Donald Trump chama de 'nojentos e muito burros' atletas da NBA que se ajoelham no hino nacional
Foto: Reprodução/NBA

Com os crescentes casos de racismo e violência policial contra pessoas negras nos Estados Unidos, a atitude de se ajoelhar durante o hino nacional ganhou ainda mais apoio. Desde o retorno da temporada atual da NBA nos complexos esportivos da Disney, em Orlando, Flórida/EUA, praticamente todos os jogadores e membros da comissão técnica de todas as equipes participantes desta reta final levaram a atitude adiante, usam camisas pretas com a frase Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) e trazem mensagens nas camisas de jogo com dizeres entoados repetidas vezes nos protestos contra a morte de George Floyd, ocorrido no último mês de maio em Minneapolis, Minnesota/EUA.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos | Foto: Divulgação/The White House
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos | Foto: Divulgação/The White House

Os debates sobre essas questões tiveram enorme amplitude, ainda mais com a participação maciça dos principais jogadores de basquete da liga. Porém, o presidente Donald Trump vai em direção contrária e publica ou declara frases controversas e polêmicas – além de conter falas racistas, xenófobas e misóginas. Como de costume, sua opinião foi ouvida, sua fala foi reproduzida e a reação sempre traz desgosto e horror. Em entrevista ao programa de rádio Outkick the Coverage, da Fox Sports norte-americana, Trump afirmou que aqueles que se ajoelham são “nojentos e muito burros”.

“Ajoelhar-se durante o hino nacional tem sido horrível ao basquete. Eles tiveram avaliações horríveis, números baixos. As pessoas estão zangadas com isso. Eles têm política suficiente com pessoas como eu. Havia uma maldade sobre como foi feita a forma de protestar. A NBA está em apuros, problemas maiores do que eles entendem. Eu não percebi os jogadores enviando críticas de volta a mim. Não ficaria surpreso. Existem alguns jogadores muito, muito nojentos e francamente muito burros. Não percebi isso”, disse Trump.

LeBron James, ala do Los Angeles Lakers | Foto: Divulgação/NBA
LeBron James, ala do Los Angeles Lakers | Foto: Divulgação/NBA

O bate-rebate com troca de acusações entre os lados que defendem a luta contra o racismo e os que acham que todo o cenário é apenas vitimização com interesses de ganho pessoal segue a todo o vapor, ainda mais com os fatos ocorridos e a proximidade das eleições presidenciais no país, previstas para serem realizadas no próximo mês de novembro. Na semana passada, o ala LeBron James, do Los Angeles Lakers, afirmou que não se importa com a audiência de Trump. Em outro programa, Trump dizia ser vergonhoso e logo desligava a televisão ao ver jogadores ajoelhados.

“Realmente não acho que a comunidade do basquete esteja triste por perder a audiência dele. Posso falar por todos nós que amamos o jogo e não poderíamos nos importar menos. Nosso jogo está com um belo posicionamento e temos fãs em todo o mundo. Nossos fãs amam e respeitam o que tentamos trazer ao jogo, o que é certo e o que é errado”, falou LeBron.

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