Da fratura na fíbula ao gol do ouro paralímpico: Ricardinho comemora tetra brasileiro

Melhor jogador do mundo de futebol de 5, camisa 10 supera grave lesão para conquistar seu terceiro ouro em Jogos Paralímpicos

Da fratura na fíbula ao gol do ouro paralímpico: Ricardinho comemora tetra brasileiro
Foto: Divulgação/Rio2016

Foram apenas quinze dias treinando com bola junto à Seleção Brasileira de Futebol de 5 antes do início dos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Melhor jogador do esporte no mundo e camisa 10 do Brasil, Ricardinho superou grave fratura na fíbula - dois ligamentos rompidos para fazer o gol do tetracampeonato paralímpico na modalidade. A conquista do ouro aconteceu neste sábado (17), onde a seleção bateu o Irã pelo placar mínimo. 

"Fazem cinco meses que eu operei. Treinei com bola junto com os outros jogadores apenas 15 dias antes da Paralimpíada. As demais seleções iniciaram a preparação em janeiro, foram nove meses no total. Voltei a jogar ainda sentindo dores e com a confiança abalada, mas tem que ter muita força de vontade. Temos que superar, os times não dão moleza, o futebol de 5 é muito competitivo", afirmou o camisa 10 após a conquista do ouro.

Tricampeão paralímpico, Ricardinho disse que sua participação nos Jogos foi colocada em dúvida por ele mesmo. "No momento que recebi o laudo com dois ligamentos rompidos, fiquei com muito medo. Todos falavam que dava sim

Jogamos em casa com nossa torcida perto, foi especial. Tive uma historia bem difícil lesão grave cirurgia, me recuperei muito rápido, foi um mliagre de Deus. Então foi especial e marcou para mim.

No momento do laudo fraturado e rompido dois ligamentos, fiquei com muito medo, falaram que dava na duvida, botei na Mao de Deus, me ajudou tanto. Sair do fundo do poço subir p fazer o gol do titulo, só Deus.

Foi diferente, sou tricampeão paralimpico mas essa marcou mais, a torcida encheu nossa casa em todos os jogos, quando saia gol explodia, sair dum silencio com a bola rolando e o explode quando sai, torcida nos ajudou muito, emoção muito grande

Não perdemos há dez anos uma competição oficial. Já estamos sendo reconhecido mas precisamos um pouco mais. Temos produzido muito, 10 anos trazendo titulo um atrás do outro da nossa nação não é pouco. Precisamos de uma atenção maior.

Iniciativa, governo também mas sabemos que enfretamos uma crise momento difícil, âmbito geral de ajuda.

Treinei com bola coma seleção mesmo 15 dias antes do inicio dos jogos, fazem cinco meses que operei, os outros jogadores começaram treinando em janeiro, foram 9 meses de preparação. Voltei a jogar com dores, confiança abalada tem muita força de vontade. Temos que superar, os times não dão moleza o futebol é competitivo.