Agitação, amigos ilustres, entrevista, fãs e autógrafos: a tarde de Raulzinho na NBA Store
(Foto: Arianna Lacerda/VAVEL Brasil)

Agitação, amigos ilustres, entrevista, fãs e autógrafos: a tarde de Raulzinho na NBA Store

Jogador esteve na loja da liga, na Barra, para sessão de autógrafos; ele falou de Donovan Mitchell, finais de conferências, sobre a temporada pelo Utah Jazz e bateu uma bolinha com um convidado ilustre

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Yann Rodrigues

Raul Togni Neto, ou como é conhecido, Raulzinho. Armador, 26 anos, natural de Belo Horizonte. Esses são apenas alguns dados do jogador de basquete, armador da Seleção Brasileira e do Utah Jazz, franquia da National Basketball Association (NBA)

A VAVEL Brasil esteve, nesta quarta-feira (23), na NBA Store, loja oficial da liga, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O atleta esteve presente para uma sessão de autógrafos aos fãs e também para falar com a imprensa. Além de tudo isso, Raulzinho recebeu amigos de forma inesperada, como o pivô do Toronto Raptors, Lucas Bebê

(Foto: Arianna Lacerda)
(Foto: Arianna Lacerda/VAVEL Brasil)

Primeiramente, o jogador falou sobre a temporada. Ele comentou sobre lesões de companheiros, atuação nos playoffs, desânimo após derrotas para os Rockets e comemorou uma superação na temporada. 

“A gente não começou do jeito que queria. Tivemos lesões, o Gobert machucou, jogadores que começaram os jogos se machucaram. Depois, nas trocas, demorou um pouco pra encaixar o time. Nos playoffs são muitos jogos contra o mesmo time e você tenta ajustar uma coisa ou outra. Contra o Houston Rockets, a gente perdeu o primeiro jogo, ajustamos e ganhamos o segundo, mas aí os caras pareceram acordar e viram que precisavam dar um nível a mais. Quando foram pra Utah, perdemos o primeiro jogo (em Salt Lake City) e baixou nosso ânimo, aí perdemos o quarto (jogo da série). Com 3 a 1, indo pra casa deles reverter, era difícil. Mas acho que a campanha foi surpreendente, chegar tão longe como gente a chegou, foi uma campanha boa”.

O futuro de Raul é uma incógnita até mesmo para o próprio. Com contrato terminando e sendo agente livre, podendo negociar com qualquer franquia, o jogador falou que o desejo é continuar, mas aguardará para ouvir propostas e definir seus passos. 

“O time vem crescendo junto desde quando o Quin Snyder chegou. Lógico que quero seguir na equipe, quando saí de lá falei com os jogadores, mas como sou agente livre tem outras coisas que podem acontecer. Tem o draft, depois as negociações e ver quem está interessado. Tem muita coisa pra acontecer. A minha vontade é continuar, tenho um carinho muito especial por todos no clube. Vamos ver o que vai ser do futuro”.

Apesar de algumas lesões, três especificamente, o camisa 25 alegou ter sido a temporada que jogou seu melhor basquete, dando méritos também ao estilo de jogo do time e dos companheiros. O armador disse que busca sempre melhorar durante as férias, já que durante o ano é difícil devido ao alto número de jogos. 

“Acho que melhorei muito. Apesar das lesões, foi uma temporada que eu joguei meu melhor basquetebol até agora. O jeito que o time joga, os companheiros, me ajudaram a crescer. Quero sempre melhorar, seja meu arremesso, defensivamente, fisicamente. Tentamos melhorar principalmente agora na pós-temporada, que é quando temos tempo para pensar, treinar mais forte, porque durante a temporada fica difícil. Estou na espera pra ver onde estarei na temporada que vem e acho que antes eu só posso melhorar”

Independente de qualquer acontecimento, Raul teve sua melhor atuação em termos pontos na NBA nesta temporada, foram 22, frente ao Brooklyn Nets. Na ocasião o Jazz perdeu, mas o atleta não deixou de dar importância ao feito. 

“Foi uma das melhores partidas, mas o nosso time não foi bem. Ficou meio ofuscado essa quantidade de pontos que fiz. Logo depois desse jogo tivemos outro contra o Orlando Magic e eu fiz 9 ou 11 pontos, e acho que joguei melhor nesse jogo do que contra os Nets. A gente ganhou, o time foi melhor. Fico feliz de ter alcançado uma marca, mas a derrota acaba ofuscando esse jogo. Independente, foi ali que comecei a ganhar confiança, parei de ficar nervoso, mostrei que posso jogar lá, não preciso provar mais nada pra ninguém. Foi quando comecei a soltar o meu jogo”

(Foto: Arianna Lacerda/VAVEL Brasil)
(Foto: Arianna Lacerda/VAVEL Brasil)

O novo astro que concorre ao prêmio de calouro do ano, Donovan Mitchell, também foi assunto na coletiva. Raulzinho comentou sobre a humildade do companheiro, falou sobre o desejo de evolução e a temporada surpreendente, sendo o principal jogador do Utah Jazz em 2017/18. 

“Ele tem um talento incrível, não só fisicamente, como todo mundo viu no campeonato de enterradas, mas ele é um cara que quer aprender, ele escuta, tá sempre vendo vídeos do jogo anterior pra ver onde ele pode mudar. Desde o começo poucas pessoas acreditavam no que ele poderia fazer, até pelo draft que não chegou nem a ser top 10. Mas ele mostrou ter um talento incrível, que é humilde, tá sempre trabalhando e isso deu pra ver durante a temporada. Quando ninguém acreditava ele surpeendia. Carregou nosso time nos playoffs, quando a partida apertava davamos a bola nele e ele resolvia. Ele tem muito talento, mas é um cara humilde”

Most Valuable Player (MVP), é o prêmio de jogador mais valioso da temporada. Quando perguntando sobre quem merecia vencer, o brasileiro brincou com as médias altíssimas de jogadores que nem concorrem, como Russell Westbrook, mas escolheu dois nomes que não surpreendem muito. 

“Difícil escolher em uma temporada que você tem o Westbrook com média de triplo-duplo e ele nem compete, fica complicado apontar um. São muitos jogadores talentosos, acho que se eu tivesse que escolher dois seriam James Harden e LeBron James. Foram jogadores que mais fizeram a diferença para os seus times e estão nas finas de conferência”.

Finas de conferência também foi assunto. Houston Rockets ou Golden State Warriors? Cleveland Cavaliers ou Boston Celtics? O jogador do Jazz falou da torcida por Nenê, brasileiro dos Rockets, e aposta em mais um show de LeBron James, melhor atleta da atualidade. 

“Difícil, esse ano tá bem competitivo. Ano passado todos meio que sabiam que seria Cleveland e Golden State nas finais. Esse ano o Boston tá dando trabalho e o Houston também. Eu vou, mais pela torcida para o Nenê, apostar que o Rockets ganho no oeste. E acredito que o LeBron James não vai deixar escapar mais uma final depois de toda essa temporada. Acho que o Cavaliers passa no leste”.

Por fim, o armador falou do fato de ser agente livre e contou detalhes de seu contrato que o fazem crer que se Utah quiser mantê-lo, manterá. Contudo, Raul quer treinar e se preparar para o desafio que aparecer para ele. 

“Meu contrato é restrito, poucos sabem, se algum time me oferece um contrato, o Utah Jazz pode igualar esse contrato e eu tenho a obrigação de permanecer. Então, mais do que a minha prioridade seja o Jazz, se eles quiserem ficar comigo eles vão ficar. Até agora não conversamos, tem o draft, tem muita coisa pra acontecer. Eu agora penso em melhorar, treinar, já descansei quase duas semanas. É melhorar fisicamente, melhorar meu basquete para que seja no Jazz ou aonde for, eu estar preparado”

Ao final de todo esse papo, o astro da seleção brasileira pôde brincar e conversar com os amigos, autografar camisas, fotos e bolas para os fãs, além de bater uma bolinha com Lucas Bebê, brasileiro do Toronto Raptors. 

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