Do futebol de 7 à prata no atletismo: Fabio Bordignon celebra medalha na Paralimpíada

Atleta migrou de esporte há dois anos e teve sucesso em nova carreira; apoio dos familiares foi crucial na mudança de modalidade

Do futebol de 7 à prata no atletismo: Fabio Bordignon celebra medalha na Paralimpíada
Fábio migrou de esporte há dois anos e já conquistou medalha nos Jogos Paralímpicos | Foto: Pedro Henrique Guimarães/VAVEL Brasil

Mudanças fazem parte do cotidiano do ser humano. Sejam elas menores ou de maior importância. Agora medalhista de prata nos 100m rasos na categoria T35, o brasileiro Fábio Bordignon migrou do futebol de 7 para o atletismo em 2014. Dois anos depois, dentro de sua casa nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, o velocista garantiu o segundo lugar nesta sexta-feira (9) e contou como foi a mudança de esporte.

"Tinha um treinador que sempre me via nos treinos, falava para ser velocista que seria campeão mas eu não acreditava. Não queria sair do que eu amo para uma modalidade que não sei se iria adaptar. Mas me dediquei ao longo dos anos, após Londres houve algumas renovações no futebol e eu não conseguia mais ser convocado e ninguém me explicava o motivo", disse Fábio em entrevista coletiva neste sábado (10), no Parque Aquático Olímpico.

"Então meu treinador disse que era essa oportunidade. Me perguntou se eu queria disputar a Rio 2016 e me chamou para o atletismo, disse que faríamos uma preparação forte para estar disputando a vaga. Em 2014, contei com o apoio da minha família apesar da minha desconfiança por não saber se minha adaptação seria boa. Mas Deus colocou um filho na minha vida, passei a pensar nele e daí por diante coloquei ele sempre à frente. Acho que fiz uma boa escolha", completou o velocista.

Natural de Duque de Caxias, o carioca afirmou que a torcida fez toda a diferença nessa Paralimpíada. "Foi diferente estar disputando aqui no Rio e sem dúvidas a ajuda e incentivo do público foi muito importante. Sou carioca e já conheço o calor dessa torcida e todos me ajudaram para a medalha de prata, porque acho que sem eles eu não conseguiria correr a melhor marca da minha vida",  enfatizou Fábio.

O atleta ainda destacou a importância dos programas do governo no auxílio para os atletas paralímpicos. "Um patrocínio individual é muito difícil e o programa ajuda bastante os atletas de alto rendimento e também aos mais jovens. Não tive esse incentivo quando mais novo, comecei a receber o benefício apenas em 2013. Foi muito difícil se manter em alto rendimento sem a ajuda do benefício portanto tanto as bolsas estudantis quanto a bolsa pódio tem enorme importância para nós atletas", finalizou.

Fábio participou da coletiva ao lado de Lúcia Teixeira, medalha de prata no judô até 57kg e Daniel Martins - ouro nos 400m rasos na categoria T20.