Com recorde mundial e bom desempenho brasileiro, natação tem primeira tarde movimentada

As provas voltam ainda hoje (6), a partir das 22h. Destaque brasileiro foi o nadador Felipe França

Com recorde mundial e bom desempenho brasileiro, natação tem primeira tarde movimentada
Felipe França, classificado para a final dos 100m peito masculino com o 3º melhor tempo (Foto: Divulgação/CBDA)

As provas da natação começaram no Estádio Aquático Olímpico com baterias eliminatórias dos 400m medley masculino e logo na primeira prova, já tivemos brasileiro na água. O nadador Brandonn Almeida acabou não nadando bem e não conseguiu se classificar para a final. Vale lembrar que, ao contrário de provas mais curtas, os 400m medley classificavam apenas 8 nadadores para a fase seguinte. Com o tempo de 4:17.25, o brasileiro acabou não conseguindo classificação, precisando de um tempo no mínimo 4 segundos mais baixo. O destaque ficou por conta do americano Chase Kalisz, que conseguiu o melhor tempo das seletivas (4:08.12) e nadará no centro da piscina na final de mais tarde.

Logo na sequência, tivemos as eliminatórias dos 100m borboleta feminino, contando com a presença de duas brasileiras: Daynara de Paula e Daiene Marçal. Além das brasileiras, as atenções também se voltavam para a recordista mundial Sarah Sjostrom e para a recordista olímpica Dana Vollmer. As duas venceram suas respectivas baterias e Sjostrom conseguiu avançar com o melhor tempo das eliminatórias. As duas brasileiras também conseguiram avançar às semifinais, sendo que Daynara conseguiu sua melhor marca da carreira, com o tempo de 57.92, ficando na 14ª colocação, seguida justamente por Daiene, com o tempo de 58.15. Outro desempenho a ser destacado é o da nadadora Yusra Mardini. Seu tempo (1:09.21) a deixou muito longe de conseguir uma vaga para a semifinal, mas foi o suficiente para vencer sua bateria, a primeira das eliminatórias. O destaque fica por conta de sua delegação: Mardini compõe o time de refugiados que disputa a Olímpiada do Rio 2016. Com apenas 18 anos, depois de nadar por 3h para conseguir se salvar e fugir da Síria, seu país natal, a nadadora demonstra que sempre há esperança. Mais uma das grandes histórias que os Jogos Olímpicos podem proporcionar.

As provas mais longas se alternavam com as curtas e os 400m livre masculino vieram a seguir. Apenas um brasileiro competiu, o jovem Luiz Altamir, de apenas 20 anos, nadou na terceira bateria e conseguiu o tempo de 3:50.82, terminando na segunda colocação de sua série, mas sem conseguir tempo válido para avançar às finais da prova. Um dos atletas mais aguardados na natação, o chinês Sun Yang, nadou na penúltima bateria e fez prova tranquila, vencendo sem muitos problemas, com o tempo de 3:44.23. No entanto, os três melhores tempos vieram da última bateria, que teve Conor Dwyer como vencedor. Mack Horton e Gabriele Detti completaram o “pódio” das eliminatórias da prova.

Nos 400m medley feminino, a brasileira Joanna Maranhão fez um bom tempo, fechando sua bateria na terceira posição, com 4:38.88. A brasileira saiu da prova afirmando que ficou devendo: “Eu não me senti tão cansada, poderia ter atacado mais. Queria ter outra chance para conseguir essa final, mas não vai dar”, declarou. Apesar disso, não foi o suficiente para conseguir avançar à final da prova, que teve nível das eliminatórias bastante elevado. A surpresa ficou por conta da decepção com a recordista mundial Ye Shiwen. A chinesa não conseguiu fazer uma boa prova e acabou eliminada logo na primeira fase da competição, com um tempo que passou da casa de 4min45s.

A prova disputada no decorrer da competição foi a dos 100m peito masculino, uma das maiores esperanças de medalha para o Brasil, com Felipe França e João Gomes competindo juntos na mesma bateria. Os dois brasileiros não decepcionaram e conseguiram ótimo desempenho, avançando para as semifinais da prova, a serem disputadas hoje (6) mesmo, na parte da noite. França teve o terceiro melhor tempo da prova. No entanto, o real destaque dessa tarde foi o britânico Adam Peaty, que fez prova espetacular e pulverizou seu próprio recorde mundial. O novo tempo fica sendo o de 57.55, estabelecido ainda nas eliminatórias.

A última prova da tarde foi a do revezamento 4x100 livre feminino. As nadadoras brasileiras disputaram a segunda bateria e acabaram não conseguindo vaga na final da prova, terminando na 11ª colocação da prova. O destaque ficou por conta do revezamento da Austrália, que não só venceu a prova, mas também bateu o recorde olímpico, estabelecendo novo tempo de 3:32.39, colocando mais de um segundo sobre o revezamento estadunidense, que se classificou com o segundo tempo.

As competições da natação voltam ainda hoje (6), às 22h, com finais e semifinais. A final dos 400m medley masculino abre a segunda parte da competição nesse primeiro dia.