Em jogo pouco movimentado, Ponte Preta tropeça ao empatar com lanterna América-MG

Com um futebol amarrado e burocrático na maioria do tempo, os dois times saíram de campo resultado ruim para ambos

Em jogo pouco movimentado, Ponte Preta tropeça ao empatar com lanterna América-MG
Foto: Fábio Leoni/Ponte Press
Ponte Preta
1 1
América-MG
Ponte Preta: Aranha, Nino Paraíba, Douglas Grolli, Fábio Ferreira e Reinaldo; João Vitor, Maycon (Matheus Jesus, min. 78) e Abuda (Ravanelli, min. 60); Rhayner, William Pottker (Roger, min. 56) e Clayson. Treinador: Eduardo Baptista.
América-MG: João Ricardo; Jonas, Alison (Sueliton, min. 69), Éder Lima e Gílson; Leandro Guerreiro, Juninho, Pablo e Danilo (Ernandes, min. 81); Osman e Nixon (Michael, min. 71). Treinador: Enderson Moreira.
Placar: 1-0, min. 43, William Pottker e 1-1, min. 58, Jonas.
ÁRBITRO: Wilton Pereira Sampaio (Fifa/GO). Assistentes: Bruno Raphael Pires (GO) e Fabiano da Silva Ramires (ES)
INCIDENCIAS: 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. Local: Moisés Lucarelli, em Campinas (SP). Público: 4.386. Renda: R$ 63.790,00

Em uma partida que não agradou tecnicamente e o resultado muito menos, Ponte Preta e América-MG entraram em campo no Estádio Moisés Lucarelli valendo pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na noite deste domingo (11), os dois times empataram em 1 a 1, com gols de William Pottker e Jonas, um em cada tempo.

O clube da casa tinha motivações especiais para buscar a vitória. Com 35 pontos, cinco a menos que o Corinthians, o último do G-4, a Macaca poderia terminar a rodada em sexto lugar. No entanto, o empate fez a equipe campineira cair do sétimo para a nona colocação. Além da queda na tabela, ficou nas arquibancadas o gosto amargo de ter perdido a chance de vencer um adversário que, teoricamente, não ofertava nenhum perigo.

Para o América-MG, dos males o menor. Após colecionar quatro derrotas seguidas, o Coelho voltou a pontuar e contra uma equipe que faz uma boa campanha no Brasileirão. No entanto, o atual momento do time americano pede vitórias para tentar ajudar os alviverdes a se livrar da zona de rebaixamento.

Na próxima rodada, ambos jogam na quarta-feira (14). A Macaca receberá o Grêmio, no Estádio Moisés Lucarelli, às 21hs. Mais cedo, às 19h30, o América-MG enfrentará o Figueirense, no Orlando Scarpelli, em Florianópolis. 

América se encolhe e Ponte ataca querendo o gol

Sem Thiago Galhardo, com lesão no tornozelo, o desfalque do camisa 10 fez com que Eduardo Baptista colocasse Maycon para preencher o meio-campo. Com a volta de Gilson e Leandro Guerreiro, o América-MG entrou em campo mais encorpado na marcação e com velocidade para sair pela lateral-esquerda, além da presença de Nixon no comando de ataque.

A partida começou amarrada, com os dois times privilegiando o setor de marcação, causando exaustivos erros de passes. A Ponte sentiu falta de um jogador capaz de organizar o meio de campo, passando a maior parte do primeiro tempo sem criatividade.

O visitante apostou durante todo o primeiro tempo em uma tática suicida. Fechou-se na defesa, recebendo o ataque adversário a todo instante e esperando a hora do contra-ataque, mas faltou criatividade, a bola não passava por um jogador capaz de começar uma jogada ofensiva. Por conta disso, a bola não parava no ataque, fazendo com que o time campineiro alugasse o campo defensivo.

No final do primeiro tempo, a pressão alvinegra ficou praticamente insustentável até os 45 minutos. Na bola lançada por Clayson, o atacante William Pottker dominou, deu um lençol em Éder Lima e tocou a bola de cabeça por cima do goleiro João Ricardo.

Visitante leva a melhor na segunda etapa e movimenta a partida

A etapa final começou com o mesmo panorama do primeiro tempo. A Ponte Preta alugou o campo de ataque, enquanto o clube mineiro se segurando na defesa. Com total domínio do jogo, parou de pressionar para ampliar o marcador, fato que custou caro minutos mais tarde.

Aos 13 minutos, após escanteio, Juninho tocou de cabeça para a grande área e na disputa pelo alto, João Vitor e Fábio Ferreira erraram deixando a bola sobrar para Jonas, que marcou o gol de empate.

O América-MG ficou motivado e passou a acreditar na vitória, adiantando suas linhas e encarando o adversário de igual para igual. O time da casa sentiu a igualdade no placar e perdeu o controle da partida.

Mesmo com as entradas de Roger, Ravanelli e Matheus Jesus nos lugares de Rhayner, Abuda e Maycon, o alvinegro não levou perigo à defesa americana. Só via chances em bolas alçadas na grande área em cobranças de escanteio ou em chutes de média distância.

O técnico Enderson Moreira tentou substituções, mas na prática, as mudanças não surtiram nenhum efeito. O clube continuou aparecendo com frequência no campo de ataque, porém não aproveitava as oportunidades de finalizar.

Na reta final da partida, os paulistas se atiraram, mas o nervosismo e a pressa em querer o gol tornaram-se vilões. O América-MG demonstrava contentamento com o resultado, ainda que tivesse espaço para aproveitar um contra-ataque e balançar as redes.