Especiais La Liga 2015/16 Atlético de Madrid: ainda mais consolidado entre os grandes da Europa

Equipe oscilou no começo da temporada, teve dificuldades com seu camisa 9, se encontrou e por pouco não conquistou a Europa pela primeira vez

Especiais La Liga 2015/16 Atlético de Madrid: ainda mais consolidado entre os grandes da Europa
Especiais La Liga 2015/16 Atlético de Madrid: ainda mais consolidado entre os grandes da Europa

A temporada 2015/16 prometia bastante para a equipe de Madrid, afinal gastou mais que seus rivais espanhóis na contratação de reforços, sendo um dos que mais gastou na Europa. Além disso, era a quinta temporada de Diego Simeone a frente do clube, consolidando ainda mais a presença do clube na briga por títulos.

Apesar de ter perdido Arda Turan para o rival Barcelona e alguns ouros jogadores que não eram titulares absolutos, como Mandzukic, Mario Suárez e Alderweireld, o Atlético foi bem ao mercado, gastando quase 150 milhões de euros em novos jogadores. Chegaram Vietto, Carrasco, Savic e também se acertou a volta de Filipe Luis. Mas a grande aposta, sem dúvidas, foi na contratação de Jackson Martínez. Desembolsou-se 37 milhões de euros para a chegada do potente atacante do Porto.

Mas o tiro saiu pela culatra, pois Jackson não se encaixou no esquema e pouco produziu nos 6 meses que defendeu a equipe. Foi vendido em janeiro por 42 milhões para o Guangzhou Evergrande, da China. Outro que chegou e não deu certo foi Vietto, que não soube aproveitar o espaço deixado pela saída do atacante colombiano em janeiro.

O principal destaque da equipe foi mais uma vez Griezmann, que comandou a equipe com 32 gols anotados, sendo 22 deles no Campeonato Espanhol. Ao lado dele esteve Koke, maestro da equipe, principalmente na segunda metade da temporada, quando jogou seu melhor futebol. O talentoso meia distribuiu 16 assistências ao logo da temporada.

Mas as grandes surpresas foram Saúl e Fernando Torres. O jovem espanhol se firmou de vez como titular da equipe, ganhado espaço no onze inicial depois da lesão de Tiago, logo em outubro. Já o camisa 9, surpreendeu, e bastante, em 2016. Passou praticamente quatro meses sem balançar as redes, mas depois que anotou seu centésimo gol com a camisa colchonera, deslanchou. Chegou a emendar uma sequência de 5 jogos seguidos marcando no Campeonato Espanhol e foi importante para a equipe, que só tinha Griezmann como homem decisivo na frente.

Já no coletivo, esse Atlético de Madrid fez história. Sofreu apenas 18 gols nos 38 jogos disputados pelo Campeonato Espanhol, igualando a melhor defesa da história da Liga. O sistema defensivo de Cholo Siemone foi o grande trunfo, mais uma vez, de sua equipe.

Início sem surpresas apesar de alguns tropeços

O início da campanha colchonera já mostrava que a equipe mais uma vez disputaria lá na frente até o final. Logo na segunda rodada uma contundente vitória por 3 a 0 diante do Sevilla, em pleno Ramón Sánchez Pizjuán, dava indícios que a equipe vinha forte mais uma vez.

Mas alguns tropeços em setembro mostravam que a equipe ainda não estava pronta. Perdeu para Barcelona, no Campeonato, e Benfica, na Uefa Champions League jogando no Estádio Vicente Calderón. Além de perder para o Villarreal no El Madrigal.

Após um mês de setembro com três derrotas, a equipe se acertou e conseguiu encaixar uma série de bons resultados, como vencer a Real Sociedad no Anoeta e o Benfica no Estádio da Luz. Só voltou a perder no final de dezembro para o Málaga.

Sem camisa 9, a defesa carregou o Atlético

Apesar dessa sequência de bons resultados, a ausência de gols já era algo que preocupava bastante o técnico Diego Simeone. Somente Griezmann marcava. Nem Jackson Martínez, nem Vietto e muito menos Fernando Torres conseguiam deixar suas marcas ao longo dos jogos. E no mês de janeiro essa dificuldade apresentada ficou mais clara.

Foi nesse período que a equipe foi eliminada da Copa do Rei, perdendo, em casa, por 3 a 2 para o Celta de Vigo. Após o fracasso na Copa, o Atlético de Madrid conseguiu vender Jackson Martínez por um valor ainda maior do que o pago anteriormente. Uma oportunidade que a direção esportiva não desperdiçou. Mandou o atacante colombiano para a China, mesmo após a janela para contratações estar fechada para a Espanha.

