Conheça o Padel, esporte que vem ganhando força no Brasil e no mundo

Semelhante ao tênis, o Padel oferece a seus praticantes um jogo mais dinâmico

Conheça o Padel, esporte que vem ganhando força no Brasil e no mundo
O Padel é jogado em duplas, em quadra envolta por paredes ou vidros. (Foto: ESPORTE SUL)

Raquete, bolinha amarela e rede. Quem pensa nestes elementos associa rapidamente ao tênis, esporte antigo e de vasto prestígio no mundo inteiro. Mas o que poucos sabem é que há uma modalidade que, a passos lentos, vem se reinventando e ganhando prestígio no Brasil: o Padel

Dinâmico, o esporte - que só permite a modalidade de duplas - oferece um ritmo mais rápido e em um espaço mais curto, com o diferencial de poder usar as paredes/vidros para escapar das bolas altas e longas.

ORIGEM DO ESPORTE

Mesmo sendo desconhecida por grande parte do país, a modalidade, ao contrário do que muitos pensam, não é nova. Em meados do século XX, marinheiros ingleses, que já eram adeptos do Real Tenis, fizeram nova adaptação do esporte para o espaço do interior dos navios, já que não havia possibilidade de, em alto mar, praticar qualquer esporte ao ar livre.

Após 34 anos, o Padel-Tenis finalmente desembarcaria no continente, onde os primeiros praticantes começavam a espalhar a novidade. Mas o surgimento oficial do esporte foi em Acapulco, no México, onde, em 1969, Enrique Corcuera construiu a primeira quadra da história, com medições regulamentadas que vigoram até hoje.

EQUIPAMENTO, PONTUAÇÃO E REGRAS

Para jogar Padel, tudo que você precisa é de raquetes específicas e bolas de tênis. O material - da maioria das "palas" - é feito de fibra de carbono, mas também existem as feitas de fibra de vidro. 

Raquete de padel, feita de vibra de carbono. (Foto: Bruno de La Rocha/VAVEL Brasil)
Raquete de padel, feita de fibra de carbono. (Foto: Bruno de La Rocha/VAVEL Brasil)

A quadra do esporte é peculiar, envolta por grades e paredes ou vidros. Em quadras rápidas, de piso duro, existe a presença das paredes. Já nas quadras de carpete, que hoje em dia atendem às necessidades do circuito profissional, o material que envolve a quadra é o vidro.

Medidas da quadra. (Foto: Paddle.com)
Medidas da quadra. (Foto: Paddle.com)

O aspecto que mais dificulta o entendimento é a regra do jogo. Assim como o tênis, o sacador tem direito a dois serviços, e deve-se jogar na área de saque diagonal, considerando que bola não pode passar da altura da cintura ao efetuar-se o golpe. Após quicar na área de serviço, o serviço só será considerado "fora" se a bola acertar a grade lateral e não a parede. 

Durante o jogo, pode-se utilizar a parede como ajuda para devolver a bola ao campo adversário, desde que a mesma não tenha entrado duas vezes em contato com o chão, nem toque em sua própria quadra após bater na parede. Ou seja, se a bola quicar e bater na parede, você ainda poderá retorná-la ao campo adversário.

A pontuação segue como a do tênis. Ganhar o ponto no Padel significa que o adversário jogou a bola na rede ou diretamente na parede dos oponentes, ou que deixou a bola tocar no chão duas vezes antes de efetuar o golpe. A contagem é igual à do tênis, tanto em games quando em sets.

CENÁRIO ATUAL: O CIRCUITO WPT

Hoje em dia, o circuito mundial dispõe de 21 torneios dentre as principais categorias, Master Open. Como principal potência do esporte, a Espanha é a maior anfitriã de torneios de Padel no mundo inteiro.

Mas apesar de ter o maior número de atletas, os espanhóis concorrem diretamente com a Argentina, que hoje tem 12 jogadores entre os 20 melhores do mundo, além de ter o padelista número um do mundo, Fernando Belasteguín, que divide o posto com sua dupla, o brasileiro Pablo Lima.

Fernando Belasteguín é o atual líder do ranking. (Foto: Campus Bela)
Belasteguín em ação no circuito mundial. (Foto: Campus Bela)

Já na modalidade feminina, o domínio da Espanha é realmente indiscutível. Apenas duas (argentinas) das 20 principais padelistas do mundo não são do país, fato que monopoliza o esporte. As irmãs Sánchez Alayeto (Maria José e María Pilar) hoje lideram o quadro e dominam o circuito.

O BRASIL NO PADEL

Atualmente, o portoalegrense Pablo Lima é, juntamente com Belasteguín, o melhor padelista do mundo. Desde Janeiro de 2015, o brasileiro vem confirmando o bom momento no circuito, visto que perdeu apenas quatro partidas desde então. 

Pablo Lima é o melhor padelista do Brasil. (Foto: WPT/Divulgação)
Pablo Lima é o melhor padelista do Brasil. (Foto: WPT/Divulgação)

Já no cenário feminino, não há nenhuma mulher entre as 150 melhores colocadas do ranking, em Outubro de 2016.

A FORÇA DO SUL

As cidades de Porto Alegre Pelotas confirmam-se cada vez mais como capitais do padel nacional, visto que seus atletas são frequentemente chamados para representar a Seleção Brasileira, em virtude de boas atuações. 

Mas tudo isso começou quando o brasileiro José Carlos Stecker descobriu a modalidade em Punta Del Este, no Uruguai. Voltando para o Rio Grande do Sul, as primeiras quadras surgiriam na fronteira, nas cidades de Santana do Livramento Jaguarão, no começo da década de 90.

Complexo Aqua Padel, em Cristal/RS. (Foto: Aqua Padel)
Complexo Aqua Padel, em Rio Grande/RS. (Foto: Aqua Padel)

De lá até então, o país têm visto o crescimento do esporte e a necessidade de expandir os espaços de treinamento. Cada vez mais, o Padel ganha seu espaço, e é vista a necessidade de falar sobre este incrível esporte.