Fator Messi: camisa 10 retorna à Argentina e rendimento da Seleção dobra em campo

Rendimento com o craque albiceleste em campo é muito superior com a ausência do mesmo

Fator Messi: camisa 10 retorna à Argentina e rendimento da Seleção dobra em campo
Fator Messi: camisa 10 retorna à Argentina e rendimento da Seleção dobra em campo

Que ele é craque, isso todos nós sabemos. Não precisamos falar sobre as cinco bolas de ouro que Messi possui em sua galeria, os dois prêmios de melhor jogador da Europa, ou os inúmeros recordes batidos. Isso tudo é dispensável. Soa clichê? Soa, mas Lionel Messi recusa qualquer tipo de apresentação.

Talvez, sabendo de todo o currículo do argentino, você não desconfiaria, ou acreditasse que alguém poderia criticar a postura de Messi em campo. Talvez você achasse louco alguém que cobra a saída de um jogador que seria titular em qualquer time e Seleção do mundo. Contudo, muitos jornais de destaques argentinos vinham desaprovando e até mesmo cobrando sua saída da Albiceleste.

Okay. Sejamos sinceros. O que Messi rende na Seleção Argentina, não é quase a metade do que o mesmo rende no Barcelona. Após os seguidos vice-campeonatos, perdendo a final da Copa do Mundo para a Alemanha, depois as Copas Américas para o Chile, a imprensa ‘hermana’ voltou todas as suas críticas para o camisa 10.

O Diario Olé, principal veículo esportivo da Argentina, chegou a repercutir um editorial onde culpava Messi pelo vice em 2015, na Copa América, onde diziam que o craque não os representavam. 

(Foto: Reprodução/Olé)

Ao longo do texto podemos ver ponderações a respeito de sua postura em campo: “A equipe não fez jus ao seu tamanho em mais uma final. Principalmente o capitão Messi, que vagou em campo. E mais: desta vez não foi a poderosa Alemanha, mas sim o Chile. 'É um carma, uma tortura', disse Mascherano. Até quando?”

Em outra parte, podemos notar uma crítica um pouco mais dura em relação ao que jogador vinha apresentando. O jornalista escreve com o sentimento de torcedor ao ver seu país perder mais uma final, e diz que o desempenho do capitão é 'ultrajante'.

“Sem mais desculpas. Chega, por favor. Um pouco de respeito com essa gente que se abraçou à TV ou gastou o que não tem para viajar e ficar entre os chilenos no Nacional do Chile. Nada. É preciso pedir desculpas, abaixar a cabeça como Messi sabe fazer perfeitamente e dar um passo para a frente. Apertar os dentes para da próxima vez ser uma equipe mais parecida com Mascherano. A braçadeira de capitão está mal colocada. Terminemos com isso. O melhor jogador do mundo não nos representa nos momentos mais importantes. Seu desempenho de sábado foi ultrajante”, repudia.

Após o segundo fracasso diante o Chile, era notável o estado de decepção que Messi se encontrava. Chegou a dizer que não jogaria mais pela Argentina. Isso causou uma surpresa em todo o mundo, até mesmo naqueles que pediam que renunciasse a Albiceleste. Embora, muitos o criticassem, todos sabiam que a Seleção sem ele não renderia o mesmo.

Durante as Eliminatórias, o camisa 10 participou de três encontros (Chile, Bolívia e Uruguai), com três vitórias. Foram cinco gols marcados e apenas um sofrido. Um total de 100% de aproveitamento com Messi em campo. Sem ele em sete ocasiões (Equador, Paraguai, Brasil, Colômbia, Venezuela, Peru e Paraguai, novamente), a Argentina ganhou apenas uma vez, perdeu duas e empatou quatro. Somando apenas 33% de rendimento.

(Foto: Eitan Abramovich/Getty Images)

As lesões também vêm o atrapalhando, principalmente no púbis, o que deixou de fora dos últimos três desafios na Seleção. Os resultados obtidos ligaram um alerta, os Hermanos ocupam a sexta posição na tabela, fora da zona de classificação, nem mesmo iriam para a repescagem caso as Eliminatórias terminassem hoje.

Mesmos nos fracassos, Argentina tem bom aproveitamento com Messi

Quando perderam a Copa do Mundo para a Alemanha, a Argentina, liderada por Messi, teve um bom desempenho durante a competição. Ainda na fase de grupos, terminaram na ponta, com todos os jogos ganhos. Marcaram seis gols e sofreram apenas três.

GRUPO F - Classificação P J V E D GP GC SG %
1° Argentina  9 3 3 0 0 6 3 3 100%
2° Nigéria 4 3 1 1 1 3 3 0 44.4%
3° Bósnia 3 3 1 0 2 4 4 0 33.3%
4° Irã 1 3 0 1 2 1 4 -3 11.1%

No mata-mata, até chegarem à final, os argentinos tiveram que passar por Suíça, Bélgica e Holanda. Foram duas vitórias contra os europeus pelo placar mínimo, e uma suada classificação nos pênaltis em cima da Laranja Mecânica. O camisa 10, em toda a competição, marcou quatro tentos, ficando ao lado de Neymar e Van Persie.

Em 2015, na primeira tentativa de se redimirem, a Seleção do Papa fechou a fase de grupos com 77% de aproveitamento, empataram somente uma partida contra o Paraguai, mas venceram o Uruguai e Jamaica. Messi marcou apenas uma vez. Na parte eliminatória, empataram contra o Colômbia, nas quartas de final, golearam o Paraguai por 6 a 1 na semi, até parerem no bom desempenho chileno na final.

(Foto: Gabriel Rossi/STF/Getty Images)

Na Copa América Centenário, no EUA, a Albiceleste teve um redimento ainda maior. Pelo Grupo D, terminaram com 100% de aproveitamento. Marcaram dez gols e sofreram apenas um. Messi guardou três gols na fase grupos, todos na goleada aplicada sobre o Panamá por 5 a 0, foi vice-artilheiro da edição com cinco gols.

Se pegarmos todos os jogos da Argentina com Messi em campo teremos um aproveitamento absurdo. Somando Copa do Mundo e Copas Américas e Eliminatória, nossos vizinhos têm um rendimento de 72.7%. São 22 partidas, com 16 vitórias, cinco empates e apenas uma derrota, que foi para a Alemanha em 2014. Foram 41 gols marcados e dez sofridos. 

O confronto agora é um clássico contra o Brasil, marcado no Mineirão, e Messi está confirmado para jogar esta partida.