Rússia vence Brasil com tranquilidade na segunda partida do Polo Aquático Feminino

Brasileiras começam bem, mas deixam ritmo cair e Rússia atropela no último quarto; Cruzamento na próxima chave poderá ser com Estados Unidos

Rússia vence Brasil com tranquilidade na segunda partida do Polo Aquático Feminino
Divulgaçao / Comitê Olímpico Organizador Rio 2016
Rússia
14 7
Brasil

Na segunda partida da fase preliminar do Torneio Feminino de Polo Aquático dos Jogos Olímpicos Rio 2016, o Brasil foi derrotado pela Rússia. Após atuar bem nos dois primeiros quartos, a Seleção deixou ritmo cair e adversários se aproveitaram. Vindo de vitória sobre a Itália, as brasileiras estavam confiantes em novo triunfo, dessa vez contra as renomadas Russas, mas a falta de aproveitamento quando com superioridade numérica, atrapalhou os planos, decretando a derrota por 14 a 7.

Com o resultado, o Brasil passa agora a temer o adversário na segunda fase. Com classificação automática, a fase preliminar apenas define a ordem dos confrontos eliminatórios. No atual cenário, as alternativas seriam Estados Unidos e Espanha. Duas pedreiras.

A agenda do Polo Aquático marca o retorno da seleção feminina do Brasil às piscinas no próximo sábado (13), às 11h40, para enfrentar a Austrália, outra forte equipe na disputa. No Masculino, nesta sexta-feira (12), às 19h30, já classificado, o Brasil enfrenta a Grécia. As partidas ocorrem no Parque Aquático Maria Lenk, na Barra da Tijuca, e sempre no Horário de Brasília.

Primeiros dois quartos muito movimentados e equilibrados com empate por 4 a 4

Após derrotar a Itália, o time feminino de Polo Aquático brasileiro tinha pela frente a Rússia, grande escola na modalidade. Com atletas experientes e bem preparadas no lado adversário, o Brasil teria de suar bastante se quisesse vencer. E logo com um minuto de jogo, a Seleção verde e amarelo balançou as redes. A inauguração do marcador na data de hoje viria, logo, acompanhada do segundo gol.

A vantagem brasileira era visível. As atletas Russas não acertavam as jogadas previamente trabalhadas e chutavam, então, de longe, buscando surpreender a defesa brasileira, muitas vezes sem sucesso. Mas na metade do primeiro quarto, o bloqueio foi furado e as europeias conseguiram marcar. No fim do primeiro quarto, o placar já mostrava 4 a 2 para as brasileiras, que seguiam com tranquilidade, mantendo a gordura no placar.

No segundo quarto, a monotonia começou a fazer parte do roteiro, e o cansaço também. Após um primeiro período muito brigado, as jogadoras, tanto do Brasil, quanto da Rússia, precisaram aliviar para garantir o mínimo de condição física no fim do jogo. O alívio, ao que pareceu, se deu mais pelo lado brasileiro, que em menos de um minuto, viu uma Rússia desacreditada, empatar o jogo, voltando então a sonhar com a vitória.

Brasil desperdiça vantagens numéricas, cansa e vê Rússia passear no último período

O terceiro período começou com uma enormidade de passes errados por ambas as partes. As falhas ofensivas, que resultavam em retorno da posse de bola aos adversários, começaram a refletir atrás, e a primeira vítima foi o Brasil. Logo no início, a Rússia aproveitou um vacilo coletivo do sistema defensivo brasileiro e passou a frente, pela primeira vez, no placar. O gol da virada assustou as brasileiras, que então começaram a errar com muito mais frequência, dando a bola, muitas das vezes, de graça às adversárias.

No fim do terceiro quarto, um ensaio de reação foi tudo que se pode ver do lado brasileiro. Após uma verdadeira blitz, as Russas marcaram o sexto gol, e depois o sétimo. Ao Brasil restou tentar mostrar sua força, diminuindo na sequência para 7 a 6. Porém, a reação, ilusória e tardia, de nada adiantaria. No último período, mostrando a frieza comum aos povos da antiga União Soviética, as russas marcaram mais seis vezes, fechando o placar em um largo 14 a 7, e mostrando que, embora motivo de orgulho aos brasileiros, as meninas do Polo Aquático ainda têm um logo caminho para percorrer.