Brasil cria pouco e estreia na Copa América Centenário com empate diante do Equador

Canarinho falha na finalização e perde oportunidade de garantir classificação antecipada às quartas de final; equatorianos comemoram ponto somado

Brasil cria pouco e estreia na Copa América Centenário com empate diante do Equador
Foto: Gionatan Tecle/Conmebol
Brasil
Equador
Brasil: Alisson; Daniel Alves, Gil, Marquinhos e Filipe Luís; Casemiro, Elias (Lucas Lima, min. 86), Renato Augusto, Philippe Coutinho e Willian (Lucas Moura, min. 75); Jonas (Gabigol, min. 61). Técnico: Dunga
Equador: Dreer; Paredes, Achilier, Mina e Walter Ayoví; Gruezo, Noboa, Antonio Valencia, Miller Bolaños (Fernando Gaibor, min. 90) e Jefferson Montero (Jaime Ayoví, min. 80); Enner Valencia (Fidel Martínez, min. 80). Técnico: Gustavo Quinteros
ÁRBITRO: Julio Bascuñán (CHI). Cartões amarelos: Casemiro (min. 18), Elias (min. 34), Gil (min. 38), Paredes (min. 46), Enner Valencia (min. 76) e Jaime Ayoví (min. 85)
INCIDENCIAS: Partida válida pela 1ª rodada da Copa América 2016, disputada no Rose Bowl, em Pasadena, Los Angeles

Um mês e meio antes de completar 22 anos do tetracampeonato da Copa do Mundo, o Brasil se reencontrou com o estádio Rose Bowl, em Los Angeles. À época, o treinador Dunga levantou a taça, junto ao ex-goleiro Taffarel, atual preparador. Diante do Equador, na partida de estreia da Copa América Centenário, a Canarinho seguiu devendo e empatou por 0 a 0, mantendo a marca negativa de nunca - em três jogos - ter balançado as redes no estádio.

O empate sem gols deixa a Canarinho na vice-liderança do Grupo B da competição, com um ponto ganho e atrás do Peru, que derrotou o Haiti pelo placar mínimo, com gol do atacante Guerrero. La Tricolor divide a posição na tabela, também com o mesmo ponto conquistado na partida de abertura.

As equipes voltam a campo, pela 2ª rodada do torneio continental e comemorativo, na próxima quarta-feira (8). Os brasileiros vão até Orlando enfrentar o Haiti no Citrus Bowl, às 20h30 (de Brasília), enquanto os equatorianos duelarão com o Peru, às 23h, no Estádio da Universidade de Phoenix, no estado do Arizona.

Equipes criam pouco e vão ao intervalo zeradas

A partida, bem como em toda estreia, começou movimentada e muito equilibrada no meio-campo, sem muita intensidade ofensiva. Apesar disso, foi o Equador quem começou levando perigo, quando a sobra ficou com Miller Bolaños, que finalizou colocado e muito próximo à trave esquerda de Alisson.

No contra-ataque, explorando bem um descuido da defesa, o Brasil obrigou Dreer a fazer a primeira boa defesa. Depois de boa troca de passes, Phillipe Coutinho recebeu bom passe de Willian dentro da pequena área e, surgindo no meio da marcação, chutou ao gol, mas o camisa 1 interveio ao sair bem da meta.

A boa transição da defesa ao ataque, dos dois lados, foi empolgando o público presente ao Rose Bowl aos poucos. Através da bola parada, os equatorianos voltaram a assustar. Depois de falta cobrada no meio do tumulto, Mina bateu e Alisson despachou com a ponta dos dedos, porém a arbitragem, acertadamente, parou o lance por impedimento.

Com criatividade nula, os times não realizaram boas jogadas e pouco deram susto aos goleiros adversários. La Tri, que teve melhor início, decidiu apostar nas infiltrações, porém não obteve sucesso, devido à postura sólida do sistema defensivo brasileiro. A Canarinho, mesmo com meio-campo veloz, falhou nos contra-ataques, sem êxito quando tentou furar o bloqueio, com a etapa inicial terminando zerada.

Equipes seguem mal e terminam zeradas

Para a etapa final, os treinadores optaram por não realizar nenhuma alteração na escalação, visando dar maior ritmo aos jogadores que já estavam em campo. Mesmo sem terem mexido, o panorama do jogo continuou truncado, equilibrado e sem boa movimentação ofensiva, deixando a torcida entediada e fazendo a "ola" para animar.

Buscando dar maior mobilidade ao ataque, Dunga decidiu promover a entrada de Gabigol na vaga de Jonas, que deu o único arremate do Brasil durante os primeiros 45 minutos. Apesar da substituição, foi o Equador que conseguiu balançar as redes, porém sem festa. Jefferson Montero lançou Miller Bolaños em profundidade pela esquerda e o jogador do Grêmio, sem ângulo, deu um arremate cruzado. Alisson acabou falhando e mandando a bola ao próprio gol, no entanto o auxiliar alegou a saída pela linha de fundo antes do chute.

Ainda demonstrando insatisfação com a má atuação dos homens de frente, o técnico da Amarelinha resolveu colocar Lucas Moura no lugar de Willian, que caiu de rendimento. Logo no primeiro lance em campo, o meia-atacante do PSG recebeu bom lançamento de Renato Augusto e cabeceou, entretanto para fora.

Nos últimos minutos, a Canarinho seguiu persistindo para balançar a rede, todavia não demonstrou objetividade nas finalizações e perdeu boas chances. A Tri, por outro lado, optou por se defender e valorizar o bom resultado que estava conquistando na estreia, segurando todos os ímpetos dos brasileiros.