Estreia do Circuito dos Cristais pela Stock Car, é marcado por emoção e estratégia

s dois primeiros vencedores da história do Circuito dos Cristais adotaram táticas diferentes: o primeiro acelerou tudo o que pôde; o segundo economizou ao máximo

Estreia do Circuito dos Cristais pela Stock Car, é marcado por emoção e estratégia
(Fábio Davini/Vicar )

A Stock Car estreou o Circuito dos Cristais, em Curvelo (MG). As duas primeiras corridas da história da categoria em solo mineiro trouxeram um misto de agressividade na primeira prova e frieza na economia de combustível na segunda. 

Felipe Fraga conquistou sua quinta vitória na temporada - mais uma vez na corrida de 45 minutos, que dá 30 pontos ao vencedor - e estendeu sua vantagem na liderança sobre Rubens Barrichello de 29 para 37 pontos. "A corrida foi muito boa, a gente tinha um carro perfeito e estou muito feliz", resumiu. 

"A equipe fez um carro perfeito, foi uma corrida tranquila, no começo não sei por que meu push não acionou, depois tive que passar o Barrichello, mas foi tranquilo. Quero agradecer a minha equipe, o Marcos (Gomes) pelo grande trabalho de equipe, agradecer a galera de Curvelo pelo belo autódromo", dedicou o líder do campeonato.

Em segundo na prova terminou seu companheiro de equipe Marcos Gomes, seguido de Rubens Barrichello, que apesar da intensa disputa com Fraga na parte inicial da prova, optou por adotar um ritmo conservador para só então atacar Allam Khodair pelo terceiro lugar e chegar ao pódio. 

Tudo pensando na segunda corrida, que foi vencida por Ricardo Maurício, outro que adotou uma "tática forçada". Penalizado pelo toque com Marcos Gomes ainda na Corrida do Milhão de Interlagos, em setembro, o piloto da Eurofarma-RC teria de largar da última posição. Por isso, optou por partir dos boxes - o que evita que tenha de cumprir a volta de apresentação e alinhamento - e economizar combustível apostando na segunda prova.

"Ter largado dos boxes me deu essa volta extra de combustível, com certeza", apontou. "O Tuka apertou o ritmo também. Então ter largado dos boxes me deu estes três ou quatro litros extras, caso contrário não teria conseguido. Foi uma corrida super disputada, não foi fácil. Iríamos largar de último, e aí optamos por sair dos boxes justamente para economizar", disse o vencedor da segunda prova, que teve a companhia de Tuka Rocha e Daniel Serra no pódio.

A aposta geral era de que, pela quantidade de batidas e escapadas de pista durante os treinos, fossem necessárias algumas intervenções do safety car. Isso só aconteceu durante a primeira corrida, e durante apenas duas voltas. Depois, nenhuma outra intervenção. Mesmo assim, poucos pilotos pararam para abastecer na primeira corrida, apostando que o carro de segurança pudesse entrar na segunda prova.

Fraga lidera o campeonato (Fábio Davini/Vicar )
Fraga lidera o campeonato (Fábio Davini/Vicar )


Desta vez, não foi preciso. Então, restava economizar. Alguns ficaram pelo caminho nas voltas finais, outros correram para os boxes. Rubens Barrichello, terceiro na primeira corrida, economizava o máximo que podia. Quanto Diego Nunes e Átila Abreu, então líderes, pararam para abastecer, o vice-líder do campeonato assumiu a ponta.

Ricardo Maurício e Tuka Rocha se aproximavam - os dois chegaram a se tocar no fim da reta em uma tentativa de ultrapassagem por parte do piloto da RZ Motorsport -, e no final Barrichello teve que forçar um pouco mais. Quando parecia que o campeão de 2014 conseguiria, seu carro falhou, sem gasolina, a metros da linha de chegada, na entrada da reta principal.

"Não deu, infelizmente", lamentou Rubinho. "Eu economizei bastante e ninguém conseguiu. Eu quase consegui. Hoje em dia estão falando que essa tática passou a se chamar ‘Estratégia Rubens’, então é muito legal ser visto desta maneira", consolou-se. "Uma pena que não tenha dado para vencer, mas já sou grandinho para aceitar. A gente tentou o nosso melhor, e faltou muito pouco", reconheceu.

Ricardo Maurício corroborou as palavras do colega de pista. "O Rubinho é excelente para economizar combustível; ele conseguiu muito mais do que os outros pilotos. O carro dele falhou na última curva, ele veio se arrastando", narrou.

Agora, a Stock Car deixa Minas Gerais e retorna a São Paulo, onde acontece a grande final da temporada 2016 e a decisão do título. A corrida, que será única e valendo o dobro de pontos (em relação à pontuação da primeira corrida das rodadas duplas), será disputada no Autódromo de Interlagos no dia 11 de dezembro.

Com 60 pontos em jogo na capital paulista, Felipe Fraga alimenta 37 sobre Barrichello, tendo somado 282 após a rodada dupla de Curvelo; Barrichello tem 245. Valdeno Brito continua em terceiro, com exatos 200, cinco a mais que Marcos Gomes, o quarto colocado.

Hot Car dá lição de união e superação em Curvelo

Apesar do resultado final não ter sido o esperado, o chefe da equipe Hot Car Competições (Bardahl), Amadeu Rodrigues, deixou o Circuito dos Cristais, em Curvelo (MG), palco da 11ª e penúltima etapa da Stock Car, neste domingo (dia 20), com a sensação de missão cumprida. 

O time passou a madrugada trabalhando no conserto do carro de Felipe Lapenna, que teve a quebra da ponta do eixo da homocinética e bateu forte no classificatório de sábado (19). Mais que pronto, a equipe conseguiu deixar o Stock #110 rápido e competitivo. 

Lapenna largou em 20º e já fechou a primeira volta da Corrida Principal em sexto. O piloto vinha num ritmo forte, mas faltando cinco voltas para o final foi obrigado a abandonar, após nova quebra da ponta do eixo. A peça, que foi totalmente trocada, será analisada pela categoria, já que além dos dois incidentes com Lapenna, o piloto Daniel Serra também sofreu uma batida pelo mesmo motivo nos treinos livres.

No Stock Car #26, o paulista Raphael Abbate também mostrou bom ritmo e terminou a segunda prova marcando pontos, com a 11ª posição. As vitórias na estreia da pista mineira ficaram com Felipe Fraga, que ampliou ainda mais sua vantagem na liderança do campeonato, e Ricardo Maurício. A Stock Car terá sua etapa final no dia 11 de dezembro, em Interlagos (SP), em prova com pontuação dobrada.

Felipe Lapenna ganhou 14 posições na primeira volta da Corrida Principal  (Vanderley Soares)
Felipe Lapenna ganhou 14 posições na primeira volta da Corrida Principal (Vanderley Soares)

"Depois de uma madrugada intensa de trabalho, ter conseguido deixar o carro do Lapenna super rápido, competitivo, foi como uma vitória para nós. Ele fez uma largada espetacular e tinha tudo para chegar entre os primeiros na Corrida Principal. Mas, infelizmente, tivemos a quebra da mesma peça que provocou o acidente no treino de ontem. Ainda vamos analisar o que motivou essa quebra, já que eram peças novas, dentro do prazo de uso e não deveria quebrar assim", comentou Amadeu Rodrigues.

"Mas o que fica, pra mim, é a lição de superação que conseguimos mostrar, o trabalho e união de toda a equipe. Depois de tudo isso, estar entre os seis melhores numa corrida, numa categoria como a Stock Car, é uma prova de que somos competitivos. Apesar do resultado final não ter sido o que gostaríamos, essa atuação conta muito", completou.

Lapenna também lamentou a quebra e agradeceu o trabalho do time. "Fiz uma largada muito boa. No ‘pulo’, já consegui passar alguns carros. Depois, passei por fora na curva 1 e, na 2, eu fiquei bem por dentro quando vi a confusão. Virei o volante todo pra dentro e consegui passar vários carros. Eu vinha num ritmo muito bom, disputando com o Thiago (Camilo) de forma limpa em várias voltas, até que uma hora meu acelerador ficou travado e eu acabei passando reto e cai quatro posições. Dei umas ‘bombadas’ e o acelerador destravou e continuei. Mas depois a ponta do eixo quebrou, a roda saiu e tive de abandonar. Foi uma pena. Tinha tudo para chegar entre os seis se não acontecesse nada. O pessoal fez um trabalho muito bom de ontem pra hoje e seria recompensador ter este resultado para todo mundo", declarou o paulista do Stock #110.

Abbate também avaliou seu desempenho na primeira etapa da Stock Car disputada em Curvelo e agora foca na disputa da última etapa do ano. "Comecei a primeira prova muito bem, ganhei várias posições na largada. Tinha um ritmo forte, vinha ultrapassando os carros, mas infelizmente numa ultrapassagem eu acabei forçando e escapei e saí da pista. Fiquei pra trás com isso e decidimos então mudar a estratégia pra segunda corrida. Novamente, a largada foi boa. Ganhei posições, vim ultrapassando o pelotão, mas infelizmente o carro começou a falhar, provavelmente esquentou a temperatura do combustível, porque estava muito calor. E acabei perdendo posições. Agora é trabalhar para Interlagos, com pontuação dobrada, para terminar bem o campeonato", completou o piloto do Stock #26, que tem três Top-10 na temporada.

Pontos na Corrida Principal salvam final de semana de Jimenez e Negrão

Sérgio Jimenez: 15o na Corrida Principal (Vanderley Soares)
Sérgio Jimenez: 15o na Corrida Principal (Vanderley Soares)

Os paulistas Sérgio Jimenez e Xandinho Negrão conseguiram pontuar na Corrida Principal, chegando em 15º e 20º lugares, respectivamente, mas acabaram fora dos pontos na segunda prova, após alguns incidentes.

Os pilotos se preparam agora para a última etapa do ano, em Interlagos (SP), no dia 11 de dezembro. A prova única valerá o dobro de pontos.

Jimenez, que largou de 14º na Corrida Principal, tinha planejado ficar na pista e não parar para o reabastecimento. Apesar de não estar totalmente envolvido na confusão da primeira volta, quando alguns carros rodaram, o piloto precisou sair da pista para não bater e isso danificou o carro.

"Larguei bem. Até que consegui me livrar da confusão, mas acabei prejudicado por ela. Rodou todo mundo pra fora, tive de ir para o mato, levei toque, enfim. Me salvei por ter conseguido ficar na pista, mas meu extrator acabou estragando e não sei se isso prejudicou a performance do carro, porque estava bem difícil de guiar. Me segurei como dava até o final da corrida", contou. 

"Na segunda prova, larguei e fiquei esperando se ia ter algum Safety Car, mas não aconteceu, acabou dando falta de combustível e entrei para abastecer. Depois deu falta de novo e foi um final de semana difícil mesmo, nada encaixou bem. Agora é trabalhar pra próxima e tentar terminar o ano com um bom resultado", completou Jimenez, que está em 16º lugar na temporada com seis Top-10.

Já Negrão optou por uma estratégia diferente, mas também foi prejudicado por um incidente. "Na primeira prova, meu ritmo não era bom e não conseguia vir pra frente. Como quase ninguém parou, decidimos então focar na segunda prova, fazer o pit, mexer no carro, trocar os pneus e fomos bem pra corrida 2", explicou. 

"Larguei bem, ganhei algumas posições. Dos competidores diretos, que já tinham feito a parada, só estava o Tuka (Rocha) na minha frente. Mas no embolo das primeiras voltas, acabei espremido com outros carros e meu carro entortou a barra, caiu o extrator e foi por água baixa todo o plano", concluiu o piloto, que voltou à Stock Car este ano e fez sua terceira prova na equipe Cavaleiro.

Comandada pelo ex-piloto Beto Cavaleiro, o time está em sua terceira temporada na Stock Car e este ano tornou-se parceiro da Hot Car/Bardahl.

Suzuki faz corrida de recuperação e fica próximo do top10

Rafael Suzuki fez uma boa corrida 1 e ficou próximo do top-10
Rafael Suzuki fez uma boa corrida 1 e ficou próximo do top-10

Saindo da nona fila na corrida 1, Rafael teve que desviar de uma confusão na primeira curva e perdeu muitas posições, caindo quase para último, mas conseguiu se recuperar com ritmo forte, conquistando terreno e ficando próximo do top-10, ao cruzar a linha de chegada em 13º lugar. Com o resultado, o piloto somou mais 11 pontos para o campeonato. 

Na segunda corrida, o piloto do carro #8 optou por entrar nos boxes logo na primeira volta para o reabastecimento, contando que os pilotos à sua frente também teriam de fazer seus pit-stops, e assim ele teria vantagem por seu um dos primeiros a parar. Porém, um problema na bomba central de combustível comprometeu o desempenho de Suzuki, pois seu carro falhou durante todo o restante da prova. Ele conseguiu completar as 16 voltas, mas não teve chances de buscar um lugar na zona de pontuação, e ficou em 21º. 

Agora, a Stock Car volta a se reunir em três semanas, entre os dias 9 e 11 de dezembro, para a grande final do campeonato em Interlagos (SP). A disputa acontece em uma única corrida, que vale pontos dobrados, o que será decisivo na briga pelo título. Apenas Rubens Barrichello, que está em 2º lugar, pode ameaçar o líder Felipe Fraga - a diferença entre eles é de 34 pontos, e a vitória vale 60 pontos. Suzuki ocupa a 20ª posição, e tem como objetivo chegar o mais próximo possível do top-15. 

Rafael Suzuki é patrocinado pelo Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado do Esporte e Lazer (Sedel), pela Lei Estadual de Incentivo ao Esporte. 

"Essa foi uma etapa bem desafiadora, chegamos sem referências por ser um circuito novo, onde quase não há áreas de escape, então a pista não aceita erros. As corridas foram divertidas, muito disputadas. Na primeira nós acertamos na estratégia, tive que me livrar de um enrosco na largada e caí para quase último, mas tinha bom ritmo para avançar e chegamos perto do top-10. Já na segunda, desde o começo tive um problema com a bomba de combustível, que fazia com que o carro falhasse o tempo todo, e assim não deu para brigar por melhores posições. É sempre legal visitarmos nossas praças, e o povo de Minas Gerais nos recebeu muito bem. Agora vamos para Interlagos, em busca de um bom resultado, especialmente pelo fato da pontuação ser dobrada, para fecharmos o ano com chave de ouro". Comenta Rafael Suzuki.

Resultado - Corrida 1*


1-) 88 FelipeFraga (Cimed Racing) - 24 voltas em 47min46s344 (média de 133,2 km/h)
2-) 80 Marcos Gomes (Cimed Racing) - a 0s979
3-) 111 Rubens Barrichello (Full Time Sports) - a 3s614
4-) 18 Allam Khodair (Full Time Sports) - a 5s937
5-) 51 Átila Abreu (Shell Racing) - a 10s374
6-) 21 Thiago Camilo (Ipiranga-RCM) - a 12s906
7-) 4 Julio Campos (C2 Axalta Racing) - a 16s640
8-) 83 Gabriel Casagrande (C2 Axalta Racing) - a 20s319
9-) 28 Galid Osman (Ipiranga-RCM) - a 25s020
10-) 70 Diego Nunes (União Química Racing) - a 25s606
11-) 117 Guilherme Salas (RZ Motorsport) - a 27s206
12-) 90 Ricardo Mauricio (Eurofarma RC) - a 28s470
13-) 8 Rafael Suzuki (Vogel Motorsport) - a 30s636
14-) 9 Guga Lima (TMG Racing) - a 31s690
15-) 73 Sergio Jimenez (Cavaleiro Sports) - a 33s816
16-) 0 Cacá Bueno Red Bull Racing) - a 1min01s550
17-) 5 Denis Navarro (Vogel Motorsport) - a 1min02s533
18-) 25 Tuka Rocha (RZ Motorsport) - a 1min16s172
19-) 3 Bia Figueiredo (União Química Racing) - a 1 volta
20-) 99 Xandynho Negrão (Cavaleiro Sports) - a 2 voltas
21-) 110 Felipe Lapenna (Hot Car Competições) - a 5 voltas
NÃO COMPLETOU
22-) 77 Valdeno Brito (TMG Racing) - a 17 voltas
23-) 29 Daniel Serra (Red Bull Racing) - a 18 voltas 
24-) 26 Raphael Abbate (Hot Car Competições) - a 16 voltas
25-) 65 Max Wilson (Eurofarma RC) - a 8 voltas
26-) 46 Vitor Genz (Eisenbahn Racing Team) - a 4 voltas
27-) 63 Nestor Girolami (Eisenbahn Racing Team) - a 1 volta
28-) 12 Lucas Foresti (Full Time-ProGP) - a 1 volta
29-) 10 Ricardo Zonta (Shell Racing) - excluído
MELHOR VOLTA: Marcos Gomes, 1min52s814 (média 141,0 km/h)
*Resultados técnicos sujeitos a verificações técnicas e desportivas 

Resultado - Corrida 2*
1-) 90 Ricardo Mauricio (Eurofarma-RC ) - 16 voltas em 30min48s889 (média de 137,6)
2-) 25 Tuka Rocha (RZ Motorsport) - a 2s028
3-) 29 Daniel Serra (Red Bull Racing) - a 2s775
4-) 77 Valdeno Brito (TMG Racing) - a 3s413
5-) 5 Denis Navarro (Vogel Motorsport) - a 3s929
6-) 46 Vitor Genz (Eisenbahn Racing Team) - a 5s243 
7-) 65 Max Wilson (Eurofarma RC) - a 7s606 
8-) 4 Julio Campos (C2 Axalta Racing) - a 8s805 
9-) 63 Nestor Girolami (Eisenbahn Racing Team) - a 9s210 
10-) 3 Bia Figueiredo (União Química Racing) - a 10s252 
11-) 26 Raphael Abbate (Hot Car Competições) - a 12s018 
12-) 111 Rubens Barrichello (Full Time Sports) - a 1 volta 
13-) 80 Marcos Gomes (Cimed Racing) - a 1 volta
14-) 51 Átila Abreu (Shell Racing) - a 1 volta
15-) 70 Diego Nunes (União Química Racing) - a 1 volta
16-) 21 Thiago Camilo (Ipiranga-RCM) - 1 volta
17-) 88 Felipe Fraga (Cimed Racing) - a 1 volta
18-) 83 Gabriel Casagrande (C2 Axalta Racing) - a 1 volta
19-) 9 Guga Lima (TMG Racing) - a 1 volta
20-) 117 Guilherme Salas (RZ Motorsport) - a 1 volta
21-) 8 Rafael Suzuki (Vogel Motorsport) - a 1 volta
22-) 73 Sergio Jimenez (Cavaleiro Sports) - a 1 volta
23-) 0 Cacá Bueno (Red Bull Racing) - a 2 voltas
24-) 18 Allam Khodair (Full Time Sports) - a 3 voltas
25-) 99 Xandynho Negrão (Cavaleiro Sports) - a 4 voltas
NÃO COMPLETOU
26-) 12 Lucas Foresti (Full Time-ProGP) - sem tempo 
27-) 28 Galid Osman (Ipiranga-RCM) - sem tempo 
28-) 110 Felipe Lapenna (Hot Car Competições) - sem tempo 
29-) 10 Ricardo Zonta (Shell Racing) - sem tempo 
MELHOR VOLTA: Marcos Gomes, 1min51s941 (142,1 km/h)
*Resultados sujeitos a verificações técnicas e desportivas

Classificação do Campeonato:
1-) 88 Felipe Fraga - 282 pontos 
2-) 111 Rubens Barrichello - 248 
3-) 77 Valdeno Brito - 200 
4-) 80 Marcos Gomes - 192 
5-) 70 Diego Nunes - 173 
6-) 29 Daniel Serra - 169 
7-) 65 Max Wilson - 167 
8-) 51 Átila Abreu - 166 
9-) 90 Ricardo Mauricio - 162 
10-) 46 Vitor Genz - 158 
11-) 18 Allam Khodair - 157 
12-) 0 Cacá Bueno - 146 
13-) 21 Thiago Camilo - 141 
14-) 4 Julio Campos - 132 
15-) 28 Galid Osman - 128 
16-) 73 Sergio Jimenez - 110 
17-) 10 Ricardo Zonta - 108 
18-) 83 Gabriel Casagrande - 89
19-) 5 Denis Navarro - 88 
20-) 8 Rafael Suzuki - 83 
21-) 9 Guga Lima - 81 
22-) 63 Nestor Girolami - 77 
23-) 26 Raphael Abbate - 68 
24-) 12 Lucas Foresti - 65 
25-) 3 Bia Figueiredo - 58 
26-) 25 Tuka Rocha - 54 
27-) 66 Felipe Guimarães - 51 
28-) 74 Popó Bueno Cavaleiro - 46 
29-) 110 Felipe Lapenna - 41 
30-) 56 Danilo Dirani - 30 
31-) 99 Xandynho Negrão - 23 
32-) 117 Guilherme Salas - 19 
33-) 14 Luciano Burti - 11 
34-) 45 Fabio Carbone - 2 
35-) 6 Alceu Feldman - 0 
36-) 1 Thiago Marques - 0 
37-) 7 Beto Cavaleiro - 0 
38-) 11 Cezar Ramos - 0