Criticado e pressionado, Brocchi vê Milan despreparado para final da Copa Itália contra Juventus

Técnico acredita que resultados ruins e crise política nos bastidores do clube pode prejudicam o time

Criticado e pressionado, Brocchi vê Milan despreparado para final da Copa Itália contra Juventus
Foto: Getty Images

Nessa quarta-feira (18), o treinador do Milan, Cristian Brocchi, concedeu uma entrevista ao jornal Gazzetta dello Sport e falou sobre como tem sido esses dias como comandante do elenco rossonero. O comandante lembrou que foi colocado ali para mudar o estilo de jogo da equipe, mas que é uma situação muito difícil que se fazer em apenas 40 dias.

"Berlusconi [presidente do Milan] me pediu para mudar os conceitos da equipe, para dar novamente uma identidade milanista para o time. Faz dois anos que o Milan tem um tipo de jogo mais defensivo e aproveita os contra-ataques, mas como posso mudar isso em 40 dias? Por isso, resolvi focar nas coisas mais importantes. Se me arrependo de ter aceitado? Absolutamente não, ninguém pensa de não estar á altura, ainda mais uma pessoa inteligente que trabalha, tem paixão e respeita a todos", explicou o jovem treinador, de 40 anos. 

Outro assunto importante foi o fato de os jogadores atuais terem capacidade ou não de vestir a camisa do Milan e, para o treinador, não existem atletas jogando contra ele. Caso contrário, ele teria percebido e tomado uma atitude. "Se alguém faz corpo mole? Não, se eu tivesse essa sensação, obviamente tomaria alguma medida. Os jogadores devem ser avaliados por quatro componentes: taticamente, tecnicamente, fisicamente e psicologicamente. Um jogador para atuar bem deve ter esses quatro fatores em equilíbrio", salientou. 

Por fim, o italiano mostrou-se um tanto desapontado com seus jogadores, revelando que após o duelo diante da Roma na última partida da Serie A, percebeu que o time não está pronto para jogar a final, mas que também conseguiu avaliar quem pode lhe dar algo mais e quem ele não pode contar.

"Estamos estudando a Juventus taticamente desde a minha chegada, me agrada poder estudar os defeitos deles e explorá-los. Mas o fundamental é que os jogadores entrem 'envenenados' em campo para darem o melhor de si. A desilusão contra a Roma foi perceber que não estamos preparados para a final, mas agora tenho mais claro com quem posso contar", concluiu.