Conhecido como Jumbolino, avião envolvido em acidente possuía 17 anos de uso

Fabricado pela British Aerospace, aeronave possuía características para operar em lugares com pouca infraestrutura, como pistas curtas

Conhecido como Jumbolino, avião envolvido em acidente possuía 17 anos de uso
Avro RJ85 foi parado de fabricar em 2002, após outros modelos dominarem o mercado (Foto: Divulgação)

O avião envolvido no acidente que resultou na morte de 75 pessoas, entre integrantes da delegação da Chapecoense, tripulação e jornalistas, se trata de um modelo Avro RJ85, produzido pela British Aerospace, no período compreendido entre 1983 e 2002. A aeronave foi preparada para operar em lugares com pouca infraestrutura, como aeroportos com pistas curtas.

A aeronave que estava com a delegação da Chapecoense, de matrícula CP-2933, foi fabricado em 1999, tendo como sua primeira companhia aérea, a Mesaba Airlines, com sede em Memphis-EUA. Em 2007, foi a vez da irlandesa CityJet utilizar a aeronave, que chegou a voar pela Air France.

A Lamia, atual operadora do avião, possui divisão venezuelana e boliviana. A primeira, sediada em Mérida, possui três aeronaves do tipo, enquanto a segunda tinha apenas este, envolvido no acidente da madrugada desta terça-feira (29). Ambas as divisões operavam em situações precárias, em função da grave crise econômica, o que espanta os sócios.

O Avro RJ85 possui quatro motores sob as asas e pode carregar mais de cem passageiros. No momento do acidente, haviam 81 pessoas, sendo 72 passageiros e nove tripulantes. O Jumbolino, como era conhecido no meio da aviação, estava sendo usado há 17 anos.

Dinâmica do acidente

De acordo com dados do Flight Radar 24, site que monitora o tráfego aéreo em tempo real, no momento do acidente, o avião estava a 21 mil pés (6 mil metros de altitude), com uma velocidade de 250 nós (cerca de 460 km/h). No entanto, o piloto teria comunicado aos controladores, uma pane elétrica gerada pela perda dos motores. 

Então, o profissional passou a orbitar (circular) quando estava se aproximando do Aeroporto José Maria Córdova, em Medellín. No entanto, o profissional apenas seguiu a carta de aproximação, usada para pilotos que fazem pousos e decolagens no local. Como o combustível estava no fim, a aeronave não explodiu na hora da queda.