Levir Culpi comemora fim de ação no STJD e diz que Flu saiu no lucro: "O gol foi impedido"

Treinador entende que clube estava na obrigação dele e que não podia deixar passar esse tipo de arbitrariedade, afirmou que interferência externa foi visível e que Flu saiu no lucro porque o gol foi impedido

Levir Culpi comemora fim de ação no STJD e diz que Flu saiu no lucro: "O gol foi impedido"
Foto: Divulgação/Fluminense FC

Na manhã desta sexta-feira (21), o Fluminense treinou no novo CT na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. O técnico Levir Culpi comandou o treino, chegou a fazer algumas mudanças na escalação e não descartou a saída do zagueiro Gum do time titular para o confronto contra o Coritiba, domingo, no Couto Pereira.

"Ele tem a confiança de todos nós. Merece respeito por isso. Não acredito nisso (se queimár o jogador caso o saque do time). Às vezes, a crítica é justa. Tomamos alguns gols de cabeça. E vamos continuar tomando e fazendo. Na minha opinião, é a jogada mais difícil do jogo. É 50% de chances. Dois corpos não ocupam o mesmo lugar, ao mesmo tempo, no espaço. Vejo a rodada e sempre tem gols de cabeça. Podem ver. É direto. Isso não será contido. Pode diminuir tendo bons cabeceadores. Nunca todas. Tomamos alguns em sequência. Daqui a pouco posso tirar um para ver como fica. Estou estudando", disse o treinador.

Parte do treino foi fechado a imprensa. Levir aproveitou para fazer mudanças. O treinador não pôde contar com os lesionados Diego Cavalieri e William Matheus, além de Pierre, que virou dúvida. Quando os jornalistas foram liberados, Renato Chaves estava entre os titulares. Gum, que foi bastante criticado pela torcida nos últimos jogos, treinou normalmente e recebeu apoio do treinador tricolor.

"É muito chato isso. A torcida grita “Gum, guerreiro”. Quando ganha, é o guerreiro. Quando perde, tem de sair? Gum é um guerreiro mesmo. Tecnicamente, nunca chama a atenção. Ele é eficiente. É ponta firme. Dá segurança ao sistema defensivo. É firme nas bolas pelo alto. Mas tem defeitos, como nós todos temos. Pode errar. E cabe a mim decidir", afirmou.

Ao final do treino, Renato Chaves torceu o tornozelo e será reavaliado neste sábado, nas Laranjeiras. A provável escalação do Fluminense contra o Coritiba deve ser a base que vem sendo mantida nos últimos jogos, podendo ter duas alterações pontuais. Com isso, a equipe que vai a campo deve ser Júlio César; Wellington Silva, Gum (Renato Chaves), Henrique e Giovanni; Pierre (Douglas), Cícero, Gustavo Scarpa e Marcos Junior; Wellington e Richarlison.

Mas, é claro, outro assunto não poderia ficar de fora do dia do Fluminense: o caso da impugnação do Fla-Flu. O STJD arquivou na tarde desta quinta-feira (20) o pedido do Fluminense e os três pontos do clássico para o Flamengo. Para o técnico Levir Culpi, o clube estava no direito de ir à justiça, mas o resultado final foi bom, afinal, o gol estava impedido.

"O clube fez a sua obrigação. Foi visível, todo mundo viu o que aconteceu. Acho que o Fluminense sai lucrando com a situação. O gol foi impedido. Gol impedido não é coisa para comemorar. Mas ficou claro também que o Fluminense não pode deixar passar uma arbitrariedade que aconteceu. A CBF precisa abrir os olhos para que isso não ocorra mais. Que estudem o quadro de arbitragem. É o quadro que precisa ser preservado. Ser profissionalizado. É urgente. O árbitro não pode trabalhar e ter essa responsabilidade toda. Os códigos de ética têm de ser remanejados. No futebol e na sociedade brasileira", afirmou.

Confira mais trechos da coletiva de Levir Culpi:

Renato Chaves

"Eu considero o Renato Chaves um titular. Das vezes em que jogou, foi bem. Foi mais precaução ao Gum, que sentiu dores. Então, diminuímos o trabalho do Gum e aumentamos o do Renato. É claro que, com o revezamento no treino, dá confiança aos jogadores. Para os atletas não sentirem falta de ritmo quando necessário."

Jogos fora de casa

"A grande verdade é que a gente não tem casa. Somos visitantes o ano todo. Agora, com o Maracanã, será a primeira vez no ano. É uma dificuldade adicional. Não dá para lamentar muito. Fica pior. O ano é difícil. Temos de trazer pontos de fora. A nossa regularidade de atuação é boa. Não temos regularidade de resultados. Pode acontecer uma reta final legal ao clube."

Dificuldades contra o Coritiba

"Eu assisti ao jogo do Coritiba contra o Atlético, da Colômbia. É o atual campeão da Libertadores. Foi igual. Qualquer resultado lá será normal. Vai depender da circunstância, das oportunidades para marcar. O jogo será equilibrado."

Jogos contra times que brigam contra o rebaixamento

"A nossa postura não deve ser diferente. O que deve mudar é o resultado. Quem que não corre no time? Tem alguém que não dê sangue? Isso não existe. Os jogadores se esforçam. O que temos de respeitar mais é o adversário. Não existe só o Fluminense. Reclamamos do resultado. Perdemos três vezes consecutivas. Para ter resultado, precisamos de atitude e aproveitar as oportunidades. A receita é se preparar bem. Temos de ter resiliência, a capacidade de reação em hora difícil."

Especulação sobre proposta do Japão

"É um momento muito perigoso para dar qualquer tipo de declaração. O momento é de eleição, são quatro candidatos. Pode imaginar o que acontece nas redes sociais e no clube. Há pressão em cima dos jogadores. Só quem está dentro percebe. O momento é de cuidar o que se fala. É o momento dos oportunistas também. Absolutamente. Não tive proposta do futebol japonês, se tivesse falaria. Não aconteceu nada. Mas o cara já colocou na imprensa.... Quem quiser ouvir com maus ouvidos, paciência. Não recebi nada. Se receber, vou conversar com quem merece ser ouvido. Não tenho nenhum plano para 2017 pois ainda não recebi nenhuma proposta. Gostaria de ir a Curitiba, minha casa, mas até agora não recebi nada. Nem da minha família."

Contato com candidatos à presidência

"Não, nada, nenhum contato. Não conheço eles pessoalmente. O único contato que tive foi com o presidente Peter. É um cara muito profissional. Talvez conheça, mas não sei quem são os candidatos. Não tenho como avaliar."

Lesões

"Na verdade, o Fluminense é um dos times que menos têm lesões. Coincidentemente, em uma semana, foram três. Renato torceu o tornozelo agora. Não tem relação com a preparação. É fatalidade. Teria relação se fosse muito problema muscular. Não é o nosso caso. É o time, acho, que tem menos jogadores machucados no ano. Estou muito satisfeito com isso. O nosso desempenho é bom dada a dificuldade de logística."

Matemática para o G-6

"Não sou bom em finanças, quem cuida do dinheiro é minha esposa. Mas confio na matemática. Um número de pontos dará a classificação. Falam em 60. Mas como se faz para chegar lá? E daí? Tem de ir jogo a jogo. A conta agora é somar três pontos contra o Coritiba."

Escalação

"Não tenho preocupação alguma com os machucados. Acho que vai melhorar. Brinco com eles: estava precisando machucar algum para mudar a escalação. Temos elenco, não tem problema algum. Pierre depende de exame para ver se será relacionado. Caso não jogue, dá chance a outro. Sem problemas. Não lamento."