Inzaghi revela maior arrependimento de sua carreira: "Queria ter jogado mais com Ibra"

Ex-atacante, que conquistou duas UCL em Milão, afirmou que gostaria de ter passado mais tempo ao lado do centroavante sueco

Inzaghi revela maior arrependimento de sua carreira: "Queria ter jogado mais com Ibra"
Foto: AFP

Duas Uefa Champions League, dois scudetti e uma Copa do Mundo. Este é o cúrriculo extremamente vitorioso de Filippo Inzaghi, ex-atacante do Milan. Comandando atualmente o Venezia, na Lega Pro, 'Pippo' não tem muitos motivos para reclamar de sua trajetória como atleta, a não ser por um único detalhe: ter atuado pouco ao lado de Zlatan Ibrahimovic. Em entrevista à revista France Football, Inzaghi falou de sua relação com o atacante sueco.

"Somos muito amigos fora de campo. Que ele sempre foi um excelente jogador todos sabem, mas o que mais admiro em sua pessoa é sua humildade, ele é extremamente altruísta. Tivemos qualidades completamente distintas dentro do gramado, formaríamos uma dupla perfeita se não tivesse lesionado meu joelho na temporada 2010/11, onde fiquei em tratamento por 10 meses. Por este motivo posso afirmar que não ter atuado mais ao lado de Zlatan é o maior arrependimento de minha carreira", declarou Pippo se referindo à uma lesão de ligamento cruzado, que comprometeu boa parte de seu final de carreira.

A admiração por Zlatan contrasta justamente com uma declaração recente de Inzaghi, onde o mesmo criticou fortemente o estilo conhecido como "falso 9", que ganhou ainda mais notoriedade com Lionel Messi no Barcelona comandado por Pep Guardiola há algumas temporadas.

"Eu optei por essa estratégia quando era treinador do Milan, utilizando Ménez nesta posição. Eu só acho que quando você tem um centroavante de qualidade você nem cogita utilizar um atleta de outra posição nesta função. Quando se tem Luis Suárez, Lewandowski ou Higuaín por exemplo. Eu sempre irei optar por um centroavante de ofício por seu faro de gol e seu estilo de se movimentar perante a defesa adversária, como Carlos Bacca faz no Milan atualmente. Se tenho um jogador deste à disposição, certamente ele será utilizado", desafabou Inzaghi, desta vez ao jornal Gazzetta dello Sport.

"Eu era um jogador cujo jogo era baseado em sentimentos, e movimentos que são difíceis de ensinar. No entanto, eu tento passar ao máximo aos meus jogadores de como me comportava fora de campo, em termos de profissionalismo. Um trabalho meticuloso, uma boa dieta e como descansar corretamente. Utilizo bastante minhas ações quando jogador, mas é difícil copiar o estilo de um pessoa. Agora, ensinar como ser um centroavanete é praticamente impossível. Este tipo de jogador será para sempre, indendentemente da época, um atleta infalível dentro da área, e sempre irá dar muitas alegrias à sua equipe", concluiu o treinador.