Presidente do Cruzeiro é alvo de protestos na porta da Toca II e Dedé discute com torcedores

Durante apresentação do técnico Paulo Bento, manifestantes penduraram faixas na saída do CT e impediram passagem dos jogadores

Presidente do Cruzeiro é alvo de protestos na porta da Toca II e Dedé discute com torcedores
Gilvan garante Cruzeiro ambicioso na conquista dos títulos nacionais em 2016 (Foto: Alice Tosatti/VAVEL Brasil)

Se o clima dentro da Toca da Raposa II era de esperança, com a chegada do técnico Paulo Bento, fora do CT do Cruzeiro o panorama era diferente. Cerca de 50 torcedores integrantes de uma facção organizada, protestaram contra a administração do presidente celeste, Gilvan de Pinho Tavares, nesta segunda-feira (16).

Os manifestantes exigiram contratações e pediam a renúncia do atual mandatário da Raposa, estendendo faixas com os dizeres "Fora Gilvan" e "Apoiaremos de coração, protestamos com razão”. Questionado sobre a protesto, Gilvan Tavares afirmou que entende o sentimento da torcida e garantiu que as manifestações são movidas pelo momento do time,

"Já fui aplaudido antes de jogo, quando estávamos atrás no placar foi hostilizado, depois, quando viramos o jogo, voltei a ser aplaudido. Torcida de time grande como o Cruzeiro não aceita a derrota. É torcida de time grande. A gente entende esse sentimento da torcida. Até em casa ou com os amigos, todo mundo cobra e acha ruim. Quando o time ganha, aí tudo muda", disse o presidente da Raposa.

O Cruzeiro contratou três reforços até o momento: os laterais Lucas e Bryan e o meio-campo Robinho, além do técnico Paulo Bento. Outros jogadores poderão chegar nos próximos dias, caso o novo treinador celeste enxergue necessidade. Gilvan Tavares quer um time ambicioso, visando o título da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro.

"Sou torcedor igual aos outros do Cruzeiro. Não aceito o Cruzeiro entrar em campo para não ganhar. Se está disputando Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro, é para ganhar ambas as competições. A gente quer entrar em campo e ganhar tudo que vamos disputar", concluiu.

No final das atividades, o zagueiro Dedé foi impedido de sair da Toca II pelos manifestantes. O jogador, que se recupera de lesão no departamento médico, tentou negociar com os torcedores e acabou hostilizado. Foi necessário a intervenção da Polícia Militar para que os atletas saíssem em segurança. Os veículos deixaram o CT sob escolta e enfileirados.