E na janela o Atlético conseguiu sua melhor contratação da temporada. Augusto Fernández, capitão do Celta de Vigo, chegou por míseros 4 milhões de euros. Se encaixou rapidamente e deixou a impressão de estar atuando junto com a equipe por várias temporadas, dado tamanho impacto que ele teve. Sem Tiago, ainda lesionado, ganhou espaço e se firmou como um dos titulares de Cholo.

Fernando Torres desencanta e ajuda time a disputar título espanhol e da UCL

Logo no começo de fevereiro Fernando Torres desencantou. Em um jogo contra o Eibar em casa, Torres entrou no segundo tempo e deixou sua marca. Foi o centésimo gol do atacante com a camisa colchonera. A partir desse jogo em diante, viu-se um outro Fernando Torres em campo. Não mais aquele que errava tudo o que tentava, mas sim um atacante prestativo e até em certa medida, goleador.

E foi em fevereiro também uma das mais emblemáticas vitórias da campanha. Mais uma vez o Atlético de Madrid venceu o Real Madrid pelo Campeonato Espanhol. Dessa vez, 1 a 0 com gol de Griezmann.

Já o mês de março reservou fortes emoções para o torcedor rojiblanco. Logo nas oitavas de final da Uefa Champions League a equipe teve de enfrentar uma disputa por pênaltis. Venceu o PSV apenas nos pênaltis após dois jogos sem gols. Juanfran saiu como o herói na ocasião, quando converteu a oitava cobrança colchonera.

Equipe bateu Barcelona e Bayern na Champions e foi para decisão novamente

Quando chegou abril, o Atlético já estava a uma distância razoável do Barcelona no Campeonato e se focou completamente na Uefa Champions League, onde mais uma vez iria enfrentar o Barcelona em uma quartas de final. Se no primeiro jogo, o Barça, com um homem a mais, foi melhor e venceu por 2 a 1, no jogo de volta, o Atlético fez valer de seu mando de campo e venceu por 2 a 0, avançando as semifinais da principal competição de clubes o mundo. Quando da eliminação na Champions, o Barcelona teve um mal momento no campeonato também, permitindo o Atlético encostar novamente e até a sonhar com o título.

O confronto seguinte pela competição continental foi diante do Bayern de Munique de Pep Guardiola, em um grande confronto de estilos. 1 a 0 no primeiro jogo para o Atlético jogando em casa. Belíssimo gol de Saúl Nínguez. Já no jogo de volta, a equipe teve dois momentos distintos. O primeiro tempo em que foi dominado completamente e, se não fosse o goleiro Oblak, nem precisaria de segundo tempo e a segunda etapa, onde com as mudanças de Simeone, o Atlético dominou a partida, chegou a colocar o Bayern na roda em dado momento e marcou o gol que precisava para se garantir na decisão em Milão.

Após a classificação para a final da Champions, ainda restavam dois confrontos pelo Campeonato Espanhol e o número de pontos de Alético e Barcelona era o mesmo. Ainda havia esperança até o confronto diante do já rebaixado Levante. Os colchoneros perderam para o lanterna e deram adeus às chances e título e ainda viram os rivais de Madrid ultrapassá-los na tabela. Dessa forma, a equipe terminou na terceira posição no Campeonato.

Restava apenas a final da Uefa Champions League para a equipe de Diego Siemone. Mesmo adversário de dois anos atrás, quando a equipe perdera na prorrogação para o Real Madrid por 4 a 1. Dessa vez, a equipe chegava em melhores condições do que em 2014. Todos os jogadores disponíveis e com “pernas mais frescas” quando comparado a outra decisão. Mas nem isso foi suficiente para levantar a primeira “orelhuda”. Após um jogo onde o Real dominou o primeiro tempo e o Atlético o segundo, a prorrogação foi inevitável. Com ambas as equipes muito cansadas, a decisão nos pênaltis foi o que aconteceu.

Se conta o PSV Juanfran foi herói, dessa vez foi vilão. Sua cobrança na trave foi a única desperdiçada e assim, pela terceira vez na história, o Atlético perdia uma final de Uefa Champions League.

Agora, para a próxima temporada, Diego Simeone quer dar o salto que está faltando para a equipe competir em um pé maior de igualdade com os concorrentes, tanto na Espanha como fora dela. Fala-se na contratação de um grande camisa 9 e a manutenção da base dessa temporada, não perdendo ninguém que costuma fazer parte do onze titular. Dessa forma, pode-se esperar um Atlético mais forte em 2016/17 para a disputa do Campeonato Espanhol e da Uefa Champions League.