Gilvan Tavares descarta risco de rebaixamento do Cruzeiro e revela ter nomes para 2017

Presidente da Raposa garante que contrato com a Minas Arena, concessionária do Mineirão, será renovado e classifica crise econômica como culpada por queda de números de sócios torcedores

Gilvan Tavares descarta risco de rebaixamento do Cruzeiro e revela ter nomes para 2017
Gilvan Tavares pediu um pouco mais de "sacrifício" ao torcedor no programa de sócios torcedores (Foto: Washington Alves/Light Press)

O pesadelo vivido pelo torcedor do Cruzeiro, em 2011, não vai se repetir. Quem garante é presidente da Raposa, Gilvan de Pinho Tavares que, em entrevista à Rádio Itatiaia, nesta terça-feira (12), descartou o risco de queda do clube para a Série B do Campeonato Brasileiro, espantando o "fantasma" que assombrou o time em 2011, quando se salvou do rebaixamento na última rodada, diante do Atlético-MG, em uma goleada por 6 a 1.

"Tivemos uma queda de produção, trouxemos outros jogadores para esse segundo turno do Brasileiro que deram outro alento ao time e à torcida. Mas para falar a verdade, nunca tive o receio de que com esse time o Cruzeiro pudesse ser levado à situação de 2011. Esse time, comparado aos outros, é muito melhor e mais credenciado a permanecer na Série A. Além disso, os jogadores estão imbuídos daquele espírito de que não vão cair”, declarou o mandatário.

2017 é o último ano de Gilvan na presidência do Cruzeiro. Mas o mandatário promete sair pela porta da frente. Isso porque Tavares está reunindo ultimamente com o vice-presidente de futebol Bruno Vicintin e com o diretor de futebol Thiago Scuro, para definir contratações para a próxima temporada. O técnico Mano Menezes, juntamente com sua comissão, também participam das conversas.

"Já estamos começando a fazer o planejamento. Hoje estive reunido muito tempo com o Bruno Vicintin e o Thiago Scuro, e eles estiveram reunidos com o treinador exatamente para começar a programar o time do Cruzeiro para 2017. Junto com os membros da comissão técnica, o treinador está fazendo o levantamento de quais posições o Cruzeiro é mais carente para a gente chegar mais cedo no mercado e poder fazer as contratações antes que esses jogadores sejam negociados com outros clubes ou deixem o país para ir para o estrangeiro. Temos os nomes, mas não vamos revelar”, garantiu Tavares.

Vínculo com a Minas Arena e redução de sócios torcedores

2016 ainda não acabou, mas ficou marcado pelos embates judiciais entre Cruzeiro e Minas Arena, concessionária do Mineirão. Apesar das rusgas, Gilvan Tavares garantiu que um novo vínculo será firmado com a empresa, em moldes diferentes. No entanto, o mandatário ressalta que ambas ainda estão cobrando respectivos valores na Justiça: a Raposa quer R$ 25 milhões por descumprimento de cláusulas do acordo de fidelidade, enquanto a Minas Arena quer R$ 9,1 milhões referentes à taxa de operação do estádio.

"A relação entre Cruzeiro e Minas Arena é ótima. O que acontece foi que a Minas Arena achou que a gente tinha que pagar alguns valores e foi à Justiça. E nós queríamos indenização por prejuízos financeiros. Agora, as duas partes estão na Justiça para fazer esse acerto. Mas um acerto nós já logramos: o Cruzeiro não tem mais essa fidelidade que existe no atual contrato. Vamos firmar um contrato diferente em pouco tempo”, colocou Gilvan.

Foto: Bruno Santos / Especial à VAVEL Brasil
Cruzeiro continuará jogando no Mineirão nos próximos anos (Foto: Bruno Santos / Especial à VAVEL Brasil)

O balanço do números de sócios torcedores do Cruzeiro vem apresentando queda significativa, principalmente no segundo semestre. Recentemente, a Raposa, que oferecia quatro ingressos por associado, com desconto, passou a oferecer apenas dois, deixando o restante como preço integral. Mas, segundo o presidente celeste, a causa da diminuição dos números, está na crise econômica brasileira.

“Essa quantidade de sócios nos propiciavam uma receita que somada a bilheteria era superior à cota da TV. Hoje está abaixo disso. O que está acontecendo com o povo brasileiro de uma forma geral é a falta de recurso e receita. E a primeira coisa que corta é o lazer, o futebol. Clubes de lazer também. Prefere pagar cesta básica que gastar com essas coisas. Sabemos que a crise vai passar e o torcedor irá somar esforços com a diretoria. O torcedor de todos os clubes tem que ajudar as diretorias a arrecadar a fazer bons times. A torcida nos ajuda nisso. Não é só o presidente que tem que ajudar na receita, pois fica difícil de fazer um time e pagar salários. O time é feito em função da torcida e ela tem que ajudar nisso”, finalizou.

Mudança no programa de sócios torcedores foi reprovada por parte da torcida celeste (Foto: Washington Alves/Light Press)
Mudança no programa de sócios torcedores foi questionada por parte da torcida celeste (Foto: Washington Alves/Light Press)