Náutico vence Sport na Ilha do Retiro e quebra longo tabu

Timbu não vencia o Leão na Ilha desde 2004; gol de Zé Mário aos 39 minutos do primeiro tempo deu a vitória aos alvirrubros (Foto: Paulo Paiva / Diário de Pernambuco)

Náutico vence Sport na Ilha do Retiro e quebra longo tabu
Sport
0 1
Náutico
Sport: Magrão; Patric, Ferron, Oswaldo, Marcelo Cordeiro (Igor Fernandes, 13' 2ºT); Rodrigo Mancha, Naldinho (Everton Felipe, 35' 2ºT), Rithely (Ananias, 0' 2ºT), Aílton; Felipe Azevedo e Neto Baiano.
Náutico: Gideão; João Ananias, William Alves, Flávio, Gerley; Elicarlos, Rodrigo Possebon (Pedro Carmona, 23' 2ºT), Yuri, Zé Mário (Gustavo Fernandes, 35' 2ºT); Hugo e Marinho (Túlio, 35' 2ºT).
Placar: 0-1, 39' 1ºT, Zé Mário.
ÁRBITRO: Gilberto Castro Júnior (PE). Puniu Aílton (5' 1ºT) e Rodrigo Possebon (21' 1ºT) com cartão amarelo.
INCIDENCIAS: Partida válida pela 2ª rodada da fase de grupos da Copa do Nordeste de 2014. Local: Ilha do Retiro, em Recife-Pernambuco. Público: 16.001 expectadores.

Na noite desta quinta-feira (23), mais uma edição do Clássico dos Clássicos foi realizada na Ilha do Retiro. Em partida válida pela Copa do Nordeste, o Náutico venceu o Sport por 1 a 0, gol de Zé Mário aos 39 minutos da primeira etapa, e pôs fim a um tabu de 10 anos sem vencer o arquirrival em território inimigo.

Com o triunfo, o Timbu foi a 4 pontos e agora divide a liderança do Grupo D do certame com o Guarany-CE, que bateu o Botafogo-PB por 2 a 1 em Sobral. Já o Leão continua com 1 ponto e é o lanterna da chave juntamente com o Belo.

Na próxima rodada, o Náutico irá a João Pessoa enfrentar o Botafogo, no Almeidão, às 16h (horário local). O compromisso ocorrerá no domingo (26), mesmo dia da realização do encontro entre Sport e Guarany de Sobral na Ilha, em Recife. Este, por sua vez, será às 18h30m, também no horário local.

Primeiro tempo sem muitas chances, mas com gol

A postura da equipe do Náutico nos dez minutos iniciais era louvável. Marcou o adversário sob pressão e não deixou espaços. Já aos 5 minutos, o meio-campista Aílton, do Sport, foi punido com o cartão amarelo. Depois de tal período de tempo, o time do Sport decidiu apostar nos passes longos, tendo em vista a forte marcação dos jogadores rivais, e aos poucos controlava o jogo.

Boas chances foram criadas pela dupla de ataque formada por Neto Baiano e Felipe Azevedo. A primeira oportunidade clara, no entanto, veio com o zagueiro Ferron. Após bola alçada na área, o defensor testou de cabeça e a bola raspou a trave da meta defendida pelo arqueiro Gideão. Com 21 minutos no relógio, o volante Rodrigo Possebon, do Náutico, recebeu o segundo cartão amarelo da peleja.

Com o Leão da Praça da Bandeira dominando a partida, restava ao Alvirrubro da Rosa e Silva apostar nos contra-ataques. Os comandados de Lisca viam os rivais chegarem ao ataque com mais frequência. Com uma retranca se desenhando, o duelo foi se equilibrando pouco a pouco, fazendo as equipes chegarem ao ponto de jogarem à base do chutão.

Numa jogada em velocidade, o atacante Marinho invadiu a área e caiu. O árbitro Gilberto Castro Júnior nada marcou e deixou o jogo seguir. Recebeu reclamação por parte dos rubro-negros, os quais desejavam que o avançado recebesse cartão por simulação. Era visível que as falhas no sistema defensivo dos mandantes começavam a surgir. E uma delas seria fatal instantes depois.

Aos 39 minutos, o lateral João Ananias passou a bola na medida para o volante Zé Mário. Improvisado como meia e livre de marcação, tocou na saída do goleiro Magrão e inaugurou o marcador a favor do Timba na Ilha do Retiro. O Leão não teve muito tempo para esboçar uma reação e foi ao vestiário em desvantagem na hora do intervalo.

Sport para no ferrolho alvirrubro e vê tabu cair

Na volta do tradicional descanso de 15 minutos, o Sport veio com uma mudança: o estreante Ananias entrou no lugar de Rithely. O Náutico, por sua vez, voltou com a mesma formação dos 45 minutos iniciais.

Com três minutos, o lateral Marcelo Cordeiro sentiu o tornozelo esquerdo e teve que ser atendido, forçando a paralisação da partida. Apesar disto, o técnico Geninho não precisou queimar outra substituição. Ainda assim, mais alterações foram feitas posteriormente: no Sport, Igor Fernandes substituiu Marcelo Cordeiro aos 13 minutos. Dez minutos depois, houve a primeira mexida no CNC, com Pedro Carmona herdando a vaga deixada por Possebon. Tal substituição sinalizava um Náutico mais ofensivo. Chances não faltaram: com o atacante Hugo e o zagueiro Flávio, o Timbu perdeu boas oportunidades de ampliar a vantagem no placar.

Mesmo com tais lances isolados, o domínio era rubro-negro. Neto Baiano perdeu duas ótimas chances de deixar tudo igual. Em ambas mandou a pelota para fora. Mas a melhor chance, indubitavelmente, veio com o lateral Patric, ex-Náutico. Cordeiro cruzou, Naldinho não alcançou e Patric, embaixo da barra, jogou fora a oportunidade de empatar.

Com a pressão leonina aumentando, Lisca se viu obrigado a fazer as alterações que lhe restavam: Marinho e Zé Mário saíram para as entradas de Túlio e Gustavo Fernandes, respectivamente, aos 35 minutos. Ao mesmo tempo, Naldinho deu o seu lugar para Everton Felipe, fato que constituía a terceira e última substituição do time da casa.

Na reta final do confronto, era nítido o cansaço dos representantes do clube da Rosa e Silva. Os atletas, apesar de continuarem apostando nos contra-golpes, jogavam além das suas limitações. Com o tempo voando, o Sport partia para o campo de ataque na base do abafa, mas sem sucesso. Balançou as redes no último lance, mas o juiz flagrou uma falta em cima de Gideão. O ferrolho alvirrubro e as mudanças feitas pelo treinador com relação ao time que atuou contra o Guarany-CE deram resultado. Após o apito final, a vitória alvirrubra se sacramentou no placar mínimo e um tabu de 10 anos sem triunfar sobre o rival em plena Ilha do Retiro caía por terra.

A euforia tomou conta do elenco e da torcida. O técnico Lisca foi ao alambrado comemorar a vitória junto aos adeptos. Sem dúvidas, uma cena que marca a união a qual precisa existir entre clube e torcedores, ainda mais depois de um ano de tantas dificuldades como foi 2013.