Conheça Roger Federer, o melhor tenista de todos os tempos em busca do ouro inédito

Considerado como o melhor tenista de todos os tempos, Roger Federer vem para a disputa das Olimpíadas do Rio 2016 em busca da única conquista que falta em seu currículo: a medalha de ouro na simples

Conheça Roger Federer, o melhor tenista de todos os tempos em busca do ouro inédito
Conheça Roger Federer, o melhor tenista de todos os tempos em busca do ouro inédito

Entre os dias cinco e 21 de agosto de 2016 acontece a 31ª edição dos Jogos Olímpicos. Neste ano, a competição mais importante do esporte mundial ocorre na Cidade Maravilhosa: o Rio de Janeiro. Considerado por especialistas como "hors concours" - ou seja, o melhor de todos os tempos - o tenista suíço Roger Federer chega para a disputa de sua última Olímpiada com o objetivo de levar para casa o único título que falta em seu currículo: a medalha de ouro na chave de simples.

Federer foi finalista em Londres 2012/ Foto: Clive Brunskill/ Getty Images
Federer foi finalista em Londres 2012/ Foto: Clive Brunskill/ Getty Images

Carreira 

Nascido no dia oito de agosto de 1981, na cidade suíça da Basileia, Roger Federer teve seu primeiro contato com a raquete e a bolinha amarela aos oito anos. Diferentemente da maioria dos grandes campeões, o suíço só se destacou no circuito junior aos 17 anos, quando foi campeão de Wimbledon vencendo Irakli Labadze da Geórgia na decisão. 

Federer levanta o troféu de Wimbledon de 1998/ Foto: Getty Images
Federer levanta o troféu de Wimbledon de 1998/ Foto: Getty Images

A partir de então, Federer não saiu dos holofotes. No mesmo ano, estreava no circuito profissional, quando disputou o ATP de Gstaad e, meses depois, enfrentava o norte americano Andre Agassi pela primeira vez. Após um ano, o tenista da Suíça já figurava na 66ª posição no ranking da ATP.

Nos Jogos Olímpicos de Sydney, Federer surpreendeu, aos 20 anos, alcançando a semifinal

O ano seguinte foi marcado por boas campanhas nos torneios de Grand Slam, com destaque para a quarta rodada em Roland Garros. Já nos Jogos Olímpicos de Sydney, na Austrália, Federer fez sua primeira aparição. Aos 20 anos, o suíço surpreendeu alcançando a fase semifinal do torneio, na qual perdeu para o alemão Tommy Haas. Na disputa da medalha de bronze, foi derrotado em partida duríssima pelo francês Arnaud Di Pasquale

Nos anos que se seguiram até a Olimpíada de Atenas, na Grécia, em 2004, o suíço fazia grandes campanhas e se estabelecia dentro do top 10. Vencendo três torneios de Grand Slam até o começo dos Jogos Olímpicos - Wimbledon em 2003 e 2004 e o Australian Open de 2004 - Federer chegou à Grécia como número um do mundo - e principal favorito. No entanto, depois da vitória na estreia contra o russo Nikolay Davydenko, acabou eliminado na segunda rodada pelo tcheco Tomas Berdych - com 18 anos na época.

Federer caiu na segunda rodada em Atenas/ Foto: Roberto Schmidt/ Getty Images
Federer caiu na segunda rodada em Atenas/ Foto: Roberto Schmidt/ Getty Images

De 2004 a 2008, Federer viveu os melhores anos de sua carreira, sendo número um do mundo durante todo esse período. Chegando a 11 finais e levantando o troféu de nove Majors, o suíço era novamente o principal favorito à medalha olímpica. Porém, sua hegemonia vinha sendo quebrada por um jovem espanhol: Rafael Nadal, que acabou levando o ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim depois da derrota de Federer nas quartas de final para o norte americano James Blake. O ponto positivo foi a medalha de ouro nas duplas ao lado do compatriota Stan Wawrinka.

Na decisão, ele reeditou a final de Wimbledon contra o tenista da casa, Andy Murray, mas dessa vez foi o escocês que levou a melhor

Entre os anos de 2008 e 2012, o tenista da Suíça passou por um período conturbado. Perdendo o posto de líder do ranking da ATP, Federer conquistou cinco Grand Slams durante esses quatro anos, sendo o último deles apenas um mês antes do início da Olimpíada de Londres em 2012. Jogando nas quadras de grama do The All England Lawn Tennis and Croquet Club, Federer se sentia em casa. Com ótimas atuações, o suíço não teve problemas até a semifinal, quando superou o argentino Juan Martin del Potro por dois sets a um, com incríveis 19/17 no terceiro e decisivo set. No entanto, na decisão ele reeditou a final de Wimbledon contra o tenista da casa, Andy Murray, mas dessa vez foi o escocês que levou a melhor para frustar o sonho de Federer: três sets a zero, com parciais de 6/2 6/1 e 6/4.

Federer e Murray se cumprimentam após a final em Londres/ Foto: Clive Brunskill/ Getty Images
Federer e Murray se cumprimentam após a final em Londres/ Foto: Clive Brunskill/ Getty Images


Expectativa para o Rio 2016

Roger Federer chega para a disputa de sua última Olimpíada aos 34 anos e na terceira colocação no ranking da ATP. “Será um torneio incrível. Vai ser minha primeira ida ao Rio e estou muito animado com isso. Os Jogos são extremamente importantes para mim. Amo disputar Olimpíadas e representar a Suíça” declarou o suíço e completou:  “Vai ter um gosto especial, único, diferente dos Jogos anteriores que disputei. Claramente, o Rio é um dos meus maiores objetivos em 2016.”

Federer em ação no Masters 1000 de Roma 2016/ Foto: NurPhoto/ Getty Images
Federer em ação no Masters 1000 de Roma 2016/ Foto: NurPhoto/ Getty Images


Medalhas Olímpicas 

Federer tem duas medalhas olímpicas no currículo: uma de ouro nas duplas em Pequim 2008 e a de prata na última edição, quando foi derrotado na final pelo escocês Andy Murray por dois três sets a zero, com parciais de 6/2 6/1 e 6/4.

Federer e Wawrinka foram ouro em Pequim 2008/ Foto: Clive Brunskill/ Getty Images
Federer e Wawrinka foram ouro em Pequim 2008/ Foto: Clive Brunskill/ Getty Images

História do Ouro Olímpico

Em 2008, Federer vivia o auge de sua carreira, sendo número um do mundo durante todo esse período. Sua hegemonia só vinha sendo ameaçada por um jovem espanhol: Rafael Nadal, que acabou levando o ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim depois da derrota de Federer nas quartas de final para o norte americano James Blake.

Porém, o tenista da Suíça seguia vivo na chave de duplas, jogando ao lado do compatriota Stan Wawrinka, era o cabeça de chave número quatro do torneio. Focando somente nas duplas depois da eliminação, conquistou uma surpreendente vitória contra os principais favoritos, os irmãos gêmeos Bob e Mike Bryan dos Estados Unidos, nas semifinais por dois sets a zero, com parciais de 7/6 e 6/4.

Já na final, eles venceram os suecos Thomas JohanssonSimon Aspelin por três sets a um, com parciais de 6/3 6/4 6/7 e 6/3, para conquistar a medalha de ouro para a Suíça.

Federer comemora o ouro com Wawrinka/ Foto: Clive Brunskill/ Getty Images
Federer comemora o ouro com Wawrinka/ Foto: Clive Brunskill/ Getty Images