MPF vai investigar denúncias de improbidade nas obras de despoluição da Baía de Guanabara

Desperdícios e desvios de recursos do famoso cartão postal carioca impediu a possibilidade de tratar 80% do esgoto no local aonde serão realizadas as provas de vela na Rio 2016

MPF vai investigar denúncias de improbidade nas obras de despoluição da Baía de Guanabara
Poluição na Baía de Guanabara, no Rio (Foto: Reprodução/O Globo)

O Ministério Público Federal (MPF) vai investigar as denúncias de improbidade e corrupção de recursos públicos nas construções de estações e elevatórios de água feitas pela Companhia Estatual de Águas e Esgotos do Rio (CADAE) para despoluir a Baía de Guanabara. O Grupo de Trabalho (GT) do MPF suspeita que haja fraude.

No comunicado do MPF, "há indicações de que novas estações e elevatórias foram construídas posteriormente, sem as redes de esgotos, estando inoperantes ou subutilizadas, em uma repetição dos mesmos erros." Dentre as denúncias estão os desperdícios e desvios de recursos do famoso cartão postal carioca para a Olimpíada, o que impediu a possibilidade de tratar 80% do esgoto no local aonde serão realizadas as provas de vela na Rio 2016.

Em 2012, o Secretário de Ambiente do Rio, Carlos Minc, disse que houve uma "fraude cavalar" no Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG) entre 1992 a 2006. Atualmente, o plano é ligado ao governo do Rio de Janeiro e mudou o nome para Programa de Saneamento Ambiental dos Municípios do Entorno da Baía de Gunabara (PSAM). "A grana para fazer redes, conexões, era do Fecam (Fundo Estadual), que ia para tudo, menos para saneamento e meio ambiente. Rede é debaixo da terra, o que dá voto é estação. São elefantes brancos, monumentos à incompetência, ao descaso, à ilusão", disse Minc em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo na época.