Restritor de motor pode determinar vencedor da Fórmula Truck em Interlagos

Regulamento técnico prevê o uso do aparato mecânico para levar ao público um espetáculo com mais ultrapassagens, disputas e equilíbrio nas vitórias e nos pódios. Próxima corrida será dia 31 de julho

Restritor de motor pode determinar vencedor da Fórmula Truck em Interlagos
Os sete tamanhos de restritores que serão usados nos caminhões em Interlagos. (Luciana Flores)
A busca pela emoção, que nas pistas significa competitividade, tem sido algo constante na Fórmula Truck. A sexta etapa da temporada, marcada para o próximo dia 31 de julho no Autódromo José Carlos Pace, em Interlagos, São Paulo, terá, pela primeira vez, os caminhões mais velozes do mundo com restritores de potência para equilibrar mais ainda o Campeonato Brasileiro. A primeira vez que os restritores foram usados foi em Londrina, na quinta e, até agora, última etapa da 21ª temporada da história. O restritor é um pesadelo para os cinco primeiros colocados na classificação geral.
Até Goiânia, somente os três primeiros colocados utilizavam o aparato mecânico que reduz a potência dos motores. Desde Londrina a categoria tem os cinco primeiros colocados na classificação geral com redução de potência. O restritor é, basicamente, um anel que reduz a entrada de ar no motor dos caminhões e diminui a queima de combustível, no caso óleo diesel, o que faz a potência cair. 
O líder do Campeonato Brasileiro, Felipe Giaffone, estará com o restritor de 70 milímetros, o que o leva a perder algo em torno de 140 cavalos. O segundo colocado Diogo Pachenki vai com o de 72mm e deixa de usar cerca de 120 HP. Paulo Salustiano, que ocupa o terceiro posto, levará o restritor de 74mm, com 100 cavalos de perda. David Muffato, o quarto colocado, vai com o de 76 milímetros e perde 50 HP e o quinto na tabela da classificação geral, André Marques, usará o de 78mm e não utiliza 30 cavalos.
Quase todos os outros caminhões do grid usarão o restritor de 80 mm, menos os três da marca Iveco, que em vez de redução, usam abertura da entrada de ar de 85 milímetros. O caso dos brutos de Beto Monteiro, Roberval Andrade e Luiz Lopes foi definido após a constatação da dificuldade enfrentada pelo motor da marca, que não conseguia acompanhar os outros concorrentes pela pequena entrada de ar.
Conforme o regulamento prevê, os restritores serão usados até a penúltima corrida, marcada para dia 6 de novembro em Guaporé, Rio Grande do Sul. A exemplo do ano passado, na decisão do título desta temporada, no dia 4 de dezembro em Curvelo, Minas Gerais, todos os pilotos posicionados entre os cinco primeiros deixam de usar os restritores.