Brasil não fura defesa da Suécia, perde nos pênaltis e dá adeus ao sonho do ouro olímpico

Decisão foi novamente para as penalidades, mas a estrela brasileira não brilhou e a Suécia acabou classificada

Brasil não fura defesa da Suécia, perde nos pênaltis e dá adeus ao sonho do ouro olímpico
(Foto: Reprodução / Twitter)
Brasil 0
(3) (4)
Suécia 0
Brasil 0: Bárbara, Poliana, Rafaelle, Mônica e Tamires; Thaisa (Andressinha), Formiga e Marta; Andressa Alves, Debinha (Cristiane) e Beatriz (Raquel Fernandes)
Suécia 0: Lindahl; Samuelsson (Berglund), Sembrant, Fischer, Rubensson; Appelqvist (Schough), Dahlkvist, Seger; Asllani, Blackstenius (Jakobsson), Schelin
ÁRBITRO: Lucina Venegas (MEX). Andressa Alves (min. 69); Jakobsson (min. 75); Formiga (min. 86); Dahlkvist (min. 115)
INCIDENCIAS: PARTIDA VÁLIDA PELAS SEMIFINAIS DOS JOGOS OLÍMPICOS DO RIO 2016, REALIZADA NO ESTÁDIO MARACANÃ, NO RIO DE JANEIRO

Maracanã lotado, sol forte e nervosismo na busca pela final. Foi esse o clima da partida desta terça-feira (16) entre Brasil e Suécia, válida pela semifinal dos Jogos Olímpicos. No tempo normal, o Brasil dominou as ações e esteve sempre perto de marcar, mas acabou parando na forte retranca sueca. As penalidades tiveram um erro para cada lado na segunda cobrança e, na quarta, Andressinha mandou nas mãos da goleira e as brasileiras acabaram eliminadas.

Foi uma partida difícil, brigada e com muitas chances para o Brasil. Entretanto, a defesa sueca conseguiu segurar o ataque brasileiro com muita força, o que fez o placar terminar em 0 a 0 no tempo regulamentar e na prorrogação. Nos pênaltis, Bárbara defendeu uma cobrança, mas a goleira Lindahl pegou os chutes de Cristiane e Andressinha, selando a classificação para a grande final.

Agora a decisão pela medalha de bronze será na sexta-feira (19), às 13h, na Arena Corinthians, em São Paulo. O perdedor de Canadá x Alemanha será o adversário do Brasil e quem vencer pegará a Suécia no Maracanã, às 17h.

Brasil tenta, mas não consegue abrir o placar

O Brasil teve uma volta importante no banco de reservas. Cristiane, que havia se machucado justamente contra a Suécia na fase de grupos, voltou a ser opção para Vadão graças à rápida recuperação. Porém, as brasileiras não puderam contar com Fabiana, lesionada no último jogo, e utilizaram Poliana na lateral direita.

O primeiro tempo foi de muito empenho brasileiro e teve a Suécia muito fechada atrás. Assim como na partida diante dos Estados Unidos, as suecas jogaram totalmente na defesa e esperavam boas oportunidades para sair em velocidade no contra-ataque. Desta forma, o Brasil conseguiu encontrar muitas chances, que acabaram sendo desperdiçadas.

A grande dificuldade brasileira foi passar pela zaga sueca, que conseguiu marcar forte e deixou o meio fechado, sem dar muita chance para o trabalho de bola do Brasil. Entretanto, a marcação fraca nas laterais deixava grandes espaços, mas estes não foram tão utilizados pelas donas da casa. Marta, grande destaque dessa equipe, fez um primeiro tempo ansioso e, jogando pela direita, acabou perdendo boas oportunidades.

Supreendendo pouco, a Suécia não deixou de assustar Bárbara, que precisou de muita atenção em três lances de contra-ataque rápido. Nessas chances, as suecas conseguiram encontrar espaços no meio da adiantada defesa brasileira e chegaram muito perto de marcar, mas acabaram errando ou mandando direto nas mãos da goleira.

Diante de um Maracanã que as poucos ia ficando lotado, as meninas do Brasil conseguiram mostrar bom futebol na primeira etapa. Entretanto, o gol acabou não saindo graças aos erros na finalização e na distribuição das bolas.

Chances perdidas e mais uma prorrogação

No segundo tempo, a Suécia saiu mais para o jogo e buscou o ataque, deixando a defesa mais aberta enquanto brigava na frente pela posse. Ainda sem utilizar muito as laterais, errando cruzamentos e insistindo nas finalizações de longe, o Brasil continuou tendo dificuldades para levar perigo ao gol de Hedvig Lindahl.

A partida seguiu equilibrada e as duas seleções perderam boas chances. Mesmo com novo recuo da Suécia, o Brasil seguiu indo para cima e tentando buscar espaços para criar, porém, não trabalhava muito a bola e acabava finalizando de qualquer jeito.

A etapa final seguiu desta forma e, querendo levar para a prorrogação, a Suécia ficou totalmente no campo de defesa, apenas controlando o tempo. Na última bola do tempo regulamentar, o Brasil teve uma chance de bola parada e por muito pouco não fez o gol da vitória com Beatriz. Com o 0 a 0, era hora de prorrogação.

Brasil luta muito e Suécia segura empate; nos pênaltis, Andressinha erra e brasileiras perdem

Durante a prorrogação, a Suécia até tentou, mas o domínio de bola era totalmente brasileiro. Exaustas, as meninas do Brasil tentaram muito, mas não conseguiram encontrar a finalização perfeita. Com o resultado e o apito final da árbitra, as duas equipes encararam mais uma disputa de pênaltis para definir quem ficaria com a vaga.

Nas cobranças, o Brasil acabou não conseguindo surpreender Lindahl, que acertou quase todos os cantos e defendeu as cobranças de Cristiane e Andressinha, esta última já no quarto pênalti. Bárbara tentou e até segurou uma bola, mas não conseguiu parar as suecas e as brasileiras foram eliminadas por 4 a 3.