Prata na Olimpíada de Pequim, Samsom Siasia terá sua segunda chance de brilhar no comando da Nigéria

O jovem treinador foi vice e deixou escapar o que seria a maior conquista de sua carreira e a segunda medalha de ouro da história da Nigéria

Prata na Olimpíada de Pequim, Samsom Siasia terá sua segunda chance de brilhar no comando da Nigéria
(Foto: Bruno Zanardo/ Getty Images)

Estão definidas as semifinais do futebol masculino no Rio-2016. Nesta quarta-feira (17), a Seleção Brasileira de Neymar e companhia recebe a forte equipe de Honduras, que ficou na vice-liderança do Grupo D durante a primeira fase, deixando nossos hermanos argentinos para trás, e ficando na cola da Seleção Portuguesa. Em seguida, em um confronto equilibrado, os hondurenhos passaram pela Coréia do Sul.

Na outra semifinal, a potência olímpica Nigéria encara a poderosa Alemanha na Arena Corinthians, de olho em mais uma decisão de Jogos Olímpicos. Ouro em Atlanta nos Jogos Olímpicos de 1996, com classificações memoráveis diante de Brasil e Argentina, a Nigéria teve uma oportunidade, literalmente de ouro, oito anos depois de conquistar a segunda medalha dourada no futebol olímpicos. Na ocasião, o adversário da final foram mais uma vez os argentinos, reeditando a decisão dos Estados Unidos em 96. Atuando de igual para igual durante os 90 minutos, os argentinos garantiram o ouro graças à um tento salvador do até então promissor Ángel Dí Maria.

Carreira de Siamsom Siasia

Ex-atacante da Seleção Nigeriana, Siasia possuiu uma extensa carreira como atleta, mas sem muitas conquistas. Com passagens pelo futebol da Bélgica, de Portugal e até mesmo do Israel, a grande fase de sua carreira foi na França, vestindo a camisa do Nantes de 1993 à 1995. A aposentadoria de Samsom também foi precoce. Aos 33 anos de idade o ele iria se "despedindo" dos gramados pelo Hapoel, de Israel. 

Após cinco anos de muito estudo e preparação, Siamsom Siasia iniciou sua carreira como treinador em 2005 pela Seleção Nigeriana Sub-20. Demonstrando um ótimo desempenho, principalmente pela implementação tática na base nigeriana, ele assumiu a equipe sub-23 em 2007, com a tarefa de preparar o elenco para a disputa dos Jogos Olímpicos de Pequim. Como já foi dito anteriormente, o desempenho em gramados chineses foi fantástico, com grandes atuações desde a fase de grupos, onde o ouro só não veio por meros detalhes. 

Em 2011 Siasia acabou se afastando da seleção nacional e assumiu o comando da primeira equipe de sua carreira, o Durgapur da Índia. Porém, a passagem foi curta, de apenas uma temporada. Samsom se acabou parando novamente para os estudos, desta vez por um período de quatro anos, quando teve novamente a tarefa de preparar outro elenco jovem para a disputa dos Jogos Olímpicos do Rio-2016. E adivinhem - ele conseguiu montar mais um grupo forte, com os mesmos princípios que marcaram sua passagem oito anos antes. 

Semelhanças em ambas as campanhas

Semelhante ao que ocorreu no Rio de Janeiro, a Nigéria caiu no tão famoso "grupo da morte". Japão, Estados Unidos e Holanda foram os adversários durante a primeira fase. Contudo, a veloz e incansável equipe de Siasia naquela ocasião não obteve dificuldades para garantir a liderança isolada do grupo, com duas vitórias e um empate. Nas quartas de finais, classificação tranquila diante da Costa do Marfim. Porém, foi justamente na fase semifinal que a Nigéria mostrou que daria muito trabalho à Lionel Messi, Dí Maria e Sergio Aguero, futuros adversários.

Tal como irá ocorrer na Cidade Maravilhosa, o adversário seguinte foi uma promissora seleção européia: a Bélgica. Até então meros figurantes no cenário europeu, Kevin Mirallas, Dries Mertens, Vincent Kompany e Mousa Dembélé nada puderam fazer para interromper os ataques fulminantes por Obinna e Odemwingie. Com altas expectativas para uma partida extremamente pegada, os nigerias supreenderam e aplicaram 4 a 1 nos belgas, com destaque para Ogbuke Obasi, com duas bolas nas redes. 

Algo completamente distinto entre as duas competições, e um fator bem significativo, é a mudança do elenco. Apenas o treinador Samsom Siasia esteve em ambas as edições do Jogos Olímpicos. Já o esquema tático, permaneceu o 4-3-3, atuando com laterais que apoiam bastante, três meias com uma forte marcação e três atacantes com uma velocidade muito, mas muito acima da média.

Em 2008, o trio de ataque nigeriano era formado por: Obinna, Okoronkwo e Odemwingie. Atualmente, apenas o último segue atuando em uma liga de alto nível. Odemwingie defende as cores do Stoke City, equipe que surpreendeu na Premier League na temporada passada. 

Para o Rio de Janeiro, os três atletas do setor ofensivo da equipe de Siasia têm sido: Aminu Umar, Ezekiel e Sadiq Umar. O primeiro atua na Liga Turca, pelo Osmanlıspor. Talvez um dos melhores atacantes desde o início do Jogos Olímpicos, Ezekiel atua na Liga do Qatar, pelo Al-Arabi, mas já têm atraído os olhares de equipes européias. Para finalizar, Sadiq talvez seja a grande esperança dos nigerianos para levar o ouro para casa. Juntamente com o experiente e ídolo Obi Mikel, Sadiq atua na Roma com apenas 19 anos de idade. Na temporada passada o atacante fez 7 gols em 15 partidas pelo clube giallorossi

(Foto: Divulgação/ FIFA)