Copa América Centenário: Estados Unidos querem fazer bonito como país-sede

Anfitriã da edição de número 100 da competição, os EUA tentam surpreender pela primeira vez o mundo do futebol

Copa América Centenário: Estados Unidos querem fazer bonito como país-sede
Público americano se apaixona a cada dia mais pelo "soccer" (Foto: Scott Olson/ Getty Images)

Falta menos de um mês para o início da Copa América Centenário. A edição centenária da competição entre seleções mais importante do continente será realizada pela primeira vez fora da América do Sul. Os Estados Unidos irão receber a histórica competição pela primeira vez. Desta maneira, diante de sua torcida que cada vez mais se acostuma e se encanta com o esporte, os Yanks terão a primeira oportunidade clara de serem protagonistas.

A equipe comandada por Jürgen Klinsmann está no Grupo 1 da competição, junto com Colômbia, Costa Rica e Paraguai.

Como chegam e o que esperar...

Vice-líder de seu grupo nas Eliminatórias da CONCACAF para a Copa do Mundo de 2018, os EUA possuem sete pontos na competição, três a menos que o líder Trinidad e Tobago e um a mais que a terceira colocada, Guatemala.

Mesmo com uma campanha apenas regular, a esperança da torcida esperança segue nas últimas apresentações dos Yanks nas grandes competições. Com uma concorrência não muito forte, os EUA não ficam de fora de uma Copa do Mundo desde 1986. Em 2010, a equipe foi líder do Grupo C, que tinha como favorito a Inglaterra, mas foi eliminado para a surpreendente Gana na fase seguinte (o que não é nenhum desmérito, já que os africanos chegaram às quartas e foram eliminados naquele histórico jogo diante do Uruguai nas penalidades).

Em 2014, na Copa do Mundo realizada no Brasil, a campanha foi um pouco mais qualificada. Se classificou na fase de grupos na segunda colocação, atrás somente da campeã Alemanha. Entretanto, deixou para trás a oscilante Portugal de Cristiano Ronaldo. Nas oitavas, acabou novamente eliminada, desta vez para a Bélgica, que há pouco tempo atrás liderava o ranking da FIFA. Em 2015, o fiasco na Copa Ouro com a quarta colocação apagou um pouco a "chama" que os EUA estavam criando.

Porém, são as vitórias em amistosos no ano passado que fazem a torcida acreditar no potencial da equipe para esta Copa América. Há exatamente um ano atrás os Yanks venciam na mesma semana Holanda e Alemanha. Sem dúvidas a melhor semana da história para os amantes do "soccer". Para aumentar a emoção, ambas as vitórias foram realizadas apenas no fim das partidas. Diante dos holandeses triunfo de virada digno de Copa do Mundo por 4 a 3. A equipe perdia até os 70' por 3 a 1, quando Brooks, Willians e Wood, aos 89' mudaram a partida. Já contra os campeões mundiais, vitória por 2 a 1 com o último tento novamente anotado por Wood aos 88'.

Comemoração dos Yanks em solo alemão da vitória no ano passado (Foto: Martin Rose/ Getty Images) 

Destaque

Clint Dempsey é sem dúvidas o principal atleta dos Yanks. O capitão da equipe foi artilheiro e melhor jogador da Copa Ouro 2015, mesmo com sua equipe desempenhando um péssimo futebol.

O melhor jogador da Premier League na temporada 2011/2012 não tem uma experiência muito grande no futebol europeu. O mesmo obteve passagens oscilantes por Tottenham e Fulham na Inglaterra Com 33 anos de idade o jogador é ídolo nos Estados Unidos, e defende atualmente o Seattle Sounders, apenas o oitavo colocado da conferência Oeste da MLS.

Pela Seleção Estadunidense, Dempsey soma 47 partidas em 120 partidas disputadas. Clint também mantém o recorde do gol mais rápido da histórias das eliminatórias das copas do mundo. Diante da Jamaica nas Eliminatórias para a Copa de 2014, o meia atacante inaugurou o marcador com apenas 39 segundos da vitória norte-americana por 2 a 1.

Dempsey marcou um belo gol na Copa de 2014 na vitória sobre a Gana (Foto: Michael Steele/ Getty Images)