Após polêmicas, brasileiras goleiam Argélia no goalball e avançam às quartas de final

Seleção feminina segue em busca da medalha de ouro

Após polêmicas, brasileiras goleiam Argélia no goalball e avançam às quartas de final
(Foto: André Durão)

Foi praticamente um novo WO, mas desta vez as argelinas apareceram para jogar na Arena do Futuro, no entanto nem conseguiram terminar o duelo com o Brasil. Após polêmica da ausência da seleção da Argélia nas duas primeiras partidas da competição, a seleção brasileira feminina de goalball goleou as afriacanas e conseguiu vencer por "game", que é quando uma equipe abre dez gols de vantagem e o jogo é encerrado antes da hora.

Com a goleada, comandada por Victoria Amorim, a equipe conseguiu a primeira colocação do Grupo A e aguarda o final da rodada desta terça-feira para conhecer o adversário das quartas de final.

"Entrei muito determinada. Eu brincava que iria afundar as argelinas, porque teve toda aquela polêmica de a Argélia não aparecer nos primeiros jogos. A gente necessitava de saldo de gol para ser primeiro do grupo. Entrei realmente com raiva delas pela indisciplina que tiveram. Foi um jogo mais tranquilo do que os outros. Deu tudo certo. Quando deu 7 a 0, fiquei na sede. Falei: 'Vamos acabar com o jogo logo'", disse Victoria, autora seis dos dez gols do Brasil.

Alegando problema com o voo, a Argélia não chegou ao Rio de Janeiro em tempo das duas primeiras partidas, contra Estados Unidos e Israel. Quando acontece o WO, a equipe vencedora fica com um 10 a 0 no saldo. Eliminda, a Argélia será investigada pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC).  A suspeita, levantada pela agência de notícias AP, é de que a Argélia teria atrasado de propósito a sua chegada para não se ver obrigada a enfrentar Israel, pela segunda rodada, já que os países não têm relação política e também enfrentam barreiras religiosas.

No entanto, o Brasil conseguiu se recuperar da derrota para o Japão na segunda rodada e garantiu a liderança do Grupo C com a ajuda das americanas, que superaram as asiáticas. A seleção ainda aguarda o adversário das quartas de final desta quarta-feira que deve ser Ucrânia ou Austrália.

"A gente estava com a perspectiva de terminar em primeiro da chave mesmo para pegar o último da outra. Mas cada jogo é um jogo. Quando a gente fica ganhando, ganhando, ganhando, precisa ter pé no chão, porque perdemos um jogo nessa trajetória e vimos que as equipes estão niveladas", declarou a jogadora Carol Custódio.

Entenda o W.O da Argélia

Em partida válida pela primeira fase do grupo C do torneio feminino de goalball dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, que marcaria estreia da seleção feminina da Argélia na competição contra os Estados Unidos não aconteceu. A equipe feminina da seleção africana não compareceu à Arena do Futuro para a partida macara para a tarde desta sexta-feira (09) contra a seleção norte americana. De acordo com informações do comitê da Rio 2016, a equipe ainda não teria chegado ao Brasil. A seleção americana já estava no vestiário da Arena quando soube da ausência de suas ardversárias. 

Ainda conforme o comitê organizador da Paralimpíada, a seleção argelina não foi desclassificada do torneio.

Um pouco sobre o goalball

O goalball foi criado em 1946 pelo austríaco Hans Lorenzen e pelo alemão Sepp Reindl. A ideia era ajudar na reabilitação de combatentes da Segunda Guerra Mundial que perderam a visão. Com estreia nos jogos de 1975, em Toronto, no Canadá, o goalball é uma modalidade exclusivamente paralímpica. A disputa acontece com duas equipes com três times cada. As linhas da quadra são táteis, para que os jogadores se localizem. Em cada extremidade há um gol gigante, de 9m. Os atletas lançam a bola, que contém um guizo, e tentam marcar o maior número de gols possível.