Meia Cazares sofre lesão na coxa esquerda e desfalca Atlético-MG por pelo menos três meses

Equatoriano sentiu dores na virilha durante aquecimento antes do duelo contra o Flamengo; exames constataram uma ruptura no músculo adutor

Meia Cazares sofre lesão na coxa esquerda e desfalca Atlético-MG por pelo menos três meses
Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG

A tarde desta terça-feira (12) trouxe uma baixa importante para o Atlético-MG. Por pelo menos três meses, o meia equatoriano Juan Cazares não entrará em campo usando a camisa alvinegra. O jogador sofreu uma ruptura no músculo adutor da coxa esquerda e, segundo o médico do clube, Rodrigo Lasmar, a lesão pode ser considerada grave.

Cazares sentiu as primeiras dores ainda no aquecimento, antes da partida contra o Flamengo, em Brasília. Após uma avaliação, através de ressonância magnética, foi constatada a lesão muscular. O tempo de tratamento será longo devido ao fato de ser uma lesão mais complicada. O médico do Galo se pronunciou sobre a lesão sofrida pelo meia.

“O Cazares, na preparação para o jogo contra o Flamengo, numa bola antes de começar, sentiu dor forte na virilha do lado direito. Ele fez uma ressonância magnética hoje e teve confirmada uma ruptura do tendão adutor da coxa. Não é uma lesão simples. Demandará tempo longo. Não teremos o jogador nos próximos dois a três meses”, declarou Lasmar.

Esta mesma lesão acometeu dois ex-jogadores do Galo. O lateral-esquerdo Leandro, em 2010 e ninguém menos que Ronaldinho Gaúcho em 2013, faltando poucos meses para o Mundial de Clubes daquele ano. O médico do Atlético lembrou destes ocorridos. “É muito parecida com a do Ronaldinho, em 2013, na fase final de preparação para o Mundial. Já tivemos outro jogador, o Leandro, lateral, que teve lesão no mesmo local", citou.

O departamento médico tem quase um time completo, mas segundo Lasmar, o ocorrido com Cazares não se encaixa no padrão da maioria das lesões musculares, que é o desgaste físico devido ao número excessivo de jogos realizados pelos times. O Atlético teve a semana de treinamentos livre antes da partida realizada no domingo (10) e nada indicava que isto ocorreria.

“Essa história não é compatível com sobrecarga. Essa semana não teve jogo no meio da semana, houve folga, atividade leve na terça-feira. Todos os indícios eram absolutamente normais. Tudo isso vem mostrar que essa lesão não se encaixa dentro das lesões musculares por sobrecarga”, pontuou.