Na despedida do Boleyn Ground, West Ham derrota United em partida de cinco gols

Confronto com direito a duas viradas no placar fecha as portas do Upton Park da melhor maneira possível; United não depende mais apenas de si para ida à Champions League

Na despedida do Boleyn Ground, West Ham derrota United em partida de cinco gols
Reid celebra o gol da vitória dos Hammers no último jogo em Upton Park (Julian Finney/Getty Images)
West Ham
3 2
Manchester United
West Ham: Randolph; Antonio, Reid, Ogbonna e Cresswell; Noble, Kouyate e Sakho (Tomkins, min. 84'); Lanzini (Obiang, min. 83'), Payet (Valencia, min. 90') e Carroll
Manchester United: De Gea; Valencia (Januzaj, min. 86'), Smalling, Blind e Rojo; Schneiderlin (Carrick, INT), Ander Herrera (Lingard, min. 83'), Juan Mata e Rooney; Martial e Rashford
Placar: 1-0, min. 10', Sakho 1-1, min. 6' (2T), Martial 1-2, min. 27' (2T), Martial 2-2, min. 30' (2T), Antonio 2-3, min. 35' (2T), Reid
ÁRBITRO: Mike Dean (ING) Cartões Amarelos: Martial, min. 13' (2T) (MUN) | Carroll, min. 24' (2T) (WHU) | Valencia, min. 25' (2T) (MUN) | Herrera, min. 30' (2T) (MUN)
INCIDENCIAS: Partida atrasada válida pela 30ª rodada da Premier League 2015/16, a ser realizada no Boleyn Ground, em Upton Park

O leste de Londres foi palco de mais uma despedida no futebol inglês. Nesta terça-feira (10), Manchester United West Ham se enfrentaram no último jogo no Boleyn Ground, em Upton Park. A partir da próxima temporada, os Hammers atuarão no Estádio Olímpico, em Londres.

A partida foi válida pela 30ª rodada - atrasada da Premier League, e com requintes de um jogo histórico, os donos da casa se despediram de seu antigo estádio com uma vitória emocionante por 3 a 2. SakhoAntonio Reid marcaram para os Hammers, enquanto Martial, duas vezes, descontou para os visitantes.

Com o resultado, o West Ham agora soma 62 pontos, um a menos que o United, que estacionou nos 63. Os Hammers podem confirmar a vaga na Europa League na rodada derradeira do próximo fim de semana, enquanto os Red Devils, apesar da derrota, ainda pode chegar ao quarto lugar na tabela caso o City tropece diante do Swansea fora de casa.

Neste domingo (15), na última rodada da temporada, o United recebe o Bournemouth em Old Trafford, enquanto o West Ham visita o Stoke City no Britannia Stadium. Os confrontos têm início às 11h.

Sakho coloca os Hammers em vantagem durante primeiro tempo nulo do United

Por conta de problemas do lado de fora do Boleyn Ground - uma das janelas do ônibus do United foi quebrada por torcedores do West Ham, a partida teve um atraso de 45 minutos. Mas, em campo, a história foi outra. Os primeiros dez minutos foram de total eletricidade por parte dos donos da casa.

Empurrados pela torcida - inquieta a todo o momento, os Hammers tinham a posse, mas faltava criatividade e mais perigo na pressão ofensiva. Porém, os comandados de Slaven Bilic abriram o placar  no caldeirão de Upton Park: Lanzini recebeu na linha de fundo e cruzou para Sakho. Sem marcação, o atacante senegalês finalizou fraco, mas um desvio em Blind matou as chances de defesa de De Gea.

A sequência pós-gol do embate foi de jogo preso no setor central. Pressionado, o United não criava e parava no ótimo sistema defensivo dos Hammers, quei influenciavam no contra-ataque. Em dois deles, o West Ham chegou com perigo: Payet arriscou da grande área para defesa tranquila de De Gea, e na sequência, Carroll aproveitou falha defensiva dos Red Devils e apareceu sozinho na frente do arqueiro espanhol, que fez excelente defesa.

Ambas as equipes insistiam em pecar nas investidas ofensivas, e os goleiros permaneceram sem trabalhar por um longo período. Aos 26', Lanzini arriscou chute de fora da área, mas a finalização saiu à direita da trave de De Gea. A partida ultrapassou os 30' com o United superior na posse de bola, mas inferior na criatividade, sem ter um chute a gol até o minuto supracitado.

Mais uma vez os Hammers levaram perigo no contra-ataque. Martial perdeu a bola na intermediária e a bola ficou com Payet, que já na grande área, tentou a finalização mas acabou isolando na arquibancada. Em um dos poucos momentos de inspiração do United no jogo, Rooney cruzou na direção de Rashford, mas a zaga afastou o perigo.

Já nos acréscimos da primeira etapa, Rashford tabelou com Martial, mas o atacante francês acabou forçando uma queda dentro da grande área. Próximo ao lance, o árbitro Mike Dean mandou o jogo seguir e encerrou o primeiro período de baixo nível futebolístico.

Lado de fora do Upton Park se tornou cena de guerra antes da partida; ônibus do United foi atingido com garrafas e teve uma das janelas quebrada (Foto: Dan Kitwood/Getty Images)
Lado de fora do Upton Park se tornou cena de guerra antes da partida; ônibus do United foi atingido com garrafas e teve uma das janelas quebrada (Foto: Dan Kitwood/Getty Images)

Martial marca dois, vira o placar, mas Hammers conseguem reverter o resultado

Insatisfeito com a atuação de seu plantel no primeiro tempo, Van Gaal resolveu fazer sua primeira modificação ainda no intervalo, quando Schneiderlin deu lugar a Carrick. Logo aos seis minutos, o United tirou a vantagem obtida pelos Hammers na primeira etapa. Após ligação direta de De Gea, Rashford rolou para Juan Mata na linha de fundo. Bem posicionado, Martial recebeu assistência tranquila do espanhol, que só empurrou para as redes do Boleyn Ground.

Na sequência do empate, o West Ham saiu mais para o jogo, ao contrário da proposta de Bilic já no retorno ao segundo tempo. Aos 9', Payet arriscou de fora mas a bola balançou as redes pelo lado de fora. Depois, o francês bateu falta na cabeça de Sakho, mas o autor do primeiro gol do embate foi infeliz na finalização.

Claramente, a proposta de jogo do West Ham na sequência do confronto era investir na bola aérea, principalmente com Carroll. Em um destes lances supracitados, Payet cobrou na cabeça do atacante, porém Martial tirou em cima da linha.

Minutos depois, o golpe que os Hammers temiam. O cronômetro marcava 27' do segundo tempo quando Martial partiu em contra-ataque após passe de Rashford. O atacante francês passou facilmente pela marcação e estufou as redes do West Ham pela segunda vez. Porém, a insistência em bolas aéreas dos donos da casa surtiram efeito aos 30' do segundo tempo. Payet encontrou Antonio livre na segunda trave, que só escorou para o gol, indefensável para De Gea.

O cenário antecipado do confronto já previa uma noite histórica em Londres, mas os deuses do futebol tratavam de superar ainda mais as expectativas. Mais uma vez, Payet investiu na jogada aérea e aos 35', encontrou Reid que cabeceou na reta do gol. Surpreendentemente, De Gea espalmou de forma errada, e a bola estufou as redes pela quinta vez no jogo.

A sequência do embate conteve os requintes rotineiros de uma equipe em desvantagem. Tentativas de bolas alçadas na área, somadas com passes imprecisos e incertos por parte do United apenas justificavam a vitória dos Hammers.

Há momentos em que o futebol é justo, e na noite londrina desta terça-feira, o West Ham se despediu da maneira devida de sua casa. Palco de tantas lágrimas - sejam de alegrias ou de tristezas, já foram derramadas no Boleyn Ground por parte dos Hammers. A partir da próxima temporada, as lágrimas supracitadas serão derramadas no Estádio Olímpico, também na capital inglesa.

Upton Park se despede do futebol presenciando mais uma partida histórica da Premier League (Foto: Julian Finney/Getty Images)
Upton Park se despede do futebol presenciando mais uma partida histórica da Premier League (Foto: Julian Finney/Getty Images)