Em evento histórico, Amanda Nunes bate Miesha Tate e se torna campeã peso-galo no UFC 200

Brasileira nocauteou rival ainda no primeiro round e sagrou-se a primeira atleta local a ganhar título no UFC; Brock Lesnar volta ao MMA com vitória; Cormier vence Anderson Silva com duelo marcado por marasmo; Cain Velasquez e TJ Dillashaw voltam a vencer após perda de cinturões

Em evento histórico, Amanda Nunes bate Miesha Tate e se torna campeã peso-galo no UFC 200
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O MGM Grand Garden Arena foi casa para o encerramento do UFC Fight Week, que realizou três eventos da organização em três dias. Com lona dourada para coroar o marco, o UFC 200 teve baixa com a saída de Jon Jones com dois dias para acontecer o show. Porém, contou com duas disputas de cinturão e as voltas de Anderson Silva e Brock Lesnar ao octógono. No evento também teve a volta de ex-campeões como José Aldo, Frankie Edgar, Cain Velasquez, TJ Dillashaw e Johnny Hendricks.

Amanda Nunes é a primeira brasileira a ostentar um título no UFC

Com saída de Jones, o UFC colocou o duelo feminino da categoria dos galos como evento principal da noite. A campeão Miesha Tate colocou seu cinturão em jogo pela primeira vez contra a baiana Amanda Nunes.

E em três minutos, Amanda se mostrou superior na luta, abalando Tate em sua zona de conforto. Golpes de direita na cabeça e a americana não teve como se segurar, sendo finalizada logo em seguida. Foi a primeira vez que uma atleta brasileira ganhou título no UFC.

A leoa começou aplicando força nos golpes. Miesha por sua vez esperava momento certo para investir em queda. A campeã sentiu a potência em vários socos da brasileira. Com golpes de direita, Amanda abalou a oponente. Miesha andou para trás tentando se esquivar, mas cedeu as costas para a baiana, que não teve problemas em encaixar o mata-leão, sagrando-se vencedora ainda no round inicial.

"Todo lutador tem chance de mudar sua maneira de lutar e sempre fui de buscar uma alternativa para que as coisas acontecessem em minha vida. Respeito a Miesha demais, mas sou a nova campeã. Venho trabalhando forte e vou ao Brasil visitar minha família. Volto pra lá com o cinturão comigo.", afirmou ainda no octógono.

Lesnar volta ao MMA com grande combate

Após largar o MMA em dezembro de 2011, Brock Lesnar voltou suas atenções para a WWE (evento de entretenimento dos Estados Unidos). Porém, 56 meses depois, o ex-campeão dos pesados voltou a ativa contra o neo zelandês Mark Hunt. Superando expectativas, Lesnar reviveu bons momentos na sua carreira e venceu de forma unânime o rival nos pesados.

Brock Lesnar voltou em ritmo lento para o MMA. pouco tempo depois, foi para a luta de solo e nessa estratégia seguiu até o fim do assalto. Por duas vezes, Hunt segurou a grade do octógono com objetivo de ficar de pé durante as investidas de queda da "besta". Mark Hunt veio mais esperto e convicto a não ceder aos double legs do atleta que vem representando o Canadá.

O ex-campeão voltou a aplicar mais uma queda, ficando mais cômodo com o neo zelandês grudado no canto do octógono. O americano partiu para o ground n pound, mas procurou espaço para avnçar posições e tentar uma finalização. Por cima, Brock não deu chances a Hunt, que apenas se defendeu para não ceder antes do encerramento da luta.

Lesnar titubeou ogo após o fim da luta se vai seguir no MMA, mas não escondeu a satisfação de voltar a pisar no octógono.. "Demorou um pouco pra sentir o clima. Palavras não vão descrever. Joe, um dia de cada vez. Estou feliz de estar aqui."

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Em ritmo baixo, Cormier venceu Anderson Silva

Em combate ameno, Daniel Cormier venceu Anderson Silva por decisão unânime dos juízes. "DC" não teve dificuldades em manter o wrestling ativo e neutralizar o oponente, que teve apenas 48 horas de preparação para a luta. O combate original para Cormier seria a disputa pelo cinturão contra oe x-campeão Jon Jones. Com o anúncio de doping contra Jones, Spider foi convidado a lutar ainda na quinta-feira (7).

Logo no início da luta, Cormier encurtou e foi para a queda, "colando" Spider no chão. Com passado moldado na luta olímpica e gozando de maior peso, DC amassou Anderson durante todo o primeiro round porém sem efetividade, levando a torcida na Arena e ensaiar vaias ao combate.

Anderson teve pouco tempo de pé. Apesar de fintar chutes altos, Cormier achou tempo certo para tornar a ficar na superior. No chão Spider ficou com menos recursos, evitando apenas estragos do ground n pound do campeão meio-pesado. O árbitro reconduziu o duelo em pé. Mais cansado, o paulista se movimentou menos, mas caprichou em socos no americano. Daniel mais uma vez levou a melhor no round. O terceiro round foi no mesmo caminho e Cormier levou com facilidade.

"Valeu pra mim esse desafio, que sirva de exemplo para os brasileiros, que você pode fazer tudo aquilo que tiver em mente", encerrou o brasileiro.

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VEJA MAIS: José Aldo volta ao octógono com vitória e mira desafio contra Conor McGregor

Abrindo o card principal, o ex-campeão peso-pesado voltou por cima. Cain Velasquez, recém derrotado por Fabrício Werdum, não tomou conhecimento de Travis Browne e nocauteou o compatriota no fim do primeiro round. Cain chega a 14 vitórias na carreira.

Resumo do card preliminar:

Ficou a cargo das meninas fechar o card preliminar. Ex-desafiante no peso-galo, Cat Zingano voltava ao octógono após ter sido derrotada por Ronda Rousey em 2015. A adversária era a campeã do TUF 18, a venezuelana Julianna Peña. Depois de 15 minutos, a "Venezuelan Vixen" se impôs no jogo de solo e garantiu resultado positivo, a quarta seguida no UFC.

Outro ex-detentor de um título do UFC esteve no octógono dourado. Johnny Hendricks, campeão meio-médio de março a dezembro de 2014, encarou Kelvin Gastelum, outro campeão de uma edição do The Ultimate Fighter. Após dois rounds com vantagem, Gastelum permitiu ascenção de Hendricks, mas garantiu a vitória. Com isso, Kelvin volta a ficar próximo de chance de título, deixando Johnny em caminho reverso.

Após perder cinturão para Dominick Cruz em janeiro, o norte-americano TJ Dillashaw voltou ao octógono para tirar a limpo contra Raphael Assumpção o primeiro combate entre ambos, em outubro de 2013, quando o pernambucano levou a melhor em decisão dividida. Desta vez, "Tylor Jeffery" não teve dificuldades em bater o brasileiro com triplo 30-27 e frear sequência de sete vitórias de Raphael. Dillashaw não se desprende e permanece com chances de nova disputa de título dos galos.

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Sage Northcutt, peso-leve de 20 anos de idade que é tratado com cuidado pelo UFC, voltou ao octógono precisando se recuperar de revés para Bryan Barberena no início do ano. O adversário foi o espanhol Enrique Marin. Depois de 15 minutos, o favoritismo prevaleceu e Sage venceu a terceira na organização.

Mais um brasileiro deixou a desejar no card preliminar. O ex-TUF Brasil 2, Thiago Marreta, não foi capaz de resistir a um uppercut do rival Gegard Mousasi. O europeu nocauteou o carioca ainda no primeiro round e além de chegar a 39° vitória da carreira, ficou mais próximo do TOP 5 da divisão dos médios. Marreta fica com 13 vitórias e agora quatro derrotas no histórico.

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Jim Miller e Joe Lauzon venceram seus duelos na categoria dos leves. Jim buscou nocaute sobre o fenômeno do PRIDE, o japonês Takanori Gomi ainda no round inicial. Enquanto Lauzou derrotou também via socos o campeão da primeira edição do The Ultimate Fighter, o americano Diego Sanchez.

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