Diretor de empresa britânica é preso por venda ilegal de ingressos da Rio 2016

Irlandês Kevin James Mallon foi flagrado vendendo ingressos falsos

Diretor de empresa britânica é preso por venda ilegal de ingressos da Rio 2016
Espectadores enfrentando longas filas para entrar nas arenas. Enquanto isso, ingressos eram apreendidos por estarem em posse de cambistas (Foto: Reprodução/Twitter)

Enquanto a cada dia de competição, a torcida brasileira e os atletas vão fazendo a festa e proporcionando cenas admiráveis nos Jogos Olímpicos Rio 2016, tais como o choro de Djokovic ao deixar a quadra após ser derrotado por Del Potro, ou a emoção e toda a comemoração da brasileira Rafaela Silva, quando levou o ouro no judô, dando ao Brasil a sua primeira medalha da cor dourada, alguns indivíduos fora do circuito esportivo acabam tendo atitudes lamentáveis.

A polícia civil do Rio de Janeiro confirmou hoje (8), que o irlandês Kevin James Mallon, diretor da empresa britânica THG, foi flagrado com 32 ingressos falsos para a cerimônia de abertura da Olímpiada, na sexta-feira, em um hotel situado na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade que sedia os jogos. Mallon foi preso em flagrante e a polícia civil também encontrou diversas pessoas que, em depoimento, declararam ter tudo acertado com o irlandês para comprar os ingressos por um valor acima do preço pelo qual foram comprados.

A investigação dos agentes indica que esses ingressos para a cerimônia de abertura seriam revendidos por 8 mil dólares, valendo mais de 25 mil reais. O pagamento seria feito em dólares. Outro detalhe apontado é que, além dos ingressos para a abertura, falsos, seriam vendidos ingressos reais, válidos para várias provas a serem disputadas no decorrer da Olímpiada, revendidos por "preços altíssimos", segundo definem os investigadores: "O lucro que a empresa conseguiria com a venda de todos esses ingressos seria superior a R$ 10 milhões", declarou o delegado Ricardo Barbosa, da delegacia de Defraudações.

A THG já esteve envolvida em outros esquemas de revenda ilegal de ingressos, também em competição realizada no Brasil. Durante a Copa do Mundo de 2014, o então diretor-executivo da empresa, James Sinton, também chegou a ser preso. O esquema era exatamente o mesmo: a THG adquiria os ingressos junto à empresa credenciada e autorizada a vendê-los, revendendo os mesmos por preços acima do valor pago, incluindo pacotes com hospedagem. Fato curioso é que a empresa britânica foi credenciada para vender ingressos e pacotes na Olímpiada de Londres, em 2012.