Final olímpica pode ser considerada primeiro grande desafio da nova geração do vôlei masculino

Final olímpica pode ser considerada primeiro grande desafio da nova geração do vôlei masculino
Foto: Getty Images

A seleção brasileira de voleibol masculino vem sendo uma das principais esperanças de medalha e alegria para o torcedor desde a década de 80, com a famosa Geração de Prata, que contava com William, Bernard, Montanaro e até mesmo o atual técnico da seleção Bernardinho. Esses podem ser apontados como os responsáveis pela popularização do vôlei no Brasil, além de terem conquistado a primeira medalha olímpica brasileira na modalidade, nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 1984, ficando com a prata, em campanha histórica.

Logo na década seguinte, com mais estrutura, o primeiro ouro em Olimpíadas, com a geração de nomes como Tande, Marcelo Negrão e um jovem Giovane Gávio, na Olimpíada de Barcelona 1992, derrotando a Holanda na final. No ano seguinte, o Brasil também conseguiu vencer pela primeira vez a Liga Mundial, vendo a Itália dominar o restante da década, no entanto. Mas os investimentos e toda a estrutura criada ao redor do vôlei não foram perdidas, levando à melhor geração da história do voleibol brasileiro, logo no começo da década de 2000, já com Bernardinho no comando.

Entre 2001 e 2006, a geração comandada por Giba disputou um total de 20 campeonatos e terminou entre os três primeiros em absolutamente todos, vencendo 16, sendo vice em três e terceiro colocado no último. Dentro das 16 conquistas, podemos destacar o ouro olímpico em Atenas 2004 e um tetracampeonato da Liga Mundial, conquistado de forma consecutiva, de 2003 a 2006, sendo que essa sequência se estendeu ao penta, conquistado em 2007. Entre os jogadores que se destacavam nessa geração sensacional, devemos destacar ainda o ex-capitão Nalbert, o líbero Serginho, também conhecido como Escadinha e o ponta Murilo Endres.

Essa geração manteve muitos dos seus nomes até os Jogos Olímpicos de Londres 2012, quando a grande maioria dos jogadores acabou por se aposentar da seleção. Para se ter uma noção do processo de renovação que a seleção passou nos últimos quatro anos, podemos perceber que apenas quatro jogadores presentes em Londres também compõem o elenco que chegou à final olímpica no Rio. São eles o levantador Bruno Rezende, o oposto Wallace, o central Lucão e, por fim, o interminável líbero Serginho, já com 40 anos e disputando sua última edição de Jogos Olímpicos.

A nova geração vem sendo liderada por Wallace e Bruno, já mais experientes, contando também com a força do garoto Ricardo Lucarelli, uma das maiores revelações do vôlei nacional nos últimos anos. Apesar de muitos não terem tanta experiência em campeonatos do porte de uma Olimpíada, o talento é claro e, portanto, há certa expectativa, principalmente pelo de o Brasil ter a grande chance de conquistar o ouro olímpico dentro de casa, uma experiência única e que dificilmente poderá ser repetida.

A final contra a Itália será um desafio imenso e uma grande provação para todos os jogadores que estiverem disputando sua primeira final olímpica pela seleção brasileira. Uma prova de fogo ainda maior para quem, como Lipe e Lucarelli, não estiver em sua melhor condição física, atuando no sacrifício pelo ouro. Com todo o apoio da torcida brasileira que promete lotar o Maracanãzinho, a nova cara do vôlei brasileiro entrará em quadra para se superar e, mais do que isso, começar a escrever a sua própria história, tentando se inspirar nas gerações que vieram antes deles.