Decepção: Seleções masculina e feminina de goalball caem nas semifinais e dão adeus ao ouro

Ambas as equipes perderam nas semifinais nesta quinta-feira (15)

Decepção: Seleções masculina e feminina de goalball caem nas semifinais e dão adeus ao ouro
Foto: Pedro Henrique/VAVEL Brasil

O sonho até parecida possível. O Brasil era favorito na modalidade, tanto masculina quanto feminina. Mas, o desejo do ouro olímpico no Goalball chegou ao fim nesta quinta-feira (15), na Arena do Futuro. Favoritíssima, a seleção masculina de goalball que, até então, seguia invicta na competição foi surpreendido pelos Estados Unidos nas semifinais e goleado por 10 a 1, dando adeus à chance de disputar a final dentro de casa.  Pouco depois, foi a vez da seleção feminina que perdeu, de virada, para a China por 4 a 3 e deram adeus ao sonho de uma final inédita em Jogos Paralímpicos. 

A queda do favoritismo

A partida começou equilibrada, com as defesas levando a melhor. Aos dois minutos, Leomon falhou e cometeu infração. No pênalti, Tyler Merren fez 1 a 0 para os EUA. Em outro pênalti, dois minutos depois, os americanos ampliaram a vantagem para 2 a 0, também com Tyler. Romário, aos cinco minutos, descontou. No entanto, o gol brasileiro não diminuiu o domínio americano, que ampliou, novamente com Tyler: 3 a 1. Em mais um erro, o Brasil deu outro pênalti para os Estados Unidos: 4 a 1.

No segundo tempo, o equilíbrio foi grande. O time brasileiro acelerava, mas, bem postados, os EUA defendiam bem.  A situação Brasil no jogo complicou ainda mais com outra bola longa. Joseph Hamilton arremessou e colocou 5 a 1. O desespero tomou conta dos brasileiros, e, com isso, outros três pênaltis foram cometidos. Tyler fez todos: 8 a 1. No final da partida, o americano marcou mais duas vezes, pondo números finais ao jogo: 10 a 1, e o adeus ao ouro do então favorito. 

"Perdemos para nós mesmos. Infelizmente. A gente não conseguiu buscar. O começo atrapalhou, mas somos seres humanos, sujeitos a erros. E com certeza vamos aprender com esses erros. Eles jogaram mais recuados, tivemos que agredir mais para furar o bloqueio. Fomos para a agressão, mas cometemos erros que não cometemos", disse o artilheiro do Brasil, Leomon.

O adeus à primeira final paralímpica

Com um início de jogo agressivo, a seleção feminina de goalball tentou se impor contra as chinesas. No entanto, com pouco mais de três minutos de jogo, Wei Zhang arremessou, e Carol não conseguiu evitar o gol rival. Porém, as anfitriãs não se abateram.  Após boa defesa, Vitoria arremessou forte e deixou tudo igual, aos sete minutos. Na jogada seguinte, o Brasil teve a chance da virada, mas Vitória desperdiçou a cobrança de pênalti. Logo depois, foi a vez de Carol ter a chance de virar o placar, e não desperdiçou. Em arremesso forte, a jogadora contou com ajuda da defesa chinesa e virou o placar: 2 a 1 para o Brasil. 

Na segunda etapa, o Brasil voltou à quadra com a mesma postura inicial, e as brasileiras ampliaram a vantagem para 3 a 1. A vitória parecia próxima, mas a China reagiu. Fengqing Chen marcou duas vezes e deixou tudo igual. A partida, então, foi para a prorrogação, com dois tempos de três e gol de ouro. Com Victoria, o Brasil chegou bem parto da classficação, mas a defesa chinesa conseguiu evitar o gol em cima da linha. O castigo veio de forma fatal: Fengqing Chen contou com vacilo da defesa do Brasil e selou a ida chinesa à final: 4 a 3 pondo fim ao sonho da primeira final paralímpica da seleção feminina de goalball.

"Foi por muito pouco. Era um jogo difícil, contra as atuais vice-campeãs paralímpicas. Abrimos vantagem, mas infelizmente cedemos o empate. Mas agora é levantar a cabeça e buscar o bronze", declarou Simone.

Um pouco sobre o goalball

O goalball foi criado em 1946 pelo austríaco Hans Lorenzen e pelo alemão Sepp Reindl. A ideia era ajudar na reabilitação de combatentes da Segunda Guerra Mundial que perderam a visão. Com estreia nos jogos de 1975, em Toronto, no Canadá, o goalball é uma modalidade exclusivamente paralímpica. A disputa acontece com duas equipes com três times cada. As linhas da quadra são táteis, para que os jogadores se localizem. Em cada extremidade há um gol gigante, de 9m. Os atletas lançam a bola, que contém um guizo, e tentam marcar o maior número de gols possível.