Cruzeiro anula recurso de Riascos e atacante fica impossibilitado de defender outra equipe

Afastado do elenco profissional da Raposa desde agosto, colombiano não poderá atuar em outro clube até que mérito seja julgado

Cruzeiro anula recurso de Riascos e atacante fica impossibilitado de defender outra equipe
Multa rescisória de Riascos com Cruzeiro está estipulada em R$30 milhões (Foto: Washington Alves/Light Press)

A briga jurídica envolvendo o Cruzeiro e o atacante Riascos ganhou mais um capítulo nesta quinta-feira (24). Isso porque a Raposa conseguiu cassar o mandado de segurança, além do habeas corpus que o atacante havia protocolado na Justiça, para poder atuar em outro clube.

Com a atual decisão, Riascos não poderá defender outra camisa, até maio de 2017, quando o Mérito da ação será julgado. Ao site oficial do Cruzeiro, o diretor jurídico do clube, Fabiano de Oliveira Costa, comemorou a novidade no caso.

"Foi uma grande vitória do Cruzeiro em relação a uma quebra de contrato que está sendo pleiteada. O que demonstra que o poder judiciário está muito atento às incorreções e a nova aplicação da lei, ao abuso do direito de postular do atleta que não respeita contrato", comentou o magistrado.

Em agosto, Riascos obteve uma liminar que o liberava do contrato com a Raposa, desde que pagasse a multa de R$ 3.245.282,75. No entanto, a quantia não foi depositada e o documento perdeu valor. O jogador pede ao Cruzeiro cerca de R$ 5 milhões, referentes à indenização por danos morais e também cláusula de compensação, de acordo com contrato, que vai até janeiro de 2018.

O jogador está sem atuar pelo Cruzeiro desde o dia 17 de julho, quando se envolveu em uma polêmica após a partida contra o Fluminense, pelo Campeonato Brasileiro. Na ocasião, em entrevista após o duelo, o colombiano, na visão da diretoria, teria ofendido o clube celeste, assim, sendo afastado do elenco imediatamente. 

Desde o ocorrido, Riascos não apareceu mais na Toca da Raposa II e voltou para a Colômbia, alegando falta de segurança, denunciando, inclusive, que torcedores teriam disparado tiros na porta de sua residência. Assim, o Cruzeiro caracterizou abandono de emprego e passou a suspender os pagamentos do colombiano, já que o mesmo sequer não entrou em contato com a diretoria celeste.