Líder na Fórmula Truck, Felipe Giaffone chega a Cascavel lutando para se manter na ponta do campeonato

Oitava etapa da temporada será disputada no próximo dia 9 de outubro no Autódromo Zilmar Beux, a pista que tem a mais elevada média de velocidade do Brasil

Líder na Fórmula Truck, Felipe Giaffone chega a Cascavel lutando para se manter na ponta do campeonato
(Luciana Flores)

Líder do Campeonato Brasileiro desde a primeira rodada da 21ª temporada da Fórmula Truck, Felipe Giaffone não acredita que a corrida de Cascavel, marcada para o próximo dia 9 de outubro no Autódromo Zilmar Beux, possa definir o título. Para ele, a disputa está tão intensa entre os três primeiros colocados na classificação geral que tudo deve mesmo ficar para a última prova do ano, dia 4 de dezembro no recém-inaugurado Autódromo de Curvelo, em Minas Gerais, quando os cinco primeiros colocados deixam de usar os restritores de potência previstos no regulamento.

"Existem muitos pontos em disputa (159) ainda e eu tenho de correr de olho nos dois que vêm logo a seguir. Se eu chegar na frente do Paulo Salustiano (vice-líder) e do Diogo Pachenki (terceiro colocado), não importa a posição, já estará bom para mim. Meu objetivo é não ter problemas no caminhão. Nas duas vezes em que tive dificuldades dei sorte de marcar pontos na primeira fase", diz Giaffone.

Assim como a maior parte dos pilotos, Felipe gosta muito do veloz e desafiador traçado da cidade do Oeste paranaense. Para ele, depois da reforma feita há alguns anos a pista ficou bem mais segura.

"Sem dúvida que é a mais rápida do Brasil, com curvas velozes e desafiadoras, como o famoso Bacião, que teve a segurança aumentada com asfalto na área de escape. Hoje a gente consegue correr sem perder a emoção, algo que não acontecia antes e levou a Fórmula Truck e outras categorias a deixarem de correr em Cascavel durante algum tempo".

O ponto mais preocupante para Giaffone é, como sempre tem acontecido, o uso do restritor de potência, obrigatório para os cinco primeiros colocados na classificação geral do Campeonato Brasileiro. O líder usa o restritor de 70 milímetros, e perde algo em torno de 140 cavalos. O segundo colocado Paulo Salustiano vai com o de 72mm e deixa de usar cerca de 120 HP. Diogo Pachenki, o terceiro, e vencedor da última corrida disputada em Tarumã, levará o de 74mm, com 100 cavalos de perda. David Muffato, o quarto colocado, vai com o de 76 milímetros e perde 50 HP e o quinto na tabela da classificação geral, André Marques, usará o de 78mm e não utiliza 30 cavalos. Quase todos os outros pilotos usam restritores de 80 mm com exceção dos três caminhões Iveco, que andam com uma entrada de ar de 85 milímetros.

"Os restritores do primeiro e do segundo colocados são os piores mesmo. São muito ruins, mas fazem parte do regulamento e sabíamos disso. Dos dois para o do terceiro a diferença é muito grande e o Diogo vai andar bem, pois seu caminhão está muito equilibrado. No entanto, é difícil falar que ele é favorito por ser de Cascavel e ter esse restritor que tira menos cavalos do motor. Ele andou bem lá no ano passado, está empolgado pela primeira vitória e tem o caminhão muito bem acertado", completou o tricampeão da Fórmula Truck (2007, 2009 e 2011).

Dados de média de velocidade

As duas pistas com média de velocidade mais alta no Brasil são Cascavel e Tarumã, a próxima e a etapa anterior da Fórmula Truck. Enquanto os caminhões atingiram a média de 142,1 km/h na temporada passada, quando o restritor do líder era de 74 mm (neste ano é de 70mm), em Tarumã nesta temporada (já com os novos restritores) o pole position fez média de 117,1 km/h.