Canoagem de velocidade: tudo o que você precisa saber para os Jogos Paraolímpicos Rio 2016

Incluída pela primeira vez em Paraolimpíada, o Brasil apresenta uma delegação recheada de esperança e muita superação

Canoagem de velocidade: tudo o que você precisa saber para os Jogos Paraolímpicos Rio 2016
Delegação brasileira de paracanoagem (Foto: Divulgação/CBCa)

Seja bem vinda, canoagem de velocidade! Com a estreia marcada para os Jogos Paraolímpicos do Rio de Janeiro, este esporte irá trazer muita emoção a cada planada do remo na água da Lagoa Rodrigo de Freitas. Agilidade e desenvoltura são os pontos principais para seus atletas alcançarem um tempo bom e buscar a conquista de um lugar ao pódio.

Diz a história que foi na maior ilha congelada do planeta Terra que surgiu esta modalidade esportiva. Na Groelândia, há mais de quatro mil anos, esquimós utilizavam caiaques para transporte e suporte de carga das pescas. Em 2009, a Federação Internacional de Canoagem (ICF) desenvolveu a atividade com caiaques para trabalho de reabilitação de pessoas com deficiência físico-motoras.

No ano seguinte, ocorreu a primeira competição mundial na Polônia e a partir deste surgiram estudos para a inserção do esporte ao calendário paraolímpico. Em 2016, no Rio de Janeiro, os caiaques adaptados de acordo com as habilidades funcionais de cada atleta flutuarão em águas cariocas. Com dimensões básicas de 5,20m de comprimento e um peso mínimo de 12kg, o atleta senta em sua embarcação e maneja um remo com pás nas duas laterais.

A marcação de início e fim da prova é feita por máquinas eletrônicas e juízes que verificam o percurso em barcos. O equipamento curioso para proporcionar equilíbrio e segurança garantindo a flutuação do caiaque caso o atleta vire durante a prova é o PFD.

É necessário águas calmas para realização das competições, e a escolha da Lagoa Rodrigo de Freitas é devido ao espelho d’água de quase 2,4 milhões de metros quadrados que pratica-se diversos esportes aquáticos e ao redor, é cercado por outros várias modalidades. Ambiente tranquilo que em poucos segundos assistirá um atleta alcançar a linha de chegada após os 200m percorridos em linha reta.

Serão seis provas com conquista de medalha, três femininas e três masculinas. As competições preliminares acontecerão em cinco baterias, de dois em dois barcos, qual vencedor irá para final e o perdedor poderá disputar a repescagem. Esta, também denominada de semifinal classificará três caiaques para a final. O Brasil, por ser país-sede dos Jogos teve direito a uma vaga em cada gênero, esta pertencia ao Comitê que escolheria seus respectivos atletas. As demais foram de acordo com a participação no Mundial, cujas classificações deveriam preencher um mínimo de três continentes diferentes por classe.

Para a competição Paraolímpica existe uma classificação funcional, a qual avalia o potencial de movimentação de perna, tronco e qualidade da remada, de acordo com maior pontuação estipulada, maior o potencial. As classes KL1 (3 pontos), KL2 (4 a 7 pontos) e KL3 (8 a 9 pontos). Cuja mobilidade de braço, tronco e pernas são agrupados em conjuntos e divididos nesta pré-avaliação.

Fernando Fernandes está fora dos Jogos Paraolímpicos 2016 (Foto: Divulgação/CBCa)
Fernando Fernandes está fora dos Jogos Paraolímpicos 2016 (Foto: Divulgação/CBCa)

Com tradição em campeonatos mundiais, a Grã-Bretanha teve o melhor resultado em seis edições. O brasileiro que desponta na modalidade é o atleta Fernando Fernandes, com quatro mundiais no currículo, porém, ele não participará da Rio 2016, pois não atingiu o índice para classificar-se.

Entre os dias 14 e 15 de setembro, nossos brasileiros Debora Benivides (KL2), Mari Santili (KL3), Luis Carlos Cardoso (KL1), Caio Ribeiro (KL3) e Igor Alex Tofalini (KL2) estarão em busca de uma medalha e contarão com nosso apoio após 80 anos de espera desde a inclusão da canoagem em Olimpíadas.