Santa Cruz arranca empate heroico do Campinense e conquista título inédito da Copa do Nordeste

Em jogo dramático, Mais Querido conquista igualdade diante da Raposa e é campeão regional pela primeira vez; paraibanos desperdiçam chance do bicampeonato

Santa Cruz arranca empate heroico do Campinense e conquista título inédito da Copa do Nordeste
Foto: Ney Gusmão/Vavel Brasil
Campinense
1 1
Santa Cruz
Campinense: Gledson; Negreti, Joécio, Tiago Sala e Danilo; Fernando Pires, Magno, Roger Gaúcho (Adalgiso Pitbull, intervalo), Jussimar (Tiago Sala, min. 77) e Raul (Felipe Ramon, min. 27); Rodrigão. Técnico: Francisco Diá
Santa Cruz: Tiago Cardoso; Vitor (Bruno Moraes, min. 72), Alemão, Danny Morais e Tiago Costa; Uillian Correia, Leandrinho (João Paulo, min. 18) e Lelê (Wellington Cézar, min. 58); Arthur, Keno e Grafite. Técnico: Milton Mendes
Placar: 1-0, min. 70, Rodrigão; 1-1, min. 78, Arthur
ÁRBITRO: Jaílson Macedo Freitas (BA). Cartão amarelo: Arthur (min. 82), Tiago Cardoso (min. 88) e Magno (min. 89)
INCIDENCIAS: Partida de volta da final da Copa do Nordeste 2016, disputada no Amigão, em Campina Grande, na Paraíba

Sob os acordes do samba "É hoje o dia... da alegria!", composto por Didi e Mestrinho, a torcida do Santa Cruz comemora o título da Copa do Nordeste, se garantindo também na Copa Sul-Americana. No Amigão, em Campina Grande, as equipes ficaram no empataram em 1 a 1. O gol foi assinalado pelo artilheiro Rodrigão, pelos mandantes, enquanto Arthur descontou a favor dos visitantes.

Após o vice, os paraibanos agora se concentram na Copa do Brasil, quando encaram o Cruzeiro na próxima quinta-feira (5), às 21h30, no confronto de volta pela 1ª fase. Já os pernambucanos enfrentam o arquirrival Sport na final do Estadual, na quarta-feira (4), às 21h45, no jogo de ida.

Equipes criam pouco e vão ao intervalo zeradas

Um gol. Essa foi a diferença imposta pelo Santa Cruz no duelo de ida diante do Campinense, no Arruda, no meio da semana passada. Esse também era o objetivo das equipes no jogo decisivo, o último da atual edição, valendo o título. No início, o Mais Querido não se intimidou e levou perigo. Tiago Costa cobrou falta colocada e a bola saiu muito próxima ao travessão de Gledson.

Com a vantagem conquistada em seus domínios, os corais trocaram passes buscando espaço para sair à frente e ficar com a outra mão na taça. Sentindo dores na panturrilha, o meia Leandrinho deu lugar ao companheiro de posição João Paulo, que estava cotado para iniciar de titular após retornar de lesão.

Mesmo com a mudança forçada pelo lado dos visitantes, o confronto permaneceu equilibrado e com poucas chances sendo criadas. Ainda assim, quem seguiu mais criativo e com maior liberdade ofensiva foi a Cobra Coral, que voltou a assustar. Arthur disparou em velocidade pela direita e tocou na pequena área para Grafite que, de primeira, isolou e mandou sem direção.

A reta final da etapa inicial mostrou o quanto a partida estava sem emoções. O ritmo do embate foi baixo e as oportunidades, de ambos os lados, pouco surgiram. Nos últimos minutos, a Raposa tentou até esboçar bom momento e tentar se fazer presente com intensidade, mas não conseguiu ser objetiva e viu os tricolores se segurarem bem.

Santa Cruz arranca empate e conquista título inédito

Para o segundo tempo, o treinador Francisco Diá optou pela entrada do atacante Adalgiso Pitbull no lugar do meia Roger Gaúcho, pouco presente nos lances ofensivos da Raposa. Mesmo com a modificação, o Santa Cruz foi quem criou as melhores oportunidades no início da etapa final.

Na primeira, Vitor deu lançamento em profundidade para Arthur, que encheu o pé e mandou na rede pelo lado de fora, com a torcida chegando a comemorar, apesar de não ser gol. Pouco depois, Tiago Costa também chutou forte, porém Gledson saiu bem e cortou para escanteio.

Tentando fazer valer o fator casa e contando com a força da torcida, o Campinense rondou a área dos corais frequentemente, porém não conseguiu ser efetivo da maneira esperada. Assim como água mole em pedra dura, tanto bate até que fura, os paraibanos insistiram e abriram o placar. Pitbull fez boa jogada individual ao driblar com velocidade a marcação e tocou para Rodrigão, que chutou colocado e tirou do alcance de Tiago Cardoso.

Sem se acomodar, o Mais Querido mostrou que ainda estava vivo e foi para cima buscar o empate e deixar o duelo mais nervoso na reta final. Também na persistência, os pernambucanos foram eficientes e conseguiram deixar tudo igual. Keno recebeu bem pela esquerda e cruzou rasteiro para Arthur, que arrematou fraco e em cima de Danilo. No rebote, com liberdade, mandou para o fundo das redes.

Nos últimos minutos, o drama tomou conta do Amigão, com poucas chances sendo criadas, entretanto sem serem eficazes. As equipes até persistiram para conseguir penetrar na defesa adversária, porém não conseguiram ser objetivas e não concluíram as jogadas criadas com sucesso, sem alterar o resultado final e com os corais fazendo a festa.