Paulo Bento admite erros contra Vitória: “Se tivesse um vencedor, seria o adversário”

Alisson e Arrascaeta marcaram para a Raposa, que jogou todo o segundo tempo com um atleta a mais; Vander e Diego Renan empataram para os baianos

Paulo Bento admite erros contra Vitória: “Se tivesse um vencedor, seria o adversário”
Paulo Bento apontou novamente os erros ofensivos da equipe (Foto: Washington Alves/Light Press)

Com o apoio do estádio cheio, vendo o adversário com um jogador a menos e o placar favorável em 2 a 0, o Cruzeiro tinha tudo para coroar a manhã deste domingo (3) com um triunfo, mas acabou cedendo o empate ao Vitória, no Mineirão. O placar de 2 a 2, diante de 45 mil torcedores que bateram o recorde de público do time no ano, contou com uma atuação "sofrível" ofensivamente, como declarou o técnico Paulo Bento, que ainda afirmou que se houvesse um vencedor na partida, seria o Vitória.

“Queria parabenizar o adversário, que foi melhor do que nós durante praticamente os 90 minutos. Foi melhor com 11. Com dez, eles souberam se adaptar e conseguiram chegar à igualdade. Uma equipe não depende exclusivamente de um setor. Muito do que se faz no ataque, depende do que é feito na defesa e no meio de campo, da mesma forma que o que acontece no setor defensivo tem influência daquilo que o ataque e o meio-campo faz. É uma questão global. E hoje, para mim, fizemos um jogo sofrível em termos ofensivos. Fizemos dois gols, mas com muitos erros defensivamente, não fomos tão equilibrados como somos, normalmente. Se tivesse que ter um vencedor, teria de ser o adversário e não nós”, analisou.

Com Bruno Rodrigo e Léo no banco, jogadores mais experientes, Bento optou pelos jovens Bruno Viana e Fabrício Bruno para a zaga da equipe. Questionado sobre a decisão, o treinador foi enfático em defender sua escolha e não atribui a derrota a ela. “É questão de opção. Tem a ver com os nossos princípios sobre os quatro zagueiros que temos à disposição; com o regresso do Manoel, são cinco. Os que têm jogado mais são Bruno Viana, Bruno Rodrigo e Fabrício. Optamos por essa dupla (Viana e Fabrício). Mas não tem a ver com a dupla defensiva, mas sim com os erros globais da equipe”, declarou.

Nas últimas duas rodadas, o Cruzeiro só conquistou um ponto, distanciando-se dos mais bem colocados na tabela e vendo a zona de rebaixamento como uma ameaça. O técnico pontuou  as chances desperdiçadas de crescer na tabela. "Estávamos em casa, mas não soubemos aproveitar a oportunidade. Na quarta-feira, em Chapecó, perdemos a oportunidade de subir algumas posições na tabela. Hoje perdemos outra. E, logicamente, que perde tantas oportunidades está mais perto de sofrer do que de alcançar os objetivos", relatou o treinador celeste.

Faltou comunicação. Assim foi definida a deficiência na relação do time com o treiandor, no sentido do repasse das orientações durante a partida. “Os princípios e a estratégias são passados antes. Há um tempo de correção disso no intervalo. Tivemos hoje ainda uma vantagem, que foram as duas pausas durante a partida, para conversar. Das duas, uma: ou eu transmiti mal a estratégia, ou os jogadores entenderam mal. Não há outra forma de entender. Assumo a responsabilidade sobre esse fato, de o Marinho receber a bola muitas vezes e em situações de um contra um. Temos de corrigir e analisar”, afirmou.

Com o  empate, o Cruzeiro soma 15 pontos, ocupando a 14º colocação. Na pior das combinações dos jogos das equipes que vêm atrás dos mineiros, até o fim da rodada, a equipe de Bento pode terminar uma posição acima do Z-4. O próximo compromisso do Cruzeiro no Brasileirão é diante do Atlético-PR, no Mineirão, na segunda-feira (11), às 20h. Antes disso, na quarta-feira (6), a Raposa enfrenta novamente o Vitória, pelo jogo de ida da 3ª fase da Copa do Brasil, às 21h45min, no Barradão, em Salvador-BA, iniciando a disputa por uma vaga nas oitavas de final da competição.

Jogadores do Cruzeiro lamentam empate com o Vitória 

O goleiro Fábio, que fez pelo menos três grandes defesas, evitando uma derrota da equipe, desaprovou a maneira como o time se deixou envolver pelos baianos, que fizeram quase todo o segundo tempo com um jogador a menos. “Pode estar com um a mais, dois a mais, três a mais. Se não continuar jogando, acontece o que aconteceu aí. A equipe deles com um a menos se postou bem dentro de campo e quase saiu com a vitória. A gente tinha que continuar da mesma forma, matar o jogo. Tivemos duas ou três oportunidades. Agora fica desse jeito”, lamentou o capitão.

Opção de Paulo Bento para a partida, desbancando os experientes Léo e Bruno Rodrigo, o zagueiro Fabrício Bruno também lastimou o empate diante das circunstâncias e já projetou o confronto com o próprio Vitória, na quarta-feira (6), pelo jogo de ida da 3ª fase da Copa do Brasil. “É complicado. A gente abriu 2 a 0 e estávamos com um homem a mais ainda. Aconteceu um pênalti, depois tomamos o gol de empate. Fica difícil, porque o Vitória se fechou lá atrás e nós não conseguimos entrar. Agora é trabalhar porque quarta-feira já tem Copa do Brasil e, no Brasileiro, temos que manter a busca pelos pontos que deixamos escapar em casa”, declarou o zagueiro.

Outro atleta cruzeirense a lamentar o empate com o Vitória foi Alex. O meia apontou oscilações no desempenho da equipe durante a partida. “Acho que a nossa equipe impôs um ritmo forte no primeiro tempo, mas no segundo não conseguiu mantê-lo. Fomos infelizes pelo Vitória ter chegado ao empate”, relatou.