Futuro corintiano: prós e contras de quem pode chegar para assumir o lugar deixado por Tite

Com a saída do técnico que virou lenda no clube, para quem sobra o desafio de treinar um dos times mais importantes do Brasil?

Futuro corintiano: prós e contras de quem pode chegar para assumir o lugar deixado por Tite
(Foto: Folha de Brasília)

A tarefa não será nada fácil para quem quer que a assuma. Tite sagrou-se ídolo da torcida corinthiana em suas últimas duas passagens, marcadas por vitórias, times construídos do zero após os desmanches do elenco, e muitos títulos (em especial, o da tão sonhada Copa Libertadores). O técnico gaúcho deixou os adeptos do clube paulista mal acostumados, e agora os dirigentes do alvinegro terão uma tarefa que, a princípio parece impossível: encontrar um novo técnico de qualidade ao menos próxima do novo comandante da Seleção Brasileira

Desde o momento em que começou-se a especular sobre a saída de Dunga do comando da Seleção, era certo que o convite para que Tite assumisse o cargo viria; e logo nomes e mais nomes passaram a ser considerados pelo público para dirigir o Corinthians em seu lugar. Destacaram-se, entre os nomes cotados: Abel Braga, Eduardo Baptista, e Oswaldo de Oliveira. Dentre os três, Baptista e Oswaldo estão no comando de outros clubes, enquanto Abel não possuem vinculo algum que os impeça de assumir o time. 

Abel Braga não é um nome novo no time do Parque São Jorge. Em 2013, o técnico foi procurado pela direção do Timão em duas oportunidades. A primeira, quando parte da comissão defendia a demissão do próprio Tite, no período em que o time passava por uma crise, e novamente ao fim da temporada, quando Tite deixou o clube e tirou um ano sabático. O nome do treinador campeão mundial com o Internacional encontra muitos admiradores no Parque São Jorge e, entre eles, também o presidente corintiano Roberto de Andrade, que terá o poder de escolha. Considerado medalhão entre os treinadores brasileiros disponíveis no mercado, Abel Braga foi demitido do Al-Jazira, dos Emirados Árabes, no fim do ano passado. No Brasil, também teve boa passagem pelo Fluminense, onde foi campeão brasileiro e carioca em 2012. 

Eduardo Baptista, atual treinador da Ponte Preta, é um nome muito bem cotado desde os tempos de Sport. Foi lembrado pelo então presidente Mário Gobbi, no fim de 2013, na saída de Tite ao fim da temporada. Eduardo tem conceitos modernos de trabalho e poderia, caso a direção corintiana conseguisse manter parte de sua comissão técnica, dar sequência ao legado deixado por Tite. A falta de experiência, porém, pesa contra o treinador da Macaca. É apenas o terceiro trabalho dele na carreira, tendo passagens pelo Sport entre 2014 e 2015, e uma mais recente pelo Fluminense, onde não durou muito. A vantagem de sua escolha sobre a de Abel seria o valor, já que, mesmo tendo deixado o Al-Jazira, dos Emirados Árabes, tem vinculo trabalhista com o clube até o próximo mês. 

Oswaldo de Oliveira já é conhecido da torcida corinthiana. Foi, sem dúvidas, um dos grandes técnicos da história do Corinthians, tendo conquistado o Brasileirão e o Paulistão de 1999 e o Mundial de Clubes da Fifa de 2000. Atualmente, Oswaldo dirige a equipe do Sport, onde tem apenas nove partidas como treinador (e uma única vitória até então). Passou cinco anos no Japão, retornou ao Brasil em 2011, acumulou alguns bons trabalhos no eixo Rio-São Paulo. Além das conquistas em 99 e 2000, teve mais uma passagem pelo alvinegro em 2004, mas permaneceu no cargo somente por cinco meses. Assim como Abel, foi lembrado na saída de Tite em 2013 como possível substituto. 

Além dos três principais nomes, ainda correm por fora Fernando Diniz, que dirigiu o Audax no último Campeonato Paulista, levando a equipe até as finais, onde foram derrotados pelo Santos. Atualmente, comanda o Oeste de Itápolis, que disputa a série B; Sylvinho, auxiliar técnico da Inter de Milão, que domina os conceitos de trabalho que o Corinthians criou nos últimos e projeta tornar-se treinador; e Osmar Loss, responsável pela equipe sub-20 do próprio clube. Sua ida a equipe profissional é vista com bons olhos nos bastidores, e poderia significar um melhor aproveitamento da base corinthiana.