Lendas Olímpicas: Lionel Messi, o herói da Argentina bicampeã em Pequim 2008

Jogador do Barcelona marcou dois gols na competição e iniciou jogada dos três contra Brasil na semifinal

Lendas Olímpicas: Lionel Messi, o herói da Argentina bicampeã em Pequim 2008
Lendas Olímpicas: Lionel Messi, o herói da Argentina bicampeã em Pequim 2008

Cinco bolas de ouro da Fifa como melhor jogador do mundo, títulos espanhóis, continentais e mundiais pelo Barcelona: Lionel Messi é um dos jogadores mais vencedores da história do futebol e deixou sua marca em Jogos Olímpicos em 2008, na China. Se a fase da seleção principal da Argentina tem sido ruim, com jejum de conquistas e alguns vice-campeonatos que doeram aos torcedores, as Olimpíadas, no comando de La Pulga, trazem belas recordações com a medalha de ouro.

Fora dos Jogos Olímpicos do Rio em 2016, Messi é uma atração a menos ao principal evento esportivo do mundo. A lamentar a ausência, a VAVEL relembra sua participação na construção do ouro olimpico da Argentina na edição olímpica de 2008.

A campanha para o título olímpico reservou momentos especiais aos argentinos. Uma primeira fase impecável e decisões no mata-mata para jamais saírem da lembrança albiceleste. Criticado por muitos quando joga de azul e branco, Lionel Messi ofereceu futebol de ponta para coroar a campanha vencedora da equipe cisplatina.

A campanha do ouro

Lionel Messi chegava ao profissional do Barcelona em 2004. Na mesma temporada, um grupo de argentinos com Tévez, Saviola e o zagueiro Heinze, conquistava o mundo através das Olimpíadas de Atenas. Em 2008, a chance do bicampeonato era possível.

O grupo da Argentina tinha a experiência de Riquelme e os jovens promissores do futebol europeu: Messi, Aguero, Di María e Lavezzi. Uma boa geração que começou demonstrando a que se devia a viagem ao outro lado do planeta.

Na primeira fase, três vitórias em três jogos. Em 7 de agosto, triunfo por 2 a 1 sobre a Costa do Marfim, uma das sempre perigosas representações africanas. Messi abriu o placar aos 43 da etapa inicial. Sekou Cissé empatou para os marfinenses no segundo tempo, mas Acosta, ao fim do jogo, deu a vitória à Albiceleste.

Quem imaginava alguma vida fácil pela classificação deparou-se com mais dois jogos complicados. 1 a 0 sobre a Austrália em gol marcado por Lavezzi e novamente a aparição do atacante para colocar a diferença de 2 a 0 sobre a Sérvia. Lavezzi fez o primeiro de pênalti e Buonanotte selou o placar em Pequim. 100% de aproveitamento aos argentinos.

As quartas de final foram diante da Holanda. Logo a 13 minutos, Messi aproveitou saída de bola errada, colocou em velocidade na frente e ninguém o parou. La Pulga saiu do goleiro e teve precisão para colocar entre o último defensor e a trave para estufar as redes: 1 a 0. Bakkal empatou para Holanda e Di María, o homem de tantas decisões em prorrogações, deu a vitória no desempate: 2 a 1.

Um baile de Lionel e Aguero sobre o Brasil

Na semifinal, o ápice da campanha. O placar mais amplo e a vitória mais saborosa, por assim dizer. Disputa de quem passa à final entre Brasil e Argentina. Os brasileiros pelo inédito ouro olímpico, tão almejado, a medalha que falta. Os argentinos pela glória de subir ao pódio no lugar mais alto pela segunda vez consecutiva.

Messi, por dentro, dava imenso trabalho aos defensores e quase iniciou a jogada do gol aos 4 minutos. O zagueiro Breno cortou para escanteio. O nome do jogo, sem dúvida, foi Aguero. Aos 11', Messi serviu passe primoroso para o atacante, à época do Atlético de Madrid, cortar a marcação e chutar na rede por fora.

Aos 40', Messi recuperou bola na esquerda, fez um carnaval de tirar três marcadores e chutou para grande defesa de

No início do segundo tempo: o gol. Messi mais uma vez inicia a jogada, que, em bela troca de passes, vai de Di María na esquerda para o desvio arrematador de Aguero: 1 a 0. No segundo tento, Messi libera passe do centro para direita e o chute cruzado do companheiro encontra Aguerro, dessa vez livre, leve e solto, para complementar às redes.

No 3 a 0, Messi tocou para Aguero e este foi derrubado na área. Na cobrança do pênalti, gol de Riquelme. O Brasil ainda teve Lucas e Thiago Neves expulsos para fechar um cenário em que passou com sobras.

(Liu Jing / Getty Images)
(Liu Jing / Getty Images)

De Messi para Di María e o título

A final foi diante da Nigéria. Mais uma seleção africana qualificada, que havia eliminado a Bélgica som sonoros 4 a 1 na semi. Di María foi decisivo novamente.

Riquelme recuperou bola no campo de defesa e a bola sobrou para Lionel Messi. O craque do Barça girou sobre a marcação e liberou grande passe para Di María e Ángel correu, correu e encobriu o goleiro com uma finalização formidável. Gol aos 13 minutos do segundo tempo assegurou o título do bicampeonato olímpico. Mais um ouro para Argentina, no comando de Lionel Messi.

Ouça na narração da mídia argentina como o passe de Messi conduziu Di María para colocar o gol do título nos barbantes na China:

Com o resultado de 1 a 0 sobre a Nigéria assegurado até o fim, Lionel Messi garantiu sua medalha dourada nos Jogos Olímpicos. Foi o segundo título dele com a Seleção Argentina, sendo campeão do Mundial sub-20, disputado em 2005.