A Copa do Mundo que o Brasil já ganhou

"Vem, vamos embora, que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer"

A Copa do Mundo que o Brasil já ganhou
Segunda-feira, 17 de junho de 2013, um dia que ficará marcado para sempre na história (Foto: Agência Brasil)
A coluna desta terça-feira é diferente. Vou falar de Copa do Mundo, mas não de futebol. Vou falar de uma Copa, uma Copa muito mais importante, que o Brasil já ganhou. Sou um apaixonado por futebol, quem acompanha meu trabalho sabe, mas só um bobo, para não falar outras coisas, como o senhor Joseph Blatter, afirma que o futebol é mais importante do que tudo o que está acontecendo no Brasil. Deve ser, também, no mínimo louco para pedir respeito no jogo de abertura da Copa das Confederações, após a série de imposições dele e da Fifa à cultura do futebol e do povo brasileiro.
 
Senti poucas, aliás, raras vezes, o orgulho de ser brasileiro que tenho sentido nos últimos dias. Alguns acham que é bobagem, ou que nada vai mudar. Essas pessoas ainda vão agradecer o que está sendo feito e, provavelmente, ainda não perceberam a dimensão do que está acontecendo. Dimensão esta, que estará nos livros de história que nossos filhos, netos e bisnetos irão ler. E tomara que leiam com orgulho, em uma escola pública de qualidade.
 
Tomara que possam ter uma saúde pública e um transporte público de qualidade, e as heranças de verdade dos eventos esportivos mundiais no Brasil, herança que, por enquanto, tem sido farra do dinheiro público e mais corrupção.
 
O momento dos protestos não poderia ser melhor, assim como todas as mais que sensatas reivindicações. Torço, apenas torço, para que tudo isso não seja uma onda, ou apenas uma fase, e que o gigante realmente tenha acordado. Tomara, ainda, que tudo isso aconteça novamente na Copa do Mundo e nas eleições no próximo ano.
 
Também torço para que não ocorra violência, confrontos e as barbaridades que já aconteceram, nos próximos dias, tanto da Polícia quanto de nós, que queremos um Brasil melhor, um Brasil que merecemos.
 
Pela primeira vez em muito tempo, vou deitar a cabeça no travesseiro com um senhor orgulho de ter nascido brasileiro. Honestamente, não sei como terminar, mas sei de uma coisa: vamos pra rua e tenho esperança, depois de muito tempo, de que realmente podemos, podemos sim, mudar o Brasil.