Marcelo Oliveira pede foco na Copa do Brasil e minimiza vaias da torcida

Treinador vira a página do Brasileiro para focar na Copa do Brasil; técnico foi criticado pelos torcedores após substituir Donizete

Marcelo Oliveira pede foco na Copa do Brasil e minimiza vaias da torcida
Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG

As chances de título brasileiro do Atlético-MG ficaram bem reduzidas após o empate contra o Flamengo, na tarde do último sábado (29), por 2 a 2, no Mineirão. No entanto, o Galo tem outra decisão no meio de semana. O adversário da vez é o Internacional, valendo pela segunda partida da semifinal da Copa do Brasil, quarta-feira (2), às 21h45, no Independência.

Pensando na Copa do Brasil, o técnico Marcelo Oliveira, ciente da possibilidade de levar o Atlético à sua segunda decisão do torneio, pede foco na competição, porém, sem deixar para trás da disputa do Brasileirão.

"Temos um jogo na quarta com um dia a mais para descansar. As equipes quando vão bem nas duas principais competições nacionais acabam sendo punidas. Somos os únicos a disputar as duas. Ficou mais difícil [a taça do Brasileiro], a esperança de vitória era grande, e o time foi guerreiro e comprometido. O adversário é muito bom e não deu para vencer. Agora, todo o foco é na Copa do Brasil e, o que vem pela frente [no Brasileiro], vamos estudar depois. Mesmo não tendo condição de chegar no título, é importante é garantir a vaga direta na Libertadores", declarou.

Sobre o repúdio da torcida atleticana após a substituição do volante Leandro Donizete, Marcelo minimizou a questão, dizendo que a alteração foi benéfica para o time durante a partida. Na ocasião, o meio-campista deu lugar ao atacante Lucas Pratto, autor do segundo gol do Galo.

"Tanto como jogador e técnico do Atlético-MG, tenho 40 anos ou mais de clube. Vou fazer o que vier da minha convicção. Talvez eles [torcedores] quisessem que eu tirasse outro volante, mas o Júnior Urso tem mais capacidade física, quase fez um gol que matou no peito e chutou. Apareceu no ataque algumas vezes ainda. O torcedor vê o jogo com paixão pura, e eu tenho que ser profissional, agir pelo lado racional. Com as substituições do segundo tempo, o Luan chegou junto ao Pratto, o Otero caiu na direita, e o Robinho ficou mais solto", justificou.