Peter vê 'reação política' em suspensão e critica procurador: "Deveria ter vergonha"

Presidente pegou 15 dias de gancho e multa de R$ 5 mil por críticas ao árbitro na Copa do Brasil

Peter vê 'reação política' em suspensão e critica procurador: "Deveria ter vergonha"
(Foto: Divulgação/Fluminense)

O Fluminense vive uma fase turbulenta dentro e fora de campo. Na última quinta-feira (24), o presidente Peter Siemsen foi suspenso pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por 15 dias, além de ter de pagar uma multa de R$ 5 mil, devido ao desabafo contra a arbitragem de Rodolpho Toski Marques, na derrota por 1 a 0 para o Corinthians, que culminou na eliminação do clube da Copa do Brasil.

Em contato com a VAVEL, o presidente do Fluminense viu reação política na decisão do STJD, ao qual tinha sido absolvido em primeira instância. Peter Siemsen também criticou as declarações do procurador que conduziu o processo, alegando que o mesmo deveria ter vergonha das "barbaridades que falou durante o julgamento".

"Fui absolvido corretamente na primeira instância e depois do Fla-Flu, onde ocorreu aquele absurdo dos 13 minutos para se tomar uma decisão, eu vim criticando muito um modelo que não existe no mundo, que é um tribunal de primeira instância para decidir questões que são decididas por ato administrativo na Europa, na Ásia, em qualquer lugar. Isso é uma aberração que existe no Brasil. Essa crítica que venho fazendo é para que exista um processo de erros de árbitro, erros de jogo, irregularidade de jogadores".

"Temos um modelo totalmente errado que extende o jogo para tribunal e dá visibilidade a advogados, julgadores, testemunhas, vídeos e provas em um processo que tem que ser célere, curto e rápido para que o campeonato continue com credibilidade. Está claro para mim que isso foi uma reação política, vide que o procurador falou uma barbaridade política relacionada ao Fluminense durante julgamento e deveria ter vergonha", desabafou.

Peter Siemsen também aproveitou para fazer comentários sobre a eleição presidencial que acontece no próximo sábado (26). Com apoio declarado a Pedro Abad, representante da Flusócio, o mandatário acredita que os torcedores conseguirão separar resultados imediatos dentro de campo para acreditar em um projeto a longo prazo.

"Minha expectativa é que o torcedor possa saber separar os resultados imediatos do futebol, que não foram bons. E saiba olhar o quanto a gente está construindo para que o Fluminense seja forte em definitivo, sem depender de ninguém. Aqui se construiu uma candidatura que não é personalista, que não está envolvida no mercado de jogadores de futebol. É uma candidatura séria, correta e que vai dar continuidade a construção do estádio e uma organização financeira que vai gerar projetos de futebol profissional adequado a esse modelo moderno que existe hoje. Nosso projeto é profissional, não de dirigente amador interferindo e causando problemas contínuos como foi no ano passado e vimos as consequências esse ano", finalizou.

A eleição presidencial acontece no próximo sábado (26), nas Laranjeiras, das 9h às 18h. O clube divulgou em seu site oficial a lista de sócios aptos a realizar o direito a voto. Pedro Abad, Mário Bittencourt e Celso Barros concorrem ao cargo que hoje é ocupado por Peter Siemsen. O Fluminense ocupa a 11ª colocação do Campeonato Brasileiro com 49 pontos conquistados.