Levir Culpi critica Fluminense em nota oficial: ''É o que mais demite técnicos no mundo''

Treinador não resistiu à pressão e foi desligado do clube no domingo (6), logo após a derrota para o Cruzeiro

Levir Culpi critica Fluminense em nota oficial: ''É o que mais demite técnicos no mundo''
(Foto: Alexandre Schneider/Getty Images)

Demitido do Fluminense faltando apenas quatro rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro, Levir Culpi demostrou irritação em nota lançada pelo mesmo nesta segunda-feira (7). Sem papas na língua, o treinador, de 63 anos, criticou o clube, que segundo ele, é ''famoso por ser o que mais demite técnicos no mundo''.

Levir Culpi comandou o Fluminense de 04/03/2016 até 06/11/2016. Nesse período, foram 52 jogos, com 22 vitórias, 15 empates e 15 derrotas (52% de aproveitamento). Assim, Marcão assume interinamente o Tricolor até o fim do Brasileiro. 

Confira a nota oficial de Levir Culpi na íntegra:        

''Estou “puto da cara”, mas preciso dizer algumas palavras.

Quero agradecer a oportunidade de fazer parte da história do Fluminense. Trabalhar nove meses em um clube famoso por ser o que mais demite técnicos no mundo tem também seu mérito. Dos times que trabalhei, o Flu é um dos mais oscilantes no convívio entre vitória e derrota.

Conquistamos a Primeira Liga no ano mais difícil da história do Flu. Devido à Olimpíada, nunca jogamos em casa. Só no dia 28 de outubro é que fizemos o primeiro jogo no Maracanã.

Formamos um ambiente bom de trabalho, coisa também muito difícil de conseguir porque o Flu estava dividido entre Laranjeiras e CT da Barra. E o pior, terá eleições nesse mês. Sabe o que acontece num clube quando quatro candidatos disputam a presidência?

Depois de tantos meses, ainda não sei o nome de todos os funcionários e companheiros de trabalho, mas agradeço a torcida do Flu e todos àqueles que torceram por nós.

Não me arrependo de nada. Fui demitido pelos erros que cometi e não por influência de outros. Esses meses entre “céu” e “inferno” estarão inclusos no livro “De volta ao inferno”, quando falarei sobre o retorno ao futebol brasileiro depois de sete anos no Japão, com as passagens pelo Galo mineiro e agora o Flu.

Assim como o livro anterior, “Um burro com sorte”, esse livro terá toda a arrecadação revertida para o hospital Pequeno Príncipe, especializado em atendimento de crianças e que merece o apoio de todos, mesmo dos que não gostam de mim. Valeu!''