares. A atleta atua pelo clube da Sogipa, de Porto Alegre e é reserva da seleção brasileira no Rio 2016. Foi medalha de bronze no Mundial Militar e no Mundial sub-21.

Judoca Rochele Nunes no revezamento (Divulgação / Rio 2016)

Do taekwondo, Ana Lima de Oliveira é vice-campeã do Pan-Americano do México em 2013 e bicampeã brasileira e também conduziu a chama nas ruas pelotenses. Já o sargento do exército, João Barboza pratica atletismo desde os nove anos de idade e esteve presente na reta final do revezamento.

A última condutora foi Ana Levien, professora de escola pública, classe que tanto sofre nos últimos governos do estado do Rio Grande do Sul. Ela é ex-ginasta e treinadora no grupo Tholl, que reúne ginastas, músicos e apresenta diversos números pelo Brasil, sendo orgulho da comunidade pelotense.

A pira olímpica foi acesa no Mercado Público de Pelotas, zona do coração da cidade, perante os moradores que aguardaram até o último momento da cerimônia.

Foram registrados alguns protestos contra a Olimpíada, em função do uso do dinheiro público e outros problemas sociais que perdem visibilidade com o foco na competição disputada no Rio de Janeiro. Apesar disso, há o registro e visibilidade a atletas das cidades pela região e pelo país, pessoas com histórias de superação e que tiveram esse momento único de celebração do esporte.

Nesta quinta-feira, Pelotas chega aos 204 anos, conforme considera a Prefeitura da cidade. Um presente antecipado ao esporte pelotense já recebido e a certeza de que há muito ainda para fazer pelos atletas e comunidade local. Já a chama olímpica segue para capital do estado, Porto Alegre. Ela subirá os estados, passando por Santa Catarina, Paraná e São Paulo, até o destino final no Rio de Janeiro.