Goiás empata com Oeste em casa e permanece na zona de rebaixamento da Série B

Esmeraldino joga bem mas displicência do ataque impede a vitória; equipe de Fernando Diniz abandona estilo tradicional para conseguir ponto fora de casa

Goiás empata com Oeste em casa e permanece na zona de rebaixamento da Série B
Goiás ocupa apenas a 17ª posição (Foto: Divulgação/Goiás EC)
Goiás
1 1
Oeste
Goiás: renan; johnatan, wesley matos, anderson salles, jefferson; wendel (ramires, min. 46), davi, léo sena, thalles (wágner, min. 65); rossi (jhon cley, min. 77), rafhael lucas. técnico: danny sérgio
Oeste: felipe alves; felipe rodrigues, francis, andré castro; danielzinho (mauricio, min. 74), betinho (crysan, min. 62), mazinho, francisco alex; maurinho (marquinhos, min. 46), léo artur, ricardo bueno. técnico: fernando diniz
Placar: 1-0, min. 40, rossi. 1-1, min. 63, léo artur.
ÁRBITRO: italo medeiros de azevedo (bra).
INCIDENCIAS: jogo válido pela 8ª rodada da série b do campeonato brasileiro, disputado no serra dourada, goiânia. Público: 1.482 torcedores. Renda: R$ 10.960,00

Goiás e Oeste empataram por 1 a 1 na noite desta sexta-feira (10), no estádio Serra Dourada. A partida, válida pela 8ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, teve gol de Rossi para o Esmeraldino e de Léo Artur para o Oeste.

O primeiro tempo do jogo ficou marcado pelo padrão tático do Oeste anulado pela boa presença do meio de campo do Goiás, que impedia a troca de passes e a transição entre defesa, meio e ataque do time de Fernando Diniz. O time da casa contou com Rossi, inspirado, para conseguir abrir o placar. No segundo tempo, porém, o Rubrão conseguiu crescer na partida até empatar o jogo. Após o empate, mesmo saindo mais ao ataque, o rubro-negro não conseguiu a vitória e ainda contou com Felipe Alves fazendo grande defesa já aos 40 minutos para garantir o ponto em Goiânia.

O Esmeraldino, que está sob o comando interino de Danny Sérgio amarga a zona de rebaixamento da Série B. Na 17ª posição, com seis pontos, o Goiás visita o Paraná no próximo dia 14. Já o Oeste ficou com a 8ª posição, com 12 pontos e recebe, na Arena Barueri, o Londrina, também no dia 14.

Goiás anula estilo de jogo do Oeste e Rossi decide a primeira etapa

Como é habitual, Fernando Diniz, que surpreendeu o Brasil implatando a filosofia de toque de bola no Audax, também de São Paulo, mandava a campo um 3-4-3 rubro-negro frente a um Goiás pressionado.

Logo nos primeiros minutos, o Goiás pressionava a saída de bola do Oeste, tentando fazer com que a posse de bola do visitante não prevalecesse no duelo. Felipe Alves, goleiro do time visitante, entretanto, era um refúgio confiável para a saída de jogo do time de Itápolis.

A equipe do Serra Dourada, porém, não se escondeu do jogo. Buscou o ataque desde o primeiro minuto, obrigando o rubro-negro a se retrair na defesa. A primeira chegada, no entanto, foi do Oeste. Aos nove minutos, Francisco Alex arriscou de fora da área, fazendo a bola passar à direita do gol dos anfitriões. A resposta esmeraldina foi rápida. Aos 11, Léo Sena, pela direita, chutou com veneno no gol de Felipe Alves, assustanto os visitantes.

Aos poucos, a equipe do Oeste foi se soltando na partida. Avançando suas peças, tentava dificultar as ações do Goiás. A equipe da casa, porém, não se intimidou. Tinha maior posse de bola do que o adversário e buscava sempre uma brecha para chegar perto da grande área.

Aos 25 minutos, Rossi conseguiu bom espaço na entrada da grande área e chutou de biquinho, com habilidade. Felipe Alves se esticou para fazer a primeira grande defesa do jogo. A partir daí, o jogo alternou momentos entre as duas equipes. O Oeste passou a dominar a partida a partir dos 30 minutos, até chegar a uma boa chance com Léo Artur, que bateu colocado aos 34. A bola passou perigosamente perto do ângulo do gol de Renan.

Três minutos depois, porém, Rossi causou mais perigo. Driblou o primeiro marcador e bateu quase da pequena área. Felipe Alves operou milagre, no reflexo, para salvar o Oeste. Rossi estava em grande noite no primeiro tempo. Aos 40, o atacante recebeu grande passe de Thalles e bateu de primeiro de dentro da grande área, cruzado, vencendo o goleiro e abrindo o placar.

Displicente, Goiás permite ímpeto do Oeste e desperdiça chances

Para o segundo tempo, as duas equipes promoveram alterações. Wendel, volante que vinha dando boa proteção à zaga, teve de dar lugar à Ramires. Marquinhos entrou no lugar do apagado ponta Maurinho no Oeste.

Como não poderia deixar de ser, o Oeste se lançou nos primeiros minutos. Com os jogadores ocupando posições mais ofensivas, a equipe paulista prometia ir atrás da igualdade no placar, agora contando com sangue novo no ataque. O Goiás, por sua vez, amarrou o jogo o quanto pôde, deixando a marcação cerrada no meio de campo para anular qualquer investida dos visitantes.

Aos poucos, o Goiás foi se retraindo. Talvez pelo desgaste físico, o Esmeraldino passou a dar espaço para o Oeste, que continuava buscando a brecha para o gol de empate. Logo na primeira grande chance do segundo tempo, aos 18 minutos, Léo Artur fez boa trama na entrada da área e, cara a cara com Renan, empatou o jogo no Serra Dourada, marcando pelo terceiro jogo consecutivo.

Após o gol, o Oeste continuou pressionando. Apertava a saída de bola do Goiás e tentava sempre as jogadas mais verticais. O time da casa, abalado pelo gol sofrido, não conseguia esboçar qualquer reação ao ímpeto rubro-negro. A falta de capricho no setor ofensivo do time de Fernando Diniz, porém, minava as chances de uma vitória do Oeste.

Já com Wágner e Jhon Cley em campo, o Goiás mudou sua postura na partida a partir dos 30 minutos. Se soltou e buscou mais o último terço do campo. A displicência parecia dominar o ataque de ambos os times. Somente aos 40, o Esmeraldino teve a grande chance da vitória. Wágner, que havia entrado no segundo tempo, recebeu grande bola na marca do pênalti e, cara a cara com Felipe Alves, viu o goleiro do time paulista fechar o ângulo e garantir o empate.