Felipe Garcia marca no fim e Brasil de Pelotas vence Tupi na Série B

Com o resultado, Xavante se aproximou do G-4; Galo Carrijó, por sua vez, permaneceu na lanterna

Felipe Garcia marca no fim e Brasil de Pelotas vence Tupi na Série B
Ponta marcou o seu quinto gol na competição (Foto: Carlos Insaurriaga/G.E. Brasil)
Brasil de Pelotas
1 0
Tupi
Brasil de Pelotas: Eduardo Martini; Weldinho (Galiardo), Leandro Camilo, Teco e Marlon; Leandro Leite e Washington; Felipe Garcia, Diogo Oliveira (Clebson) e Ramon; Marcos Paraná (Nathan). Técnico: Rogério Zimmermann.
Tupi: Rafael Santos; Henrique, Heitor, Hélder e Bruno Costa; Recife, Rafael Jataí, Marcos Serrato (Filipe Alves), Vinícius Kiss e Thiago Silvy (Jonathan); Giancarlo (Igor). Técnico: Estevam Soares.
Placar: 1-0, min. 90, Felipe Garcia
ÁRBITRO: José Ricardo Vasconcellos Laranjeiras (AL), auxiliado por Nadine Schramm Camara Bastos (SC) e Esdras Mariano de Lima Albuquerque. Cartões amarelos: Marcos Paraná (BRA); Rafael Santos, Hélder e Henrique (TUP).
INCIDENCIAS: Partida válida pela oitava rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, disputada no estádio Bento Freitas, em Pelotas.

O confronto entre Brasil de Pelotas e Tupi se encaminhava para um sonolento empate sem gols na tarde deste sábado (11). Nos acréscimos, porém, Felipe Garcia entrou em ação e levou ao delírio os torcedores presentes no estádio Bento Freitas, palco onde os comandados de Rogério Zimmermann ainda não perderam na competição. A partida marcou a estreia de Estevam Soares no comando dos visitantes.

Passadas oito rodadas, o Xavante aparece de forma provisória na quinta colocação, com 14 pontos ganhos - é ultrapassado em caso de vitória do Ceará diante do Luverdense. E é justamente contra o Vovô o próximo compromisso dos pelotenses: a partida se dá na terça-feira (14), às 21h30, no Castelão.

O Galo Carrijó, por outro lado, estacionou nos três pontos e se manteve na lanterna do certame. Os mineiros têm a chance de recuperação também na terça-feira, a partir das 19h15, quando recebem o Luverdense em Juiz de Fora.

Primeiro tempo de poucas oportunidades e sem gols

Saiu dos pés de Marlon o primeiro ensaio de finalização da tarde. Logo aos dois minutos, o lateral-esquerdo recebeu de Ramon e arriscou do meio da rua, mas a bola foi desviada pela defesa e ficou sob domínio mineiro. Neste princípio de partida, Rafael Santos já dava mostras de que o Tupi considerava o empate um bom resultado. A cada tiro de meta ou falta no campo de defesa, o goleiro gastava todo o tempo possível para fazer a reposição.

Aos 8 minutos, Marcos Paraná percebeu a movimentação de Diogo Oliveira pela direita e o acionou. O camisa 10 ingressou na área e buscou a assistência para Ramon, que disputava espaço entre os defensores rivais, mas a pelota foi tocada às costas do ponta. Na sequência, Weldinho arrematou de longe e quase acertou o ângulo da meta visitante.

Marlon tenta lançamento para o campo de ataque (Foto: Carlos Insaurriaga/G.E. Brasil)
Marlon tenta lançamento para o campo de ataque (Foto: Carlos Insaurriaga/G.E. Brasil)

O Galo Carijó até reteve a redonda no território de ataque, mas praticamente não criou jogadas de perigo. Aos 16, o misto de cruzamento e finalização feito por Henrique teve como destino o lado externo da rede. Com dificuldades em penetrar na área rubro-negra, o jeito era arriscar de longa de longa distância. Foi o Bruno Costa fez aos 22, mas a conclusão foi facilmente defendida por Martini no centro do arco.

Depois do lance, as oportunidades rarearam, e os frequentes erros de passe na faixa central do gramado e na intermediária de ataque geraram impaciência na torcida vermelha a preta. Na última tentativa da etapa inicial, Marcos Serrato ficou com o rebote da bola afastada por Leandro Camilo e bateu de primeira, mas mandou muito longe do alvo.

Gol no fim deu vitória ao Xavante

As equipes voltaram com as mesmas formações para a etapa final, mas a postura dos gaúchos parecia outra. Antes do primeiro minuto se completar, Felipe Garcia arrancou pela direita e cruzou para Ramon, que até se livrou de Rafael Santos, mas perdeu ângulo. O camisa 9, então, tentou servir Marcos Paraná, mas o passe saiu com muita força, e a bola cruzou toda a extensão da área sem que ninguém e empurasse para as redes. O Tupi respondeu com Thiago Silvy. Pela esquerda, em chute colocado, ele encobriu a meta local.

A amostragem agressiva dada pelo Xavante teve vida curta. Os erros de passe voltaram a aparecer e as jogadas individuais exitosas foram escassas. Diante desse cenário, o técnico Rogério Zimmermann mexeu pela primeira vez na sua equipe, com a entrada de Nathan na vaga de Marcos Paraná. Com a mudança, Ramon passou a atuar como referência, mas centralizado.

Pouco inspirado, Marcos Paraná foi substituído na segunda etapa (Foto: Carlos Insaurriaga/GE Brasil)
Pouco inspirado, Marcos Paraná foi substituído na segunda etapa (Foto: Carlos Insaurriaga/GE Brasil)

Quem cresceu no duelo, entretanto, foi o Tupi, que em um intervalo de três minutos emplacou três finalizações. A primeira delas foi desferida por Recife, que, de fora da área, mandou por cima. Na sequência, Henrique foi no fundo do campo e serviu Vinícius Kiss. No interior da área e com muita liberdade, o meio-campista completou de primeira e também encobriu a goleira. Por fim, Martini espalmou o chute de Bruno Costa e contou com a ação da defesa, que afastou o perigo.

O arqueiro vermelho e preto voltou a aparecer aos 22, quando Filipe Alves soltou o pé do meio da rua. Martini até deu um susto na torcida no primeiro momento, mas conseguiu fazer a defesa em dois tempos. O lance foi artigo raro em meio aos persistentes erros de passe e da falta de criatividade.

Quando o empate parecia certo, Felipe Garcia entrou em ação. O relógio apontava 45 minutos quando Nathan disparou pela esquerda e foi parado com falta. Na cobrança, Marlon levantou no meio da área e encontrou o camisa 7, que testou firme. Rafael Santos ainda desviou na pelota, mas não conseguiu evitar que ele morresse no fundo das redes: 1 a 0. Após o tento, o Tupi apostou suas últimas fichas na bola parada, mas não teve jeito: vitória do Brasil pelo placar mínimo e festa nas arquibancadas do Bento Freitas.