Após polêmica com sócio-diretora, Lebron James é um dos interessados na compra do Atlanta Dream 
Foto: Divulgação / Atlanta Dream

O clima continua quente  na WNBA. Além da época de negociações de jogadoras no Free Agency, que começa na próxima segunda-feira (01), um dos principais assuntos que beiram as notícias é de fora das quadras: a venda do Atlanta Dream e a saída de  Kelly Loeffler como sócia-proprietária do time. 

Na temporada passada, o time se envolveu em polêmicas por conta de Kelly, porque a senadora republicana da Geórgia é declaradamente contra o movimento de Black Lives Matters e as medidas que a liga tomou. Lebron James já demonstrou nas redes sociais  seu interesse na compra do time, justamente para tirá-la definitivamente do poder. Loeffler detém 49% da equipe, enquanto o grupo Dream Too LLC, que é proprietário da equipe desde 2011, possui o restante.

Apesar de não revelar a relação de Lebron na transação, a WNBA revelou que a venda da franquia está próxima d ser finalizada. “Uma vez concluída a negociação da venda, informações adicionais serão fornecidas”, disse a liga.

Como as jogadoras impediram o avanço de Kelly Loeffler no Senado Americano

Foto: Divulgação / Atlanta Dream
Foto: Divulgação / Atlanta Dream

2019 foi um ano e tanto para os americanos. Além de problemas em como lidar com a pandemia de coronavírus, as eleições presidenciais e no senado e os protestos contra a violência policial fizeram as discussões sobre racismo e outros assuntos sociais acalorarem aos ânimos. No caso do basquete, times da NBA e da WNBA também aderiram o Black Lives Matter enquanto disputavam os playoffs em suas determinadas bolhas. No caso especificamente da WNBA, a liga dedicou a temporada à Breonna Taylor, técnica de emergência médica morta por policiais no Kentucky e um dos casos que desencadeou o processo.

Kelly Loeffler, que é sócia-proprietária do Atlanta Dream desde 2010 e grande apoiadora na campanha de reeleição de Donald Trump, mandou uma carta para Cathy Engelbert, que é comissária da WNBA, reclamando sobre a politização da liga e indo contra a dedicação da temporada à Breonna Taylor e ao Black Lives Matters. Apesar de não deixar que Loeffler barrasse os protestos, a liga tomou uma postura passiva às críticas da senadora. 

Por conta disso, as jogadoras da WNBA tomaram a frente dos protestos, não só contra o racismo e a violência policial, mas contra Kelly Loeffler e a candidatura dela no senado americano. Apesar de não citar o nome dela no protesto, as jogadoras apoiaram publicamente, com camisetas, o candidato rival Reverendo Raphael Warnock. Em apenas dois dias de apoio,  a WNBA conseguiu levantar 183 mil dólares em seu apoio.

O apoio das jogadoras e da liga à candidatura de Warnock fez ele e o também democrata Jon Ossoff vencerem a eleição para senado na Geórgia e consolidou ainda mais poder ao novo presidente, Joe Biden, para governar. 

Ou seja, se os Estados Unidos tiveram a chance em manter sua democracia e os recentes avanços em justiça social, é porque as jogadoras da WNBA se manifestaram e foram corajosas o suficiente para remar contra a maré e mostrar que, além de atletas, elas têm uma responsabilidade social gigante. 

VAVEL Logo