WTA: surpresas agradáveis e disputa pelo topo do ranking agitam final de temporada

A temporada 2016 já apresenta uma nova líder de ranking mundial depois de 186 seguidas de Serena Williams. A alemã Kerber é hoje a líder, mas pode muito bem não terminar nesta liderança. Abaixo, retratamos as possibilidades das jogadoras que ainda podem desbancar ambas as tenistas líderes de ranking

WTA: surpresas agradáveis e disputa pelo topo do ranking agitam final de temporada
Foto: AusOpen / Divulgação

O ranking mundial dos tenistas femininos e masculinos teve, nos últimos anos, 2 grandes líderes, que por muito tempo jamais sequer foram incomodados nesta posição. Na ATP, falamos do sérvio Novak Djokovic, e na WTA, a americana Serena Williams.

No caso da WTA, Serena assumiu a liderança do ranking individual mundial pela 1º vez em 2002, tendo na grande maioria dos anos, sempre perto no TOP 10 e na liderança deste ranking. Vem encerrando o ano como líder desde 2013 de maneira consecutiva, mas terá um 2016 diferente.

A única atleta a igualar o número de Grand Slams da alemã Steffi Graf (22 em toda a carreira) e ainda ter a chance de passar Graf neste número é Serena, mas com o passar dos anos e no alto de seus 34 anos (35 a serem completados no dia 26 de Setembro), a pressão e principalmente o cansaço aparecem e com força, e isso tende a cobrar seu preço.

Com apenas 1 título de Grand Slam este ano, Serena também perdeu alguns outros torneios importantes, tendo a alemã Angelique Kerber vencendo alguns torneios e principalmente 2 Slams, Australian e US Open. Bons títulos a fizeram ser a 1º a desbancar Serena Williams em anos na liderança do ranking, figurando nesta posição pela 1º vez na carreira.

Pode fechar o ano ainda como a líder do ranking, porém deverá defender os 1215 pontos conquistados nos torneios seguintes ao US Open em 2015, incluindo o Finals que ela disputou.

BRIGA DIRETA PELA LIDERANÇA

Serena e Kerber hoje são as únicas apontadas como líderes do ranking ao fechar 2016. Kerber está no topo, mas com os pontos que tem a defender, o trabalho fica um pouco mais complicado. Para se ter uma noção, Serena possui 7050 de pontos já consolidados este ano, enquanto Kerber esta com 8730, com os já citados 1215 a defender.

Serena anunciou que devido aos problemas físicos que a acompanharam este ano e o cansaço da temporada, vai tirar um período sabático como em 2015 após o US Open, porém desta vez informou que deverá retornar para disputa do WTA Finals. Lembrando que a campeã do Finals leva 1180 pontos, e em caso de Kerber não conseguir defender seus pontos e Serena voltar no último torneio e ser campeã, a americana retorna para a liderança do ranking mundial, e assim fechará o ano.

MUGURUZA E RADWANSKA CORREM POR FORA

Existem outras 2 jogadoras que até podem chegar a uma liderança de ranking ao final do ano, mas precisariam de uma combinação de resultados que envolvem diretamente Serena e Kerber não conseguirem mais nenhuma pontuação expressiva até o encerramento da temporada.

A espanhola Muguruza tem um caminho bem complicado, pois tem 1 título de Premier Tournament para defender, o que são 1000 pontos (de Pequim). Além disso, fases agudas de torneios em 2015 no fim do ano a renderam um total de 2375 pontos a defender. A única possibilidade dela seria ganhar o Finals e novamente o torneio de Pequim, porém preciaria de algum outro títulos do giro asiático para fechar como líder do ranking mundial. O que a ajuda é já possuir os pontos de campeã de Roland Garros neste ano.

Agniezka Radwanska possui apenas 15 pontos a menos no ranking mundial que Muguruza (5830 contra 5815). Porém sua vida deve ser tão ou mais difícil que a espanhola para uma possível liderança de ranking ao fechar da temporada. Preciaria manter seu título do Finals (que são 1180 pontos, além de ganhar pelo menos outros 2 títulos de importância no giro asiático. Caso não consiga algo tão expressivo, chegar a fases mais agudas na maioria dos torneios que disputar, pode ajudar, mas a conta será sempre baseada com Kerber e Serena praticamente zeradas nesse final de 2016, algo que já sabemos deverá ser bem difícil.

ALGUMAS BELAS SURPRESAS

Uma das finalista do US Open deste ano foi a tcheca Karolina Pliskova, que chegou a sua 1º final de Slam na vida. Hoje soma um total de 4425 pontos na WTA, tendo poucos pontos a defender. Não briga pela liderança, mas pode chegar até uma possível 3º posição no ranking caso Radwanska e Muguruzanão façam pontos netse final de ano. Uma 2º posição apenas, e apenas mesmo, se conseguir feitos como vários títulos, inclusive de Finals, para possivelmente desbancar Williams neste posto, tendo a americana não fazendo pontos nesta possibilidade.

A romena Simona Halep, já estave na disputa pela liderança, mas hoje fica 5º colocação com 4801 pontos na carteia. Possui também poucos pontos a denfender e é uma das que podem subir no ranking, esbarrando também no salto que seria da 3º para 2º posição.

A terceira atleta a ter mais pontos a defender é a irmã mais velha de Serena, a Venus. Ela tem 2 títulos em Zhuhai e Wuhan, ambos na China, e tem um total de 1720 pontos para defender. Hoje, está com 3815, e pode ser até 3º colocada no final do ano, mas precisará além destes títulos, um possível Premier Tournament ou mesmo o Finals para turbinar o ranking.

Outras atletas que figuram na lista das TOP do mundo possuem de 3300 pontos para baixo na WTA, dentre elas as atuais TOP 10 Carla Suarez Navarro, Madison Keys e Svetlana Kuznetsova. Estas 3 tem poucos pontos a defender, mas são jogadoras que podem muito bem tirar pontos das anteriores citadas, que buscam melhor posição ou mesmo almeja algo maior ainda em 2016.

O final de ano das melhores tenistas do mundo será bem agitado, e da líder do ranking até mesmo a 10º colocada, a disputa para terminar o ano com melhor posição ou até mesmo, para algumas poucas, desbancar a atual líder, será algo sensacional.Serena está novamente OFF, porém promete voltar a tempo de jogar um Finals. Kerber, Muguruza e Radwanska buscam ao máximo conseguir pontos a mais até o Finals para quem sabe, se tornar líder (ou consolidar a liderança no caso de Kerber), sem precisar depender de um resultado ruim de Serena em Singapura.