Copa América Centenário: Chile e a chance da segunda grande conquista de sua história

Recém campeã continental, Chile tem a responsabilidade de defender o título com sua geração vitoriosa

Copa América Centenário: Chile e a chance da segunda grande conquista de sua história
Copa América Centenário: Chile e a chance da segunda grande conquista de sua história

Há um dito popular de que é mais difícil se manter no topo do que chegar nele. A Seleção Chilena pouco curtiu o topo, já que um ano após seu maior título, já entrará em campo novamente para defender e se manter na soberania continental.

Em 2015, jogando em casa, "La Roja" conseguiu o feito inédito de levantar a Copa América pela primeira vez. A festa, o peso da conquista foi gigante. A geração de Vidal, Bravo e Sanchez fez o que Zamorano, Salas não conseguiu. O domínio do continente era vermelho. Mesmo com a vaga na Copa das Confederações garantida, as comemorações duraram menos de um ano. 

Isso porque a Copa América terá uma edição especial. Simbólica, por ser em comemoração aos 100 anos de futebol no continente, mas com peso gigante entre os países, a competição reunirá as principais seleções nos EUA. E o Chile vai defender seu título.

Que venha o freguês!

É inegável que a moral e a força chilena tenha aumentado muito após o título inédito. Mas também é notável a menor força do elenco chileno. Ainda que os principais jogadores estejam à disposição, o Chile não terá a grande referência no banco de reservas.

Talvez o maior diferencial no elenco, o técnico Jorge Sampaoli não comanda mais a equipe. Além disso, Jorge Valdivia, conhecido do futebol brasileiro, está fora, fato que chamou atenção após a convocação do novo técnico Juan Antonio Pizzi.

Ainda assim, as três grandes estrelas do elenco estão dentro. Ainda se recuperando de lesão, Claudio Bravo deverá estar pronto para a competição. O goleiro do Barcelona divide as atenções do time com Arturo Vidal, volante do Bayern de Munique, e de Alexis Sanchez, atacante do Arsenal e um dos mais habilidosos do mundo.

Dentro de campo, o Chile precisa ficar atento em apenas um duelo. No Grupo D, os chilenos terão a fraca Bolívia e o fraco Panamá. Até por isso, a classificação deve ser tranquila. O problema será a liderança. Isso porque terão a companhia apenas da Argentina, vice campeã do mundo e da América, em 2015, e que vem babando para quebrar o jejum de mais de 20 anos sem títulos.

Vidal, o motor do time

Uma expressão muito usada é a de que o meio campo é o pulmão da equipe. O setor mais importante de um time precisa ter peças que se encaixam em mais de uma função. E nesse Chile, Pizzi terá um dos melhores jogadores do mundo na posição.

Arturo Vidal é quem precisa e deve chamar a responsabilidade para comandar o meio campo. Com bom poder de marcação, ótima chegada ao ataque e liderança dentro do elenco, Arturito é quem melhor representa o batalhador time vermelho.

Na Copa América do ano passado, Vidal foi além das quatro linhas e mostrou o seu gigante lado polêmico. Logo após uma partida, o volante pegou um de seus carros esportivos e foi à um casino. No caminho, se envolveu num acidente e virou caso de polícia, tendo até envolvimento da presidente chilena. Ao final, os panos quentes foram colocados e Vidal foi campeão, sendo um dos protagonistas.