Análise: Esquadrão Suicida chega aos cinemas e amplia universo DC

Com elenco sensacional, filme é uma sequência indireta de "Batman vs Superman" e apresenta novos vilões para o grande público

Análise: Esquadrão Suicida chega aos cinemas e amplia universo DC
Esquadrão Suicida (foto:Divulgação)

Na última quinta-feira (4), estreou o tão aguardado filme dos 'bad guys' da DC Comics, Suicide Squad (Esquadrão Suicida, 2016). A DC foi bastante ousada por produzir este filme, visto que o Esquadrão Suicida é muito pouco conhecido pelo público comum. Mas o que fez a DC ter tomado está atitude, certamente foi o grande sucesso da animação 'Batman: Assault on Arkham', lançada em 2014. O que mais impressionou, entretanto, foi a reação dos críticos, que responderam negativamente, na maioria das vezes, e não entenderam que o filme foi feito mais para o fã de quadrinho do que para o público comum. Antes de entrarmos no que o filme acertou e errou, apresentamos uma breve sinopse para quem ainda não assistiu. E relaxa, não tem spoilers.

Depois do final de Batman vs Superman, a agente Amanda Waller (Viola Davis) está convencida que o governo americano precisa ter sua própria equipe de metahumanos, para combater possíveis ameaças. Para tanto ela cria o projeto do Esquadrão Suicida, onde perigosos vilões encarcerados são obrigados a executar missões a mando do governo. Caso sejam bem-sucedidos, eles têm suas penas abreviadas em 10 anos. Caso contrário, simplesmente morrem. O grupo é autorizado pelo governo após o súbito ataque de Magia (Cara Delevingne), uma das "convocadas" por Amanda, que se volta contra ela. Desta forma, Pistoleiro (Will Smith), Arlequina (Margot Robbie), Capitão Bumerangue (Jai Courtney), Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje), El Diablo (Jay Hernandez) e Amarra (Adam Beach) são convocados para a missão, que ainda conta com Rick Flag (Joel Kinnaman) como líder do grupo e Katana (Karen Fukuhara) como sua protetora, caso o grupo se volte contra ele. Paralelamente, o Coringa (Jared Leto) aproveita a oportunidade para tentar resgatar o amor de sua vida: Arlequina.

Pontos Positivos

A DC e a Warner não poderiam ter esolhido um elenco melhor. Margot Robbie nasceu para viver a Arlequina, assim como o Will Smith nasceu para ser o Pistoleiro. Viola Davis, dispensa comentários, mas mais uma vez foi sensacional. A trilha sonora foi muito bem escolhida, tanto que foi a única 'parte' do filme que foi unanimidade em elogios. E claro, a DC não teve medo e botou Batman e Flash em algumas partes, o que deixou os fãs muito animados para os próximos filmes. 

Jered Leto como Coringa

Jered Leto tinha uma missão bastante complicada nesse filme, se igualar ou ultrapassar Heath Ledger como o melhor Coringa. Leto, mais uma vez, atuou muito bem, trazendo um novo visual ao Palhaço do Crime, com um aspecto mais 'gangster'. Eu, particularmente, aprovei bastante a nova apresentação, visto que David Ayer (diretor e roteirista do filme) quis fazer referências às HQs nas telonas, diferentemente de Christopher Nolan, que buscou um tom mais humano tanto para o Coringa  quanto para todas as personagens em sua trilogia Batman. Mesmo com uma atuação muito boa, ainda não é possível chegar a um denominador comum sobre o Coringa de Leto por um simples motivo: ele não apareceu muito, infelizmente. 

Pontos Negativos

Cenas cortadas. Infelizmente a DC cortou muitas cenas que apareceram nos trailers, e isso certamente foi um fator que desagradou muita gente. Muitas das cenas deletadas e alteradas foram do Coringa, o que chocou ate o próprio ator, que chegou a dizer que gravou muito material, mas que não foi aproveitado: "Há várias cenas que não estão na versão final. Espero que um dia elas vejam a luz do dia. Quem sabe". Ainda sobre o Palhaço do Crime, uma coisa que desagradou bastante foi a quantidade de vezes que ele apareceu dando sua risada caracteristica. Praticamente toda cena em que o Coringa aparecia, ele dava uma risada, o que ficou bastante forçado. Outro ponto negativo foi que, embora a trilha sonora escolhida tenha sido muito boa, ela não foi bem encaixada no filme, como é em 'Guardiões da Galáxia', por exemplo. Para finalizar, vale destacar que alguns personagens simplesmente foram jogados em cena, sem nenhum aviso prévio.

Roteiro

O roteiro é um caso a parte, pois não entra nem como ponto positivo nem como ponto negativo, e eu explico. O roteiro é clichê, todos sabem como um filme no qual os vilões são os protagonistas vai funcionar. Porém, mesmo sendo clichê, funciona muito bem, e dando foco total para os atores.

Como todos os filmes, Esquadrão Suicida teve seus pontos altos e baixos, mas manteve o hype bastante alto para os próximos filmes da DC e Warner. Infelizmente os fãs vão ter que esperar bastante, pois o próximo filme, Mulher-Maravilha, só chegara nas telonas em junho de 2017. E no final de 2017 a DC ainda reserva grandes emoções para seus fãs, pois novembro será lançado Liga da Justiça - Parte 1. Esquadrão Suicida tem classificação indicativa de 12 anos e recebeu da redação Vavel a nota 8